4 factos insólitos na origem de obras criativas

Por vezes, a origem de obras criativas é sombria. O génio dos seus autores está enraizado numa dor, mágoa, vazio ou no facto de pensarem demasiado no enigma da vida.

4 factos insólitos na origem de obras criativas
A influência do lado sombrio dos autores no acto de criar

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche disse a certa altura que a Arte existe para nos proteger da verdade. Criamos com a expectativa de preencher um vazio, uma insatisfação, uma certeza que não queremos admitir. Esse lado sombrio, que parece fazer-se ouvir mais nos espíritos criativos, acaba, a maior parte das vezes, por vencer a batalha e autodestruir o seu portador. É o caso dos exemplos que aqui apresentamos e que, curiosamente, estão na origem de obras criativas – as que se tornaram imortais.
 

Factos insólitos na origem de obras criativas

 

1. O carácter auto-destrutivo de Emily Dickinson

Antes de falecer, a famosa poeta de língua inglesa, tida como uma pessoa calma e introvertida, escreveu à sua irmã a pedir-lhe para queimar todas as suas cartas e toda a sua obra após a sua morte. Apesar de ter sido feita a sua vontade, foram sendo descobertos ao longo do tempo inúmeros poemas da autora, posteriormente publicados em livro.
 
 

2. A profunda depressão de Vincent Van Gogh

Um dos episódios mais conhecidos da vida do pintor holandês - e, digamos, merecedor de constar nesta lista de factos insólitos na origem de obras criativas -, foi aquele em que o pintor cortou um pedaço da sua própria orelha, num momento em que atravessava uma profunda depressão. Este episódio deu origem à obra “Auto-retrato com orelha cortada”, datada de 1889.
 
 

3. O ódio de Arthur Conan Doyle

O autor do famoso detective Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, confessou que odiava a personagem que criara. Fê-lo num momento de aperto, apenas para conseguir pagar as contas ao final do mês. O sucesso da personagem foi tanto que Doyle chegou a sentir-se defraudado por Sherlock Holmes ser mais conhecido do que ele. A sua popularidade alimentava o ódio de Doyle. No conto “The Final Problem” (1893), o autor chegar a assassinar o detective, mas a revolta dos fãs foi tanta que Doyle teve que o ressuscitar.
 
 

4. A dependência de drogas de Jackson Pollock

Pollock é um das figuras mais proeminentes daquele que é considerado o último dos “ismos” – o Expressionismo Abstracto ou Action Painting.  A obra exige a ação de todo o corpo do artista, o qual faz a catarse das pulsões, da violência e de uma interioridade que, no programa da psicanálise de Jung, é o denominador comum do inconsciente colectivo. Todavia, para alcançar esta interioridade, o artista, alegadamente, dependia de álcool e de drogas para anular a censura, o controlo da razão.
  
O facto de apresentarmos uma visão aterradora do acto de criar não quer dizer que há um pano de fundo hostil na origem de obras criativas. Com em tudo, há sempre o outro lado da moeda.

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