Quanto acumular para a reforma?

Qual a sua estratégia para poupar para a aposentação? Saiba o quanto tem de acumular para a reforma para assegurar o seu nível de vida. Faça algumas contas e veja o esforço que tem de fazer.

Quanto acumular para a reforma?
Podemos continuar a negar mas a Segurança Social é insustentável como a conhecemos atualmente.

Quer começar a preparar o seu futuro mas não sabe o valor que tem de acumular para a reforma?
 
Cada vez é mais notório que a Segurança Social não irá ter a capacidade financeira para suportar as reformas dos Portugueses. Esta é aliás uma realidade que não é só portuguesa mas que se vem reforçando nos vários países europeus, tornando cada vez mais inevitável uma reformulação dos esquemas de protecção social.
 
 
Dizem os últimos estudos realizados que dentro em breve a reforma da Segurança Social apenas conseguirá repor até 54% do nosso último salário. É certo que o último salário tende a ser o mais elevado. No entanto, imaginemos o que será ter de viver com menos 46% daquilo que estávamos habituados.
 

Como serão os nossos gastos enquanto reformados?

Para percebermos quanto devemos acumular para a reforma devemos ter em atenção quais serão os gastos que teremos enquanto reformados. Neste contexto, existem duas correntes distintivas de defensores:
 
Enquanto reformados iremos gastar até 80% daquilo que gastávamos antes da reforma. Os defensores desta tese referem que quando nos reformamos deixamos de ter alguns custos como sendo o transporte para o trabalho, a alimentação fora de casa ou o vestuário de trabalho.
 
Enquanto reformados iremos gastar perto de 120% do que gastávamos antes da reforma. Quem defende este outro patamar diz que os novos reformados são pessoas com outro tipo de preocupações e interesses. Daí que gastem mais em actividades culturais ou viagens. Adicionalmente, sendo a esperança média de vida cada vez maior, será muito natural que os custos com saúde aumentam de forma significativa.
 
 

Quanto poupar para a reforma?

Por questões de conservadorismo, preferimos focar a nossa atenção no patamar de despesas de 120% dos nossos últimos gastos. Imaginemos que este valor são €1.000 por mês. Agora, para definir o quanto devemos poupar para a reforma assumamos os seguintes factores:
 

Esperança Média de vida:

A esperança média de vida em Portugal e à nascença de acordo com o Instituto Nacional de Estatística é de 83 anos para as senhoras e 77 anos para os homens. De notar que este é um valor médio pelo que naturalmente existem pessoas que vivem muito mais anos mas outras vivem também muito menos. Mais uma vez, por uma questão de conservadorismo e por optimismo devemos fazer os nossos cálculos com base em pelo menos 85 anos de vida.
 

Idade da reforma:

Um segundo ponto de relevo consiste na idade da reforma em Portugal. As últimas alterações elevaram a idade da reforma em Portugal para os 66 anos de idade para ambos os sexos. Este aumento gerou alguma polémica ou revolta. No entanto e não querendo ser pessimistas, será muito provável que venha a ser aumentado se quisermos combater a insustentabilidade da Segurança Social.
 
 

Quanto tempo vamos viver reformados?

Tendo os dados da esperança média de vida e da idade de reforma é fácil chegar a um número de anos (teórico) que viveremos reformados. Subtraindo à esperança média de vida (85 anos) a idade de reforma (66 anos) constatamos que será estatisticamente provável que vivamos 19 anos reformados (de notar que quando o esquema de reformas foi implementado a esperança média de vida era de sensivelmente 65 anos, o que fazia com que em média as pessoas não se reformassem).
 
 

Qual o valor que tenho de acumular?

Vimos que teremos de financiar sensivelmente 19 anos de despesas. E vimos por questão de simplificação que o nosso nível de despesas será de €1.000 todos os meses. Cientes de que a Segurança Social irá suportar sensivelmente 50% deste valor, teremos de acumular o suficiente para suportar:
 
€500 * 12 meses * 19 anos = €114.000
 

Este valor é excessivo?

Pode parecer que este valor é um valor demasiado elevado. Na prática, o cálculo está a ignorar que enquanto estiver reformado o dinheiro não será todo desinvestido ao mesmo tempo, o que significa que irá estar ainda vários anos a render juros na sua conta bancária.
 
Parece que o valor em questão é demasiado e que nunca iremos conseguir acumular valores desta grandeza. Aliás, diz-nos a experiência que mal conseguimos poupar todos os meses...
 
 

Para facilitar o caminho, sugerimos que:

Comece a poupar o quanto antes — de modo a beneficiar do efeito dos juros compostos e de mais tempo de poupança, deverá começar a poupar o quanto antes.
 
Invista com risco — se quiser ter mais retorno irá ter de optar por produtos com mais risco. Nunca se esqueça que risco e retorno andam sempre de mãos dadas. Adicionalmente, se tiver de acumular mais património não será com depósitos a prazo ou com certificados de aforro que irá conseguir atingir os seus objectivos.
 
Tenha atenção aos impostos — os produtos desenhados para a reforma são dos produtos de aforro com maior eficiência fiscal. Deste modo, sugerimos que conheça os planos poupança reforma (PPR) e os fundos de pensões. Existem produtos destes dos mais variados perfis de risco mas não opte pelos produtos de capital garantido.
 
Está pronto para começar a poupar e a acumular para a sua reforma?
 

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