Roteiro de Paris: 3 dias na cidade-luz

Prepare-se para andar muito e não se importe de se desviar do caminho. Paris convida à descoberta, é o palco por excelência do flâneur, aquele que ruma sem destino por ruas e praças.

Uma cidade para todos os gostos

Dormidas em Paris: fáceis, acessíveis, e no coração da cidadeReserve Já
Conhecer Paris em três dias não é difícil, é mesmo uma missão impossível. Diríamos que é humanamente impossível conhecer uma cidade com tanto para oferecer em tão pouco tempo, mas como quem “corre por gosto não cansa”, desenhámos um roteiro de três dias que tenta condensar toda a magia da Cidade Luz, deixando espaço para a descoberta e para contemplação, nunca esquecendo que um dos grandes encantos de Paris é a joie de vivre dos parisienses, que contagia todos que visitam a cidade. 



3 dias de sonho em Paris


Este guia está pensado para uma visita de três dias, três trajetos que tentam captar a quintessência da Cidade Luz, essa cidade onde convivem séculos de história com um vislumbre do futuro. Uma cidade que não se resume a um guia e a que terá de regressar para continuar a descobrir em nova oportunidade. Antes de começar esta viagem, lembre-se que há uma Paris para todos os gostos...

Há a Paris real do Ancien Régime e a Paris da Revolução, a Paris Imperial dos dois Napolões. Há a Paris dos impressionistas entre Montmartre e no D’Orsay, que se reflete nas águas em Giverny, há a cidade da Belle Époque, boémia, hedonista e resplandecente. Há a velha Paris medieval, apertada entre os Jardins do Luxemburgo e o rio, mais tarde cercada pela monumental e iluminada Paris que Haussmann desenhou e construiu no século XIX. Há a Paris dos filósofos, das tertúlias em Saint-Germain-des-Prés, de cafés cheios de fumo e de bafo etílico. Há a capital universal na viragem do século XX, com o seu altar imponente na torre mais famosa do mundo. Há ainda a Paris do prêt-à-porter, glamourosa da Vendôme e do Ritz, há a Paris de Tati que se antevê no futurismo de La Défense, há o hipsterismo do Marais, há a memória de «Jules et Jim» e do «Band à Part» e o discreto charme da burguesia que perdura nas sobriedade das fachadas dos prédios do 6ème.


É uma cidade de referências culturais, que influência o mundo e é influenciada por ele, uma cidade que durante séculos ditou tendências e que ainda é o destino preferido do mundo. É essa cidade, que é um somatório de tantas cidades, que nós lhe queremos mostrar.

 

Paris, uma cidade de todas as estações

Paris tem as quatro estações, tem ruas cobertas de neve em Janeiro e Fevereiro e canícula em Julho e Agosto. Tem dias esplendorosos de Primavera e é absolutamente encantadora coberta de folhas caídas no Outono. Tenha em conta a época do ano em que visita a capital de França, sendo as melhores alturas do ano entre Abril e Junho, e mais tarde, entre Setembro e Outubro, épocas em que encontrará por norma dias de sol, o ocasional aguaceiro, mas temperaturas amenas e noites frescas que não dispensam um casaco.
O Inverno é rigoroso e as temperaturas negativas são comuns desde o começo de Dezembro até grande parte do mês de Fevereiro. O verão, com dias quentes, não convida a tantos passeios, mas oferece noites maravilhosas. 
 

ONDE ATERRAR EM PARIS?

Nenhuma cidade em todo o mundo recebe mais visitantes que Paris. A cidade conta com dois grandes aeroportos internacionais, dois mais voltados para os voos low cost e ainda um quinto para voos fretados, jatos e serviços especiais.


Charles de Gaulle

O aeroporto batizado com o nome do icónico general e presidente da República Francesa é um dos maiores aeroportos da Europa. Situado em Roissy, nome por que também é conhecido, fica a cerca de 25 quilómetros a nordeste da capital francesa e serve como hub da Air France. Recebe mais de 65 milhões de passageiros por ano, sendo o oitavo aeroporto mais movimentado do mundo e o segundo da Europa, apenas superado por Heathrow.

