Rentabilizar as poupanças dos filhos

Se comprar acções agora e as conservar em carteira durante vários anos pode fazer crescer as poupanças dos seus filhos de uma forma significativa.

Rentabilizar as poupanças dos filhos

O grande entrave que se coloca a esta estratégia – denominada "Buy & Hold" (B&H) – é a mentalidade da poupança do colchão alimentada pelos pais, receosos de aplicarem o dinheiro ganho pelos filhos em épocas especiais, optando por incluir as economias em mealheiros ou contas poupança júnior.

O tempo pode, afinal, ser o maior cúmplice no investimento. Os progenitores devem antes definir uma estratégia de investimento mais arriscada e «à medida que o tempo vai passando, o risco dos activos acaba por ser diluído e as menos-valias que possam ocorrer momentaneamente acabam por, também, ser corrigidas», refere o “Diário Económico”. Para as “crianças” e investidores mais afoitos, os investimentos “B&H” podem traduzir-se na estratégia perfeita, face à actual volatilidade dos mercados financeiros sujeitos a oscilações do preço dos títulos.
No leque de acções para recém-nascidos que o diário seleccionou destacam-se a Sonae, Portucel, Vodafone, DSM e Schneider Electric, empresas com garantia de sucesso a longo prazo, também conhecidas por serem generosas com os seus accionistas. Anualmente é distribuída uma boa fatia dos lucros sob a forma de dividendos. Outras empresas são apontadas para realização de investimentos como é o caso da Coca-Cola, a EDP (pela ligação à EDP Renováveis) ou o Banco Santander.


Multiplique as suas poupanças

Não precisa ser rico para investir, e mesmo em tempos de instabilidade financeira, se optar por rentabilizar as suas poupanças poderá fazer crescer o seu dinheiro. Porém, há que atender ao perfil de risco e ao capital disponível para investir.

Se as suas poupanças forem inferiores a 5 mil euros não deve optar por soluções para montantes superiores, alerta a DECO. Se tiver um património superior deverá ter aplicações mais defensivas para não correr tantos riscos.
Certificados de aforro, obrigações do Tesouro e seguros com capital garantido são investimentos com menor risco e exigem mínimos de subscrição baixos.