5 obras de arte em Lisboa imperdíveis

Sabia que há em Portugal uma obra de Salvador Dalí? E relíquias do antigo Egito? Estas são apenas algumas das obras de arte em Lisboa de visita obrigatória.

5 obras de arte em Lisboa imperdíveis
Obras que atravessam o espaço e o tempo

A capital de Portugal está repleta de obras de arte que valem muito uma visita. No entanto, há que começar por algum lado… Apresentamos-lhe 5 obras de arte em Lisboa que representam um pouco da grande variedade e qualidade de objetos que tornam a cultura mais rica, variada e perene ao longo dos tempos.

5 obras de arte em Lisboa que vai gostar de conhecer


Painéis de São Vicente, Nuno Gonçalves

Localizada no Museu Nacional de Arte Antiga está uma das obras de arte em Lisboa absolutamente obrigatórias. Certamente já ouviu falar nos “Painéis de São Vicente” – esta obra, da autoria de Nuno Gonçalves, tem uma significativa importância na cultura portuguesa e europeia. Este singular “retrato coletivo” é constituído por seis pinturas que apresentam um agrupamento de 58 personagens em torno da dupla figuração de São Vicente, representando uma solene e monumental assembleia representativa da Corte e de vários estratos da sociedade portuguesa da época, em ato de veneração ao patrono e inspirador da expansão militar quatrocentista no Magrebe.

Onde? Museu Nacional de Arte Antiga

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White Aphrodisiac Telephone, Salvador Dalí

Uma pintura de um telefone cujo auscultador é um lavagante – uma das imagens mais simbólicas da arte de Salvador Dalí está em Portugal – aliás, ela é uma das obras de arte em Lisboa que não pode mesmo perder. Sabia que na década de 30 esta pintura foi levada ao extremo, numa apresentação de um telefone com um lavagante vivo? Dalí era sem dúvida um artista genial e excêntrico. E o Museu Coleção Berardo tem o privilégio de possuir a representação de um dos objetos mais emblemáticos do surrealismo, que é descrito como “o encontro fortuito de um guarda-chuva e uma máquina de costura numa mesa de operação”.

Onde? Museu Coleção Berardo

A Custódia de Belém, Gil Vicente

“A Custódia de Belém” é considerada a mais célebre obra da ourivesaria portuguesa, não só pelo seu mérito artístico, mas também pelo seu significado histórico. Datada de 1506 e localizada no Museu Nacional de Arte Antiga, acredita-se que a mesma terá sido mandada lavrar pelo rei D. Manuel I. A sua autoria é atribuída a Gil Vicente. Esse mesmo, o dramaturgo e que era também ourives, sabia? Uma das obras de arte em Lisboa que tem de conhecer foi realizada com o ouro do tributo do Régulo de Quilôa (na atual Tanzânia), em sinal de vassalagem à coroa de Portugal, trazido por Vasco da Gama no regresso da sua segunda viagem à Índia, em 1503.

Onde? Museu Nacional de Arte Antiga

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Escaravelho alado, Autor desconhecido

Esta é apenas uma das obras de arte em Lisboa referentes ao Antigo Egito. O “Escaravelho Alado” consiste na representação de um escaravelho funerário com asas em faiança azul-cobalto, uma técnica descoberta no Antigo Egipto. As duas asas abertas e estendidas para fora dividem-se em três camadas, com as penas da camada do meio marcadas por incisões e as da camada de baixo alternando em preto e azul, tal como vê no filme a “Múmia”, por exemplo. Tanto o seu corpo como as asas possuem uns furinhos para permitir que fosse cozido às faixas de linho que envolviam a múmia.

Onde? Museu da Farmácia

Retrato de Fernando Pessoa, Almada Negreiros

Esta é uma das obras de arte em Lisboa que junta dois em um: temos, por um lado, um ícone da literatura (o retratado) – Fernando Pessoa, e, por outro, um ícone da multidisciplinaridade (o artista) – Almada Negreiros. Em 1954 Almada Negreiros elaborou o “Retrato de Fernando Pessoa” para o restaurante Irmãos Unidos, estabelecimento de que era sócio Alfredo Pedro Guisado, colaborador de Orpheu, frequentado por Almada e outros nomes ligados à célebre revista modernista. Hoje em dia está situado na Fundação Calouste Gulbenkian, uma obra que pretende ser “um retrato que são vários, e um só”.

Onde? Fundação Calouste Gulbenkian

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