Orçamento familiar apertado? 11 dicas para aliviar

Temos 11 passos simples para colocar em prática e aliviar os sintomas do orçamento familiar apertado. Quer ter uma situação financeira saudável?

Orçamento familiar apertado? 11 dicas para aliviar
11 formas de “secar” o orçamento já

Já não se fala constantemente em crise, mas é certo que os tempos ainda são de “vacas magras” para a maior parte dos portugueses – empregados ou não. Em tempos de cortar gastos é fundamental olhar para o orçamento familiar apertado e definir estratégias, em conjunto, para reduzir as despesas e tornar a vida financeira aí de casa mais saudável para todos.

Manter as despesas sob controlo pode ser uma tarefa complicada, especialmente para quem está a começar a estruturar a vida familiar. Os gastos, muitos deles, parecem ser imprescindíveis e, para completar, temos a sensação de que há sempre algo “extra”. Se está nesta fase da vida e sente que o orçamento está a apertar – seja pela compra da casa, pela compra de um carro, ou pelas despesas mais básicas que insistem em parecer as grandes inimigas do rendimento -, vai gostar de saber que é possível viver com mais tranquilidade, encarar os gastos e ainda aproveitar para poupar um pouco.

Neste artigo, reunimos algumas sugestões essenciais para adotar e “secar” o orçamento. A boa notícia que temos para si é que são passos fáceis e simples de executar já a partir de agora. O segredo para aliviar os bolsos? Seguir as dicas com disciplina.

Orçamento familiar apertado: 11 passos para aliviar as finanças

orcamento-familiar-apertado

1. Organize bem as prioridades

Parece básico, mas a verdade é que muitas famílias caem no erro de não organizar os gastos e acabam por ver o orçamento familiar a sufocar. A dica é simples: crie uma lista de prioridades, ou seja, estabeleça o que realmente precisa ser gasto, para além das despesas essenciais – como as contas domésticas e a mensalidade da casa ou do carro.

Nem tudo o que consome é uma necessidade essencial ao bem estar da família. Muitas vezes é preciso dar prioridade ao equilíbrio das finanças e adiar compras – como, por exemplo, aquela televisão que estão à procura, ou um telemóvel novo. A lista criada não precisa (e não deve) ser irretocável. Ajuste-a ao longo dos meses, de acordo com as novas prioridades, mas sempre com foco no objetivo: incluir, em primeiro lugar, apenas o que é fundamental.

2. Pense em formas de ter uma renda extra

Infelizmente, nos dias de hoje, contar apenas com o salário não é o suficiente para grande parte dos portugueses. Muitas vezes, o rendimento já está comprometido com as despesas da casa e acaba por não sobrar para os gastos “extra”. Já sabemos que o dinheiro não estica, por isso, que tal pensar em formas de conseguir um rendimento extra?  Às vezes, este é o pequeno passo que pode dar para aliviar os sintomas do orçamento familiar apertado.

Há quem opte por revender produtos por conta própria, por exemplo, e esta pode ser uma excelente sugestão. Antes de escolher a marca que quer revender, pesquise e procure por informações que o ajudem nessa nova atividade. Opte por trabalhar com produtos que sejam adequados ao seu perfil e, acima de tudo, em que acredite. Um bom vendedor, seja para amigos, familiares ou colegas de trabalho, deve sempre aprovar os seus produtos. Só assim, vai conseguir “vender o peixe” da melhor forma.

Vender aquilo que já não usa em casa ou fazer pequenos trabalhos para fora, por exemplo, também podem ser excelentes soluções. Tem jeito para os cozinhados? Que tal aproveitar o talento para ganhar algum rendimento extra? Comece por passar a palavra aos amigos mais próximos e dê a novidade aos vizinhos. Sabia que muitos negócios nasceram assim?

3. Tenha o hábito da poupança

Muitas pessoas adiam o projeto da poupança por acharem que este é um passo a dar quando se pode guardar um grande volume de dinheiro – mas, este é um erro básico. Mesmo que seja pouco, o importante é criar o hábito e incluir isso na sua rotina.