Apesar da distância a que se encontra do centro de Paris, é fácil chegar à cidade, pois além dos habituais táxis e dos serviços de transporte em carrinha ou carros de aluguer, diversas companhias de transporte rodoviário servem o CdG, assim como o comboio que liga diretamente à Gare-du-Nord em 50 minutos e a troco de 10 euros.



Orly

Até à construção do Charles de Gaulle, o Aeroporto de Paris-Orly era o principal aeroporto da cidade. Ainda hoje é o principal aeroporto de voos domésticos e o segundo mais movimentado do país. Fica situado a 13 quilómetros a sul da cidade, e está ligado à cidade por táxi, autocarros e comboio. 



Beauvais

O Aeroporto de Beauvais-Tillé fica a 85 km da cidade, sendo quase exclusivamente utilizado por voos low cost e charters. A enorme distância a que o aeroporto se encontra de Paris é suprida com a oferta de redes expresso que ligam Beauvais à Porte Maillot. A estação de comboio mais próxima fica em Beauvais, a cerca de 4,5 km de distância. 
 


Châlons-Vatry

A aproximadamente 150 kms de Paris e a 100 kms da Disneyland, situado no Marne, a leste da capital, Vatry recebe também um conjunto de voos low cost, especialmente de turistas que desejam visitar a Disneyland. A distância da capital é uma da razão pela qual este aeroporto seja o menos concorrido de todos os que habitualmente servem a Cidade Luz.



Le Bourget

O mais pequeno dos aeroportos da capital gaulesa é o que se encontra mais perto do centro. Situado a sudoeste do Charles de Gaulle e a poucos quilómetro de Saint-Denis, Le Bourget é essencialmente usado por jatos e aviões privados, sendo pontualmente utilizado por voos charter.
 

Passes e bilhetes

Apresentada a cidade, o tempo e as formas de chegar a Paris, é importante ter em conta um conjunto de dicas.

Tendo em conta o preço médio das atrações e monumentos rondar os 9/15 €, e o bilhete único de metro ou autocarro custar 1,80€, uma boa forma de poupar dinheiro é comprar um Paris Pass, que combina entradas em museus e atrações com um passe que lhe permite andar de comboio, metro e autocarro sem limites, durante o número de dias que escolher. O Paris Museum Pass também é uma boa opção, e como o nome indica, permite a entrada em diversos museus e monumentos. 

Mas se viajar por poucos dias talvez não valha a pena adquirir o passe pois certamente não irá visitar todos os museus, e convém esquecer que a Torre Eiffel não está incluída em nenhum dos passes. Faça contas e se só quiser entrar em duas ou três atrações além da Torre Eiffel, então não compensa adquirir o passe. Por outro lado, já que a maior parte do tempo vai ser passada a passear pelas ruas, talvez compense comprar um bilhete de dez viagens em vez de um passe de três dias, gastando menos de 15 euros, para se deslocar durante o tempo em questão.

Muitas das atrações permitem a compra antecipada do bilhete online, permitindo que não perca muito tempo em filas. 

Se visitar a cidade no primeiro Domingo do mês, então encontrará diversos museus com entrada livre nesse dia, como o Centro Pompidou, a Orangerie, o D’Orsay, o Louvre ou o Museu Picasso. Consulte a lista nos sites de informação turística da cidade para se manter informado e descobrir se o “seu museu” tem entrada gratuita nessa data. Se for cidadão da UE e tiver menos de 26 anos, ou for professor de história ou artes, então as portas dos museus estarão abertas durante o ano inteiro sem ter de pagar admissão.
 

Roteiro de Paris: dia 1


Por onde começar o passeio por Paris? Talvez a melhor forma de começar o passeio por Paris seja descer às entranhas da cidade para apanhar o metro e voltar a emergir à superfície na estação de Champs-Élysées-Clemenceau, em plena Avenida Winston Churchill, avançando em direção à Ponte Alexandre III, com o Petit Palais de um lado e o Grand Palais do outro encontrará a estátua do PM inglês a dois passos do Sena.

