O segredo da felicidade segundo 10 filósofos

A felicidade é um estado de plenitude cujas características se foram alterando ao longo dos tempos. Qual o segredo?

O segredo da felicidade segundo 10 filósofos
Os filósofos dão uma ajuda

Embora o segredo da felicidade esteja guardado em cada um de nós, já que cada pessoa tem a sua própria definição do que é a felicidade, há algumas noções que são mais ou menos comum à maioria das pessoas.

Ter saúde, amor e dinheiro é provavelmente bastante consensual, embora a filosofia nos avance algumas ideias que nos podem ajudar a atingir a felicidade não ligando apenas a esses três aspetos mencionados.


A filosofia e o segredo da felicidade

A noção de felicidade também se foi alterando ao longo dos tempos, não é algo que preocupe o ser humano apenas recentemente: há muito tempo que acompanha o homem e a sua história. O segredo da felicidade tem também sido foco de atenção por parte da filosofia, assumindo-se como uma das primeiras reflexões filosóficas na Grécia antiga.

Atentando nos pensamentos desenvolvidos por 10 filósofos, conseguiremos desvendar pistas que nos ajudarão a encontrar o segredo da felicidade.



1. Lao Tzu (600 a.C.)

Segundo Lao Tzu, a felicidade encontra-se na capacidade de nos concentrarmos no momento presente. Isto é, a frustração e ansiedade só existe se vivermos focados no passado ou no futuro. Este é um pensamento extremamente atual.



2. Gautama Buda (500 a.C.)

A felicidade está no percurso, no caminho, muito mais do que no destino. Para Buda, a nossa felicidade deve ser criada ao longo da vida e não ser vista apenas como uma meta a atingir.



3. Confúcio (500 a.C.)

O pensamento de Confúcio é extremamente atual, vendo-se reflexo das suas teorias nos credos da atualidade. Para ele, a felicidade materializa-se através do poder da meditação e do pensamento positivo.



4. Sócrates (450 a. C.)

Para este grande pensador, a felicidade pode ser encontrada nas coisas simples da vida, isto é, um processo interno e individual baseado na capacidade de apreciar aquilo que parece ser menor.



5. Platão (séc. IV a.C.)

Fiel discípulo de Sócrates, Platão também defendia que a felicidade se encontra em nós, ou seja, que depende de fatores intrínsecos e não de fatores externos. Assim, o prazer das conquistas pessoais é o conteúdo da felicidade.



6. Séneca (4 a.C.)

Este filósofo estoico acreditava que a felicidade se encontra em cada indivíduo, apelidando de feliz aquele que com pouco se contenta e que não deseja aquilo que não tem.



7. Bertrand Russel (séc. XIX)

Para este filósofo, também apaixonado pela matemática, a felicidade está na entrega total aos sentimentos, principalmente aos ligados ao amor. A felicidade está na aceitação dos sentimentos amorosos sem reservas.



8. John Stuart Mill (séc. XIX)

Este pensador do liberalismo espalhava uma mensagem de liberdade, onde definia a felicidade como a capacidade de limitar os seus desejos e não de os satisfazer. Ela não estaria nos bens que possuímos, mas na utilidade que encontramos naquilo que temos.



9. Soren Kierkegard (séc. XIX)

Este filósofo centrava a felicidade na capacidade de transformarmos problemas em experiências e de, assim, gozarmos e aproveitarmos o percurso, a experiência, a vida.



10. Henry D. Thoreau (séc. XIX)

No seu famoso livro Walden, este autor caracteriza a felicidade com um estado essencialmente passivo. Isto é, a felicidade é mais facilmente atingida ou vivida se não desencadearmos ações com o propósito definido de a encontrar.

De acordo com estes pensadores, o segredo da felicidade está mesmo na capacidade de aceitarmos e aproveitarmos todos os momentos da nossa vida, evitando as preocupações excessivas com aquilo que não podemos controlar.

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