PPR 2011 – Serão ainda vantajosos?

Com a Banca a cativar as poupanças dos portugueses ao máximo, através de depósitos com taxas de juro bastante atraentes e com a redução dos benefícios fiscais nos PPR, muito se fala acerca deste último produto financeiro. Longe vai o tempo em que se podia usufruir de até 400€ de benefícios fiscais com o PPR, agora consegue no máximo 100€.

PPR 2011 – Serão ainda vantajosos?
Será que ainda vale a pena investir?

Apesar de ter baixado consideravelmente o número de pessoas a aderir aos Planos de Poupança Reforma, devido à diminuição dos benefícios fiscais, que representam para os investidores, a principal vantagem, existem muitos especialistas que discordam e continuam a encontrar vantagens neste produto.

 

Uma grande vantagem apontada para o PPR é o poder ser resgatado a qualquer momento, o que já não acontece, por exemplo, com os certificados de reforma e os fundos de pensões. Além disso, ficou prevista, no Orçamento de Estado 2011, a redução da penalização para resgates antecipados.

 

Sem encarar os PPR vantajosos apenas pelos benefícios fiscais, podemos perceber que existem outras vantagens. Estes planos são por natureza conservadores, para investidores avessos ao risco, portanto, quanto menor o risco, menor a remuneração, mas também, terá uma maior segurança decorrente da garantia de capital. Sendo um produto conservador, não é aconselhável para os jovens, que podem apostar em produtos mais arriscados, como é o caso dos fundos PPR, que proporcionam maior flexibilidade apesar de acompanhada por um maior nível de risco de acordo com o fundo escolhido.

 

Também em termos fiscais continuam a ser vantajosos, tendo em conta o regime fiscal de tributação das mais-valias, em termos de IRS. Tendo em conta que um PPR tem como objectivo ser uma poupança de longo prazo, tem necessariamente que ter vantagens competitivas em relação a outros produtos financeiros. O regime fiscal aplicável aos PPR prevê para aplicações com mais de 5 anos o pagamento de 17,2% de taxa de tributação à saída, e de 8,6%, no caso de a permanência ultrapassar os 8 anos, enquanto nos restantes produtos financeiros aplica-se uma tributação de 21,5%.

 

Um facto que pode pesar na decisão de fazer um PPR ou não, é olharmos para o retorno oferecido, por exemplo, no ano passado, em que se verificou que em apenas 17% desses produtos foi possível um retorno superior à inflação prevista para 2011.

 

Tendo em conta a sua idade, a sua aversão ao risco, e a flexibilidade que pretende, ou seja, se coloca a hipótese de aderir a um produto a longo prazo, isto porque sabe que não irá precisar de resgatar o capital investido, ou pelo contrário procura algo mais a médio/curto prazo; pode tomar uma decisão consciente e saber que produto financeiro escolher, sempre sob o aconselhamento de profissionais de seguradoras, bancos e sociedades gestoras de fundos de pensões, que são as entidades que gerem os vários produtos financeiros existentes.