Aproxime-se do tabuleiro da ponte pelo lado direito, ao fundo terá os Inválidos, com sua cúpula dourada, mas se olhar para a direita, por entre as ninfas e os cavalos alados, enquadrada por entre os belíssimos candeeiros Art-Noveau, encontrará a silhueta da Torre Eiffel. Este é o primeiro e mais definitivo postal de Paris que poderá encontrar e se tiver tempo, regresse noutra oportunidade para ver a torre ao pôr-do-sol ou à noite, iluminando a noite parisiense. Aproveite para tirar uma foto e volte aos Champs-Élysées avançando até ao Arco do Triunfo.



Campos Elísios 

Campos Elísios

O promenade de Paris, a sala-de-estar dos parisienses, os Campos Elísios são a artéria principal da cidade, ligando dois dos principais monumentos de Paris, o Arco do Triunfo e o obelisco na Praça da Concórdia, às portas do Jardim das Tulherias, a antecâmara do Museu do Louvre. Com os seus teatros, cinemas, cafés e lojas, o passeio pelos Campos Elísios é um dos favoritos dos turistas que visitam a cidade. 



Arco do Triunfo

Na praça Charles de Gaulle encontra-se um dos ícones da cidade, o Arco do Triunfo, símbolo das conquistas da França Napoleónica. Subir ao terraço superior permite uma vista extraordinária dos Campos Elísios e das diversas avenidas que partem do Arco em direção ao resto da cidade.



Praça da Concórdia e Tulherias

Praça da Concórdia

Descer os Campos Elísios rumo à Concórdia é uma das glórias de Paris, pelo caminho poderá encontrar o Palácio do Eliseu, residência oficial do Presidente da República e mais à frente o Petit e o Grand Palais, que juntamente com a Ponte Alexandre III fazem parte de um dos mais belos conjuntos monumentais da cidade. Continuando, encontra a Praça da Concórdia, com o seu obelisco que Napoleão trouxe da campanha no Egito, palco onde esteve montada a guilhotina durante a Revolução.

Se os Campos Elísios são a principal artéria, a Praça é o coração da cidade. Com a sua maravilhosa fonte e os candeeiros de uma beleza rara, é certamente uma das praças mais famosas do mundo. Passando a praça, entre nas Tulherias, o antigo jardim real da cidade e caminhe sem pressa rumo ao Louvre, o mais famoso museu do mundo.

 

Pirâmide e Museu do Louvre

Num roteiro de três dias, talvez a visita a um Museu como o Louvre não seja a melhor opção. O Museu é gigantesco e dentro das suas paredes encerra uma coleção de pintura e escultura de valor incalculável. Do Egito e da Babilónia, passando pela Grécia Clássica e Roma Antiga, chegando até aos mestres do renascimento ou às maravilhosas telas de Jacques-Louis David, o pintor da Revolução, a visita ao Louvre é uma lição de história e arte que se estende por quatro mil anos.

Três dias não chegam para visitar o museu, mas se fizer questão de o visitar então não perca a Vénus de Milo, a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, o Código de Hamurabi, o busto de Aquenáton, a Vitória da Samotrácia, as Encantadas, a Ceia de Emaús de Rembrandt, a Liberdade Guiando o Povo de Delacroix e o Juramento dos Horácios de David. Para apreciar a famosa Pirâmide de vidro não precisa aceder ao museu, assim como para andar pelas arcadas em redor do pátio frontal.



Passeio junto ao rio

Caso resolva deixar o Louvre para outra visita poderá seguir pelo Cours-la-Reine, um dos mais velhos parques da cidade, criado em 1616 por ordem da Rainha Catarina de Médicis. Seguindo pelo Cours encontrará o Quai das Tulherias e depois o Quai do Louvre. O passeio pela Rive Droit (margem esquerda) do Sena é um dos mais belos postais da cidade.
 


Notre-Dame e a Ilha da Cidade

Notre-Dame

Na Ilha da Cidade encontra-se a Catedral de Notre-Dame, outro dos ícones de Paris. A belíssima catedral gótica é dedicada a Maria, a Mãe de Jesus e é desde a sua construção, o centro religioso do catolicismo francês. Ex-líbris do gótico, Notre-Dame é uma das mais belas catedrais do mundo. A forma como a luz é filtrada no seu interior, iluminado por belíssimos vitrais, dá-lhe uma aura de misticismo ímpar.

