3 mitos sobre o que provoca cancro

Já toda a gente leu informação que circula online acerca de mitos/verdades sobre o que provoca cancro. Fique a conhecer os factos.

3 mitos sobre o que provoca cancro
Descubra alguns dos principais mitos sobre o cancro

Existem imensos equívocos acerca das causas de cancro, que podem levar a preocupações desnecessárias – ou, pelo contrário, descuidos – em relação à saúde.

Muitos destes equívocos circulam na internet e são lidos e partilhados todos os dias, estando relacionados com produtos que são usados e consumidos no quotidiano. Antes de entrar em pânico ou tomar medidas, fique a conhecer alguns factos acerca de mitos/verdades sobre o que provoca cancro.

3 coisas que provocam cancro: mito ou verdade?


1. Mito: antitranspirantes e desodorizantes provocam cancro da mama

desodorizante

Não existem evidências conclusivas que relacionem o uso de antitranspirantes e/ou desodorizantes com cancro da mama, de acordo com o National Cancer Institute.

Alguns relatórios indicam que estes produtos contêm substâncias prejudiciais para o corpo, como o alumínio. Mas não foram realizados estudos clínicos que traduzam uma relação direta entre estes produtos e o cancro da mama.

2. Mito: recipientes de plástico no microondas libertam substâncias cancerígenas

tupperware

Os recipientes de plástico de microondas são seguros. No entanto, recipientes que não foram concebidos para ser aquecidos neste aparelho podem derreter e potencialmente derramar químicos na comida.

Por isso, evite usar no microondas recipientes que não foram criados para ser aquecidos neste eletrodoméstico. Verifique sempre os rótulos com atenção.

3. Mito: pessoas com cancro não devem consumir açúcar, pois faz com que o cancro se espalhe

acucar

O consumo de açúcar não faz com que o cancro se alastre mais rapidamente. Todas as células, incluindo as células cancerígenas, precisam de açúcar (glicose) para ter energia. Mas fazer com que o açúcar chegue às células cancerígenas não acelera o seu crescimento. Do mesmo modo que evitar que estas células não recebam açúcar não abranda o seu crescimento.

Este equívoco pode ter tido origem, em parte, num mal-entendido relacionado com a emissão de pósitron nas tomografias, que usam uma pequena quantidade de um rastreador radioativo – tipicamente uma forma de glicose.

Todos os tecidos no corpo absorvem este rastreador, mas alguns usam mais energia – incluindo as células cancerígenas – e, por isso, absorvem maiores quantidades. Por essa razão, concluiu-se que as células cancerígenas crescem mais depressa quando têm acesso a mais açúcar. O que não é verdade.

 

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Ana Duarte Ana Duarte

Jornalista e gestora de comunicação no projeto Patient Innovation, Ana Duarte é mestre em Ciências da Comunicação, pela Universidade do Porto. A sua paixão pela escrita começou cedo, quando aprendeu a escrever e começou a criar os seus próprios jornais. Interessa-se por tecnologia, desporto, cinema e literatura.