Rendas no IRS

O que saber da rendas no IRS. Deduções no IRS de rendas pagas vs. rendas recebidas e quais as taxas de IRS aplicáveis sobre as rendas.

Rendas no IRS
Tudo o que precisa saber sobre as rendas no IRS.

A simplificação do IRS, prevista para reforma deste imposto, traz novidades no mercado de arrendamento e na dedução das rendas no IRS. Concretamente, segundo a referida reforma, os senhorios passam a poder deduzir a maioria dos gastos suportados com os imóveis, resultado da consagração do arrendamento como atividade económica.
 
Para além disso, está previsto que as atuais deduções à coleta de juros com empréstimos à habitação ou rendas deixe de contar para o cálculo do IRS 2015, ainda que com uma cláusula de salvaguarda que impeça as famílias sem filhos de pagarem mais impostos por causa deste facto. Vamos saber mais sobre as rendas no IRS.
 

Rendas pagas no IRS

Atualmente, no caso das rendas pagas pelos arrendatários, podem ser deduzidos 15% dos montantes pagos, mas com um limite máximo de 502 euros. Para o próximo ano de 2015 prevê que o limite da dedução com as rendas no IRS seja de 325 euros.
 
No entanto, com a nova reforma de IRS, as rendas por si só, deixam de ser dedutíveis a esse imposto, passando para uma categoria geral de “despesas gerais familiares”, ou seja, os inquilinos vão deixar de poder deduzir ao IRS, até ao limite atrás referido, a menos que os seus senhorios sejam uma empresa ou tenham estatuto de empresário em nome individual.
 
Outras das medidas que afetará negativamente os arrendatários é que se receberem indemnizações do senhorio, têm de pagar IRS sobre as mesmas.
 

Rendas recebidas

De momento é possível aos senhorios optar por tributar as rendas a uma taxa autónoma de 28% (taxa liberatória sobre as rendas) ou por englobá-las no restante rendimento. No entanto, esta segunda opção trazia uma série de implicações, pois todos os outros rendimentos também tinham de ser englobados. As mesmas acabavam por “incitar” os senhorios a optarem, invariavelmente, pela taxa de 28%.
 
Com a simplificação do IRS, consagrasse o arrendamento como atividade económica (enquadramento na categoria B) e, por consequência, possibilita os senhorios de deduzir grande parte dos gastos suportados para obter ou garantir os rendimentos prediais, inclusive os gastos despendidos nos 24 meses anteriores ao início do arrendamento, relativos a obras de conservação e manutenção (em 2014, apenas se podia deduzir despesas de manutenção, conservação e IMI dos imóveis alugados).
 
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