Já sabe o que vai aumentar de preço em 2015?

Depois do assombro da crise e de finalmente a Troika ter deixado o país, saiba o que efectivamente vai acontecer com o preço dos bens essenciais no próximo ano.

Já sabe o que vai aumentar de preço em 2015?
No primeiro ano sem Troika, saiba o que vai sofrer aumentos
  • Os aumentos ficarão na casa dos 0,7%

O relatório que acompanha o Orçamento do Estado para 2015 prevê que o aumento de preços para o próximo ano possa significar uma média de 0,7% face ao ano que agora termina.

No primeiro ano sem Troika em Portugal, o Governo avança estas previsões com base no facto de estarmos a viver um contexto em que não estão a acontecer nem tensões inflaccionistas, nem deflaccionistas nos mercados internacionais. Assim sendo, o que vai mexer com a carteira do consumidor em 2015?


O que se mantém igual:


Pão
Para bem de todas as famílias portuguesas, o preço do pão irá manter-se, com o objectivo de continuar a possibilitar a todas as famílias o acesso a este alimento, mesmo as mais pobres.

Renda
As rendas das casas também se vão manter inalteráveis em 2015, com excepção das rendas antigas cujos novos valores irão ser fixados.

Portagens
Pelo segundo ano consecutivo o preço das portagens não vai alterar, o que, aliado à quebra dos combustíveis, são boas notícias para os automobilistas.


O que aumenta:


Tabaco
Já é de conhecimento público que o imposto sobre o tabaco vai alargar em 2015. O Governo prevê que  este alargamento se estenda ao “rapé, tabaco de mascar, tabaco aquecido e cigarros eletrónicos, passando também a tributar charutos e cigarrilhas”, medida justificada com “razões de defesa da saúde pública, bem como de equidade fiscal, uma vez que são produtos que se apresentam como substitutos dos produtos de tabaco".

Bebidas alcoólicas
As bebidas alcoólicas são também alguns dos produtos que vão ser mais caros no próximo ano. “O Governo pretende aumentar em 2,9% o imposto sobre a cerveja e bebidas espirituosas. As cervejas vão passar a pagar um imposto entre os 7,75 por hectolitro para os volumes de álcool mais baixos e os 27,24 euros por hectolitro no caso dos volumes de álcool mais elevados”. Para as bebidas espirituosas a taxa de imposto que vai ser aplicada ronda os 2,9%.

Transportes públicos
Após muita especulação, também o preço dos transportes públicos deve sofrer aumentos em 2015. Prevê-se que este aumento seja de 0,7%, estando por isso de acordo com a inflação.

Eletricidade
Também a eletricidade pode sofrer aumentos em 2015 para os consumidores domésticos. Prevê-se que as tarifas no mercado regulado “possam subir em média 3,3% já a partir de 1 de Janeiro, o que pode representar 1,14€ numa factura média mensal de 35€, por exemplo”.

Para os habitantes do litoral, o preço médio da água vai aumentar, pode ver a factura mensal da água aumentar até aos 68 cêntimos, como acontece na região de Lisboa e Cascais,


O que vai baixar:


Taxas moderadoras
As taxas moderadoras nos hospitais também vão baixar em 2015. As boas notícias são que os preços voltarão a ser semelhantes aos praticados em 2013. No entanto, nos centros de saúde, as taxas irão manter-se com os valores actuais. “No caso dos hospitais a redução da taxa moderadora será de cerca de cinco cêntimos num serviço de urgência polivalente, atualmente com um valor de 20,65 euros. Nas consultas nos cuidados de saúde primários só se aplica a regra de atualização das taxas moderadoras no caso de a taxa de inflação de 2014 a divulgar pelo Instituto Nacional de Estatística ser negativa”.

Combustíveis
Pode continuar a aproveitar o conforto de andar de carro porque ao que parece os combustíveis ainda vão sofrer mais descidas no preço.

O preço da água vai baixar cerca de 3,3 euros nos municípios da Beira Interior. Já na região de Trás-os-Montes e Alto Douro a água pode ficar 3,1 euros mais barata.


O que ainda não se sabe:

O Leite e o Gás são dois dos bens substancialmente consumidos pelas famílias portuguesas, mas dos quais ainda não se tem a certeza se efectivamente vão sofrer alterações no preço. Prevê-se que o leite possa sofrer uma pequena quebra, sendo que em relação ao Gás, só mesmo no final do ano se irá perceber o que altera.


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