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A partir de Janeiro há mudanças no plano nacional de vacinação

No início do próximo ano serão implementadas novas regras no plano de vacinação. Existirão vacinas que vão ser adicionadas ao plano nacional e outras que vão sair. 
 

A partir de Janeiro há mudanças no plano nacional de vacinação
Conheça quais as principais mudanças no plano de vacinação

O plano nacional de vacinação é o calendário de vacinas que são recomendadas pelas autoridades de saúde. Este plano recomenda as idades e as vacinas que devem ser administradas em cada idade. As vacinas que constam neste plano são administradas universal e gratuitamente ao maior número possível de cidadãos.

Tal como referia Peter Parham in The Imune System: “As doenças infeciosas são causadas por microrganismos que têm a vantagem de se reproduzirem e evoluírem muito mais rapidamente que os seus hospedeiros humanos, podendo por em perigo a vida do Homo Sapiens.” 


As 4 principais mudanças no plano nacional de vacinação


Vacina do HPV

A primeira mudança tem a ver com a alteração na vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV). A vacina que, até agora, era administrada gratuitamente não era tão eficaz como a que vai começar agora a ser administrada. Esta nova vacina terá uma eficácia superior a 90% e será administrada numa idade mais precoce das raparigas, a partir dos 10 anos.


Vacina da BCG

O próximo ano marca o fim da vacinação universal com a BCG contra a tuberculose. Como está provado que esta doença está mais controlada em Portugal, apenas serão vacinadas com a BCG as crianças que pertencem a famílias com risco acrescido para a tuberculose ou as que vivem numa determinada região, com uma taxa da doença superior à do resto do país (como nos distritos de Lisboa e Porto). 


Vacina contra tosse convulsa

Neste novo plano existe outra mudança que contempla uma vacina para gestantes. As grávidas serão vacinadas contra a tosse convulsa. Tem como objetivo a proteção das crianças, até estas poderem ser vacinadas depois, a partir dos dois meses de idade. Os anticorpos passam através da placenta. Assim, como o bebé mantém os anticorpos adquiridos através da mãe, aos dois meses de idade já pode ser vacinado e fica completamente imune à doença chamada tosse convulsa.


Vacina contra a meningite B

A vacina contra a meningite B (bexsero), vai ser administrada gratuitamente a crianças que, por razões clínicas, têm défices de imunidade. Atualmente, não existe qualquer comparticipação e cada uma das doses tem um custo estimado em 100 euros a dose.



Mais mudanças no plano nacional de vacinação 

  • Outra novidade consiste na junção de vacinas do programa a administrar aos 2 e 6 meses de idade. As crianças passam a receber uma vacina hexavalente, na qual constam a proteção contra a hepatite B, a ‘Haemophilus influenzae’ tipo B (Hib), a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a poliomielite. Estas vacinas eram administradas separadamente.
  • A administração da vacina contra o tétano também vai sofrer alterações, com maiores intervalos, passando a ser tomada aos 10, 25, 45 e 65 anos. Após os 65 anos, os intervalos entre tomas voltam aos 10 anos.
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Raquel Pacheco Neves Raquel Pacheco Neves

Farmacêutica, Raquel Pacheco Neves é especialista na prevenção e no tratamento das mais variadas patologias, no que à farmacologia diz respeito. Com uma paixão especial pela puericultura, a promoção da saúde tem sido, desde sempre, o seu principal objectivo profissional.
O seu mais recente projeto é o portal Bébéu.