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Tudo sobre o seu ordenado líquido

Contas feitas aos descontos, qual é afinal o seu ordenado líquido?

Tudo sobre o seu ordenado líquido
Ordenado líquido – diferenças em relação à retribuição-base

Uma coisa é a remuneração base, e outra totalmente diferente é o ordenado líquido. Este último corresponde ao dinheiro que efetivamente entra na sua conta bancária depois de feitos todos os descontos e deduções. Ensinamos a calcular o valor do seu salário real!


Ordenado líquido: diferenças em relação à retribuição base

Considera-se retribuição a prestação a que, nos termos do contrato de trabalho, o trabalhador tem direito em contrapartida do seu trabalho.

A retribuição compreende a retribuição base e outras prestações regulares e periódicas feitas, directa ou indirectamente, em dinheiro ou em espécie ao trabalhador, tais como o subsídio de alimentação.

Sabia que...
  • Não são consideradas como “retribuição” as importâncias recebidas a título de ajudas de custo, abonos de viagem, despesas de transporte, abonos de instalação e outras devidas ao trabalhador por deslocações, novas instalações ou despesas feitas em serviço do empregador, salvo quando essas importâncias tenham sido previstas no contrato.
  • Não são retribuições os prémios pelos bons resultados obtidos pela empresa.
  • As recompensas decorrentes do mérito profissional não são consideradas retribuição.



Aprenda a calcular o seu salário/hora

O valor da retribuição horária é calculado segundo a seguinte fórmula:

(Rm × 12):(52 × n)

Na fórmula, "Rm" é o valor da retribuição mensal e "n" é o período normal de trabalho semanal.

Assim, um trabalhador que tenha uma retribuição mensal de 800 euros e que trabalhe 40 horas por semana, deve fazer o seguinte cálculo:

(800 x 12) : (52 x 35) = 5,27

A retribuição/hora do trabalhador é de 5 euros e 27 cêntimos por hora. A esta serão retirados os valores a descontar para IRS e Segurança Social.




Que elementos são tidos em conta no cálculo do ordenado líquido?

Deverá conhecer os seguintes dados:
  • Valor da remuneração base
  • Valor do subsídio de alimentação, se aplicável
  • Valor do subsídio de Natal pago em duodécimos
  • Valor da percentagem a pagar à Segurança Social – 11% da remuneração-base
  • Descontos em sede de IRS – estão dependentes do valor da remuneração-base

Para o exemplo acima apresentado, temos:
  • Remuneração base de 800 euros
  • Subsídio de alimentação de 6 euros
  • Duodécimos do subsídio de Natal: 66,6 euros (dividiu-se o valor do subsídio de Natal, 800 euros, por 12 meses); com os descontos de IRS e Segurança Social o valor baixa para 53,7 euros
  • Prestação a pagar à Segurança Social: 88 euros (11% de 800 euros)
  • Descontos em sede de IRS – No caso apresentado, a taxa é de 8,5% (68 euros) e não é aplicada a sobretaxa de IRS, apenas para salários superiores aos 1000 euros
  • De recordar que a taxa de IRS e a contribuição para a Segurança Social são aplicadas também aos duodécimos do subsídio de Natal, nas taxas acima referidas.

Tudo somado e descontado, temos o trabalhador a receber um ordenado líquido mensal de 650 euros, juntamente com 108 euros de subsídio de Natal.

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