Papeira: tudo o que precisa de saber

Pode não acreditar, mas a papeira ainda é uma doença ativa em Portugal. Descubra tudo sobre o seu tratamento.

Papeira: tudo o que precisa de saber
Conheça as formas de prevenir e tratar a doença

Embora seja uma doença tida por muitos como erradicada, a verdade é que a papeira continua a afetar a população portuguesa. Mesmo com a vacina de prevenção incluída no Plano Nacional de Saúde, o vírus ainda está associado à infância e é preciso conhecer mais sobre este mal.

Descubra neste artigo formas de prevenir a doença, fique a par dos seus primeiros sinais e veja quais são os tratamentos indicados para aliviar o desconforto da papeira


O que é a papeira? 

A papeira é uma doença muito associada à infância e, como tantas outras doenças que afetam os mais jovens, é causada também por um vírus da família dos paramyxovirus, que pode ser considerado um "familiar" do vírus do sarampo. Altamente contagioso, ele tem a capacidade de sobreviver durante algumas horas fora do organismo humano - o suficiente para alertar para algumas regras básicas de higiene, como lavar as mãos e não partilhar objetos pessoais.

O seu modo de transmissão é pela via respiratória, através de espirros, tosse, bem como através de contacto com objetos e superfícies contaminados.

 

Como se desenvolve a papeira?

Quando o vírus da papeira entra no organismo, vai passar por toda a circulação sanguínea e depois vai disseminar-se para as diferentes glândulas do organismo - e também para o cérebro. Este tipo de virose causa edema das glândulas parótidas, situadas à frente dos ouvidos, e que produzem saliva, fazendo com que a zona superior do pescoço fique visivelmente inchada.

O seu período de incubação dura entre 14 a 21 dias, por isso é tão difícil identificar onde o vírus foi contraído.



Qual o tratamento e prevenção da papeira?

A criança que é diagnosticada com papeira, não deve frequentar a escola enquanto estiver em período de contágio, permanecendo em casa por até 9 dias após o aparecimento do inchaço. Lembre-se: esta regra é obrigatória por lei.

O retorno às atividades escolares só deve ser feito após orientação médica e deve ser apresentada uma declaração que ateste a cura da doença e, portanto, a ausência de perigo de contágio.

Existe uma vacina de prevenção contra a papeira e ela faz parte do Plano Nacional de Vacinação. No entanto, há ainda outros vírus capazes de provocar uma inflamação da glândula parótida e que não estão incluídas nas vacinas obrigatórias. 
 


Quais são as complicações da papeira?

As complicações mais temidas desta doença são a meningite e a esterilidade, mas são raras.



Tratamento da papeira: tudo o que precisa saber

Normalmente, um doente saudável, mas que contraiu papeira deve ser tratado com medidas paliativas, que reduzam o desconforto. Tome nota de algumas indicações básicas:
 
  • É indicada a toma de paracetamol, ou outro analgésico similar, para reduzir a febre e proporcionar alívio dos sintomas;
  • Compressas mornas ou frias podem ser usadas para ajudar a reduzir a dor sentida nas glândulas parótidas;
  • É aconselhada uma dieta de fácil mastigação, para não aumentar o incómodo. Esta dieta deve ter como base líquidos, sopas passadas e outros alimentos que possam ser triturados. Deve evitar sumos industrializados e qualquer bebida ácida;
  • No caso dos rapazes, para diminuir a dor e o edema localizado nos testículos, pode também ser aplicada uma compressa fria. 



Quando deve consultar um médico?

  • Quando a criança começar a desenvolver sintomas sugestivos de papeira, mesmo que tenha sido vacinado contra esta doença;
  • Ocorrer um surto de papeira na escola, para confirmar se a criança é imune à doença; 
  • Mulheres que estejam a pensar numa gravidez, devem confirmar se as vacinas estão atualizadas.

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