Onde investir em 2017: as melhores soluções

Com os juros garantidos pelos depósitos a prazo cada vez mais baixos, é pertinente analisar cuidadosamente onde investir em 2017.

Onde investir em 2017: as melhores soluções
Guia para planear os seus investimentos neste ano

Saber onde investir em 2017 ganha preponderância com os juros provenientes dos depósitos a prazo em mínimos. Para isto contribuem as políticas monetárias não convencionais praticadas pelo Banco Central Europeu, na sequência da crise do subprime e, posteriormente, da crise das dívidas soberanas.

Com vista a estimular a concessão de crédito por parte dos bancos à economia, o BCE tem promovido a descida das taxas de juro, algo que se reflete nas taxas aplicadas ao crédito, mas também nas dos depósitos.

Desta forma, para quem pretende obter maiores rentabilidades, é necessário procurar cuidadosamente dentro das várias alternativas existentes. Não obstante, é sempre importante ter em mente que a rentabilidade é uma função positiva do risco. A definição do seu perfil de investidor e de qual o nível de risco que está disposto a correr são importantes para orientar as suas escolhas, de acordo com os objetivos que pretende alcançar.

Mais abaixo, procurar-se-á apresentar vários tipos de soluções para onde investir em 2017, enquadradas em diversos perfis de atuação perante o risco, bem como em diferentes disponibilidades para alocar a investimentos.

Onde investir em 2017: para um perfil avesso ao risco


Depósitos a prazo

O depósito a prazo oferecido pelo Banco BNI Europa é reiteradamente apresentado como sendo aquele que oferece as melhores condições. Em causa está um produto com duração de 5 anos que oferece, em termos brutos, uma taxa de 2,5%, correspondente a 1,8% líquidos. A quantia mínima para garantir depósito neste banco não pode ser inferior a 1.000 euros.

Para quem não dispõe de montantes disponíveis para depositar acima do milhar de euros, pode recorrer a outras alternativas, embora menos rentáveis. O depósito Poupança Objetivo, do ActivoBank, oferece uma taxa bruta de 0,65% para depósitos a 6 meses ou 1 ano. Por sua vez, o Banco CTT, remunera o seu depósito a prazo com 0,5%, para prazos superiores a 1 mês e com um mínimo de 100 euros.

Certificados do Tesouro

Os Certificados de Tesouro são uma alternativa válida para quem se debruça sobre a questão de onde investir em 2017. Este produto de poupança fornecido pelo Estado é igualmente conservador, mas oferece taxas brutas mais elevadas. Os Certificados do Tesouro Poupança Mais, por exemplo, oferecem uma taxa bruta de 1,25% no primeiro ano, subindo nos anos seguintes até atingir o máximo de 3,25%.

Estes produtos têm maturidades de médio e longo prazo e, à taxa fixa de remuneração, podem somar-se prémios relacionados com a evolução do PIB. Para subscrever Certificados do Tesouro, basta dirigir-se a um balcão CTT, onde deverá abrir uma conta aforro.

Certificados de Aforro

Após o corte das rentabilidades, estes instrumentos perderam muita da atratividade que detinham anteriormente. A rentabilidade dos títulos da série B caiu de 3% para 2%, ao passo que a rentabilidades dos títulos da série C baixou de 2,75% para 0,75%. Já os da série D possuem taxa de 0,887%. Os prémios de permanência são de 0,5% do segundo ano até ao quinto e de 1% do sexto ano até ao décimo.

Plano Poupança Reforma (PPR)

Dentro dos Planos Poupança Reforma mais indicados para perfis avessos ao risco, o produto Leve Duo, da Fidelidade, é o mais indicado, com taxas médias de rentabilidade na ordem dos 6% nos últimos 3 anos. Por oposição, o Alves Ribeiro PPR, do Banco Invest, com rentabilidade média de 12% nos últimos 3 anos, mas também mais risco.

Não obstante, é de referir que os PPR perderam alguns dos benefícios fiscais que proporcionavam. Atualmente, é possível deduzir à coleta 20% do que foi aplicado, até um limite máximo de 400 euros até aos 35 anos ou de 300 euros até os 55 anos.

investidores

Onde investir em 2017: perfil propenso ao risco


O mercado acionista é o que poderá garantir maiores rentabilidades, não devendo ser ignorado o maior risco que lhe está associado. Neste caso, dividir-se-á a análise entre investimentos para os que têm menos experiência neste mercado e para os que têm mais experiência.

Para os menos habituados ao mercado acionista

A melhor solução para simplificar poderá ser recorrer a um fundo de investimento. O HSBC GIF Economic Sale Index Global Equity é considerado um dos melhores fundos para investir, daqueles que são comercializados em Portugal. Este fundo detém no seu portefólio ações de grandes empresas mundiais, distribuídas por várias nações do globo, entre as quais se destacam a Apple, a Exxon Mobil ou a Wal-Mart Stores. O Banco Best é o melhor intermediário para investir neste produto.

Para os mais experientes no mercado acionista

Para invesdores mais experientes, poderá ser mais proveitoso investir diretamente no mercado, evitando as comissões associadas aos fundos de investimento e respetivos intermediários. Não obstante, não deixa de ser essencial procurar as sociedades de corretagem que ofereçam custos mais baixos para fazer garantir as ordens dos investidores na bolsa.

Dentro das ações mais recomendadas para 2017 encontram-se as pertencentes à Renault, Pandora, Activition-Blizzard, CVS Health, Electronic Arts, Snap-on, Biogen, Saint-Gobain, Skyworks Solutions, Mohawrk Industries ou, para dar o exemplo de uma empresa portuguesa, da Galp Energia SGPS SA.

Por muito promissores que possam parecer estes ou outros títulos, há que que ter sempre cautela na forma como se investe. É importante que se constitua uma carteira diversificada para, assim, se reduzir o risco. Eventualmente, será aconselhável combinar no portefólio títulos com vários níveis de risco.

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João Parreira João Parreira

João Parreira frequenta atualmente o Master in Economics na Faculdade de Economia do Porto, ao abrigo do QTEM Masters Programme. Licenciado em Economia na mesma faculdade, teve ainda um ano de experiência profissional em auditoria na Deloitte. Durante os anos académicos, participou em diversas organizações e associações, destacando-se o cargo de Diretor Geral de Sistemas da FEP Junior Consulting, a júnior empresa de consultoria da Faculdade de Economia do Porto.