Obrigatória é a subida às torres, para ter uma das mais belas vistas panorâmicas da cidade, maravilhosamente enquadrada pelas gárgulas que guardam o templo. Também merecedora de visita é a capela gótica de Sainte-Chapelle, incluída no Palais de la Cité, de onde se destaca a Conciergerie, a dois passos da catedral.



Quartier Latin

O pouco que resta da cidade medieval que existia antes do grande plano de Haussmann, o Bairro Latino é hoje em dia um bairro repleto de restaurantes e bares. As suas ruinhas e vielas sinuosas, convidam ao passeio e à descoberta. Próximo da Universidade da Sourbonne, o Quartier Latin é ainda o coração da boémia e está sempre cheio de vida e turistas. Nas suas proximidades poderá visitar a emblemática livraria Shakespeare and Company, ou a Praça de Saint Michel onde além do anjo, poderá encontrar o conjunto de lojas que formam a livraria Gibert Jeune, local de visita obrigatória para os apaixonados dos livros.
 


Jardins do Luxemburgo

Seguindo pela Boulevard Saint Michel irá encontrar os jardins e o Palácio do Luxemburgo. Na boulevard encontrará também a Sourbonne, uma das mais antigas e prestigiadas universidades da Europa e o Museu de Cluny, o museu da Idade Média, um dos mais apaixonantes museus da cidade. 

Visitar os maravilhosos Jardins do Luxemburgo é um convite ao descanso. Por perto poderá ainda visitar a Igreja de Saint-Sulpice e o Panteão. Pode então regressar à zona do rio, avançando em direção à Ilha de São Luís, espreitando ainda a fachada do Instituto do Mundo Árabe. Ao fim do dia, o jantar e uma bebida retemperante estão à sua espera no Quartier Latin ou em Saint-Germain-des-Prés. 


Alojamento e refeições


Hotel Le Notre Dame

Hotel Notre Dame

Se para si a localização é tudo, então este hotel é a escolha perfeita. Pequeno, charmoso, com quartos pequeninos (como é costume nesta cidade) e com uma vista extraordinária, o Le Notre Dame é uma escolha aconselhada para quem gosta de ficar no “coração da cidade”.

A França é senhora de uma das mais reputadas gastronomias do mundo. Em Paris haverá sempre muitas e boas ofertas, o problema será o preço. Paris é uma cidade cara e os preços na restauração contam-se entre os mais altos do mundo.

Se há algo que os parisienses não dispensam é começar o dia com um croissant e um expresso. Aproveite para saborear um delicioso croissant numa das muitas pastelarias ou padarias da cidade. O Paul, no número 84 nos Campos Elísios é uma bela opção. Se não lhe apetecer um croissant, então não resista a provar uma tartelete des fraises (morangos) ou um delicioso eclair au chocolat e renda-se aos encantos da pastelaria francesa.

Para o almoço, sugerimos que aproveite para poupar uns trocos e novamente imitar os franceses, comprando uma deliciosa baguette. Procure um banco de jardim e junte-se a milhares de franceses que fazem piqueniques à hora do almoço.

Para a tarde, um gelado será sempre uma boa opção num dia de calor, já no inverno, pare para se aquecer com um vin chaud (vinho quente), numa das inúmeras esplanadas aquecidas.

Para terminar o dia, um jantar nos inúmeros restaurantes no Quartier Latin ou em Saint-Germain-des-Prés, com diversos menus de degustação para turistas. Para uma experiência diferente, aconselhamos o La Petite Bretonne no n.º 48 da Rue Mouffetard, onde poderá degustar as suas maravilhosas galettes e os igualmente maravilhosos crepes. 
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Deslocações: a pé ou de metro?


Neste primeiro dia preparamos um roteiro para ser efeito essencialmente a pé. Aconselhamos o metro para iniciar o dia, e uma viagem de metro para ligar o Arco do Triunfo à Praça da Concórdia. No passeio pelo rio entre o Louvre e a Ilha da Cidade poderá apanhar o autocarro 21 que o deixará bem perto da catedral. À noite, o metro funciona até cerca da meia noite e meia, caso resolva ficar até mais tarde num bar, a melhor solução será apanhar um táxi.


Roteiro de Paris: dia 2
 

Ao segundo dia começa-se o passeio continuando a exploração do Rive Gauche (margem esquerda do Sena) de Saint-Germain-des-Prés à