Uma poupança pode ser a ajuda que precisa numa situação de aperto, sendo esta a sua principal função, mas o dinheiro que guardou também pode ser útil para fazer pequenos investimentos, como viagens.

4. Olhe bem para os gastos e veja onde deve “apertar”

Para além das contas fixas da casa e da família, como a prestação da casa, o aluguer, o condomínio ou o pacote de internet e televisão, existem algumas despesas que pode reduzir, por serem variáveis. É

o caso das contas da água, da luz, do gás e do supermercado, por exemplo. Crie diferentes planos de orçamento e defina o valor médio de todos os gastos mensais que são fixos. Com estes números em mãos, é mais fácil planear as contas e identificar os gastos que podem ser reduzidos durante os meses mais difíceis.

5. Cartão de crédito? Utilize com cuidado

cartao-de-credito

Este, já sabemos, pode ser o verdadeiro vilão do seu orçamento familiar. Tenha em mente que um cartão de crédito pode ser uma grande ajuda em certas alturas, mas tenha cautela na sua utilização.

Muitas pessoas encaram o cartão de crédito como dinheiro e este erro pode comprometer as finanças da família – porque, mais cedo ou mais tarde, as faturas aparecem (e quanto mais adiar, mais juros vai contar). Para evitar que as dívidas sejam uma bola de neve, siga este conselho e deixe o cartão de crédito na gaveta para eventuais necessidades.

6. Gaste menos com as refeições fora de casa

Sabia que um dos maiores custos do orçamento familiar pode ser a alimentação feita fora de casa? Às vezes, o que pagamos por um jantar pode ser o equivalente ao que gastaríamos numa semana de refeições feitas em casa. Em alturas de aperto, mude os hábitos. Pode levar o almoço ou o lanche para o trabalho? Então adote este passo na sua rotina e, ao fim dos meses, veja o impacto que pode ter no seu orçamento.

Mas não se engane: as compras no supermercado devem, também, estar debaixo de olho. Uma simples troca de produto ou de marca pode alterar os custos e gerar uma economia ao fim de cada mês.

7. Eliminar gastos desnecessários

Um gasto desnecessário é todo aquele que não traz qualquer benefício duradouro ou permanente. Os incontáveis cafés, as pipocas do cinema e, principalmente, os muitos brinquedos que compramos para as crianças e que não são valorizados por mais de dois dias.

Acredite: quando são acumuladas, estas despesas podem pressionar o orçamento familiar. Use o seu dinheiro de forma inteligente.

8. Troque o pacote de TV a cabo e internet

Se não tem tempo para assistir a todos os canais da televisão, porque pagar por eles? Em alturas de orçamento familiar apertado, e não só, é  inteligente olhar para este gasto como desnecessário e eliminá-lo da rotina.

9. Consumo consciente

orcamento-familiar-apertado

Consumir de forma consciente, para além de ajudar a proteger o meio ambiente, pode dar uma folga ao bolso. Se tem alguma fuga de água, por exemplo, está na altura de corrigir o problema. A sugestão também é válida para reduzir os hábitos de consumo em casa, como diminuir o tempo do banho e poupar na eletricidade.

Os gastos com produtos que têm prazo de validade, como bens alimentícios e cosméticos, por exemplo, também devem ser reduzidos. Para diminuir o desperdício, compre apenas o necessário.

10. Ajuste o valor dos seguros

Os seguros são custos fixos que podem ter um grande impacto nas contas mensais. É imprescindível que faça uma pesquisa de mercado regularmente. Muitas vezes, vai encontrar os mesmos produtos e serviços a preços reduzidos.

11. Escolha um crédito e reduza os juros das dívidas

Para as famílias que estão a lidar com o alerta vermelho das finanças, existe uma sugestão para reduzir os juros das dívidas e liquidá-las mais rapidamente. Imagine que está a pagar juros dos cartões de crédito ou dos bancos, por exemplo. Nesta situação, o melhor é repensar a forma como está a organizar os seus pagamentos e ponderar migrar os débitos atuais para créditos com taxas de juro fixas.

Veja também: