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Psicossociologia do trabalho: o estudo das relações

A psicossociologia do trabalho estuda o comportamento e as interações no mundo do trabalho, das empresas e organizações.

Psicossociologia do trabalho: o estudo das relações
Saiba quais os riscos que existem nas relações de trabalho

A psicossociologia é a “ciência que estuda a vida nas suas manifestações sociais ou os aspetos da vida psíquica que resultam da influência de uns indivíduos sobre os outros”, diz a Infopédia.

E porque as empresas e organizações são sistemas dinâmicos, a psicossociologia do trabalho dedica-se a analisar as interações entre os diversos atores do mundo do trabalho, individualmente e em grupo.

Ou seja, o objeto de estudo da psicossociologia do trabalho é atuação do ser humano no contexto laboral. O objetivo passa por melhorar a qualidade de vida laboral dos trabalhadores. Como? Analisando as relações interpessoais dentro da empresa ou organização para otimizar o seu rendimento e eficiência.

O trabalho implica a relação com outras pessoas e, como as pessoas não reagem todas da mesma forma quando postas na mesma situação, isso pode gerar riscos no trabalho. Conheça quais são.
 

Psicossociologia do trabalho: riscos inerentes

Os riscos psicossociais são consequência dos problemas gerados dentro das organizações e empresas, devido à forma como o trabalho é concebido, organizado e gerido, e afetam a saúde física, mental e mesmo social do trabalhador, causando ao mesmo tempo dificuldades à empresa.

Conhecer esses riscos pode ajudar a evitá-los e melhorar a qualidade de vida organizacional. A função da psicossociologia do trabalho também passa por aí.

A prevenção dos riscos psicossociais no âmbito laboral exige um envolvimento ativo e dinâmico por parte da entidade empregadora e dos trabalhadores.
 
A Autoridade para as Condições do Trabalho apresenta como exemplos de factores indutores de risco:
  • Falta de definição de políticas, objetivos e recursos, quando uma estrutura tem fraca liderança e deficiente comunicação.
  • Ambiguidade e conflito de papéis, imprecisão na definição de responsabilidades, sobrecarga/insuficiência de funções.
  • Estagnação na carreira, sub-promoção, salários baixos, precariedade, baixo valor social do trabalho.
  • Falta de autonomia. Baixa participação na tomada de decisões, ausência de controlo sobre o trabalho.
  • Isolamento social ou físico, más relações com colegas ou superiores, conflitos interpessoais, exposição à violência.
  • Incompatibilidade das exigências trabalho/vida privada. Trabalho feminino com reduzido apoio em casa. Desvalorização da componente familiar.
  • Ambiente de trabalho com ruído, fumos, produtos químicos, temperaturas altas ou baixas, deficiente iluminação. Posto de trabalho sem conforto.
  • Introdução de novas tecnologias e novos processos sem formação e/ou apoio/ acompanhamento.
  • Falta de manutenção dos equipamentos.
  • Trabalho repetitivo, monótono, cadenciado e com ritmos curtos e acelerados, que exige elevada precisão e provoca posturas desadequadas.
  • Subutilização de competências, baixa valorização das tarefas.
  • Sobrecarga de trabalho ou esvaziamento de funções.
  • Elevados níveis de pressão impostos pelos prazos definidos para as tarefas.
  • Trabalho por turnos, horários inflexíveis, trabalho noturno, horários imprevisíveis, horários longos, trabalho isolado.
 
Isso pode conduzir a sintomas como os seguintes:  
E também em consequências para a empresa:
  • Aumento do absentismo
  • Maior número de acidentes
  • Diminuição de produtividade
  • Incremento de situações de conflito no seio da organização
  • Degradação da imagem empresarial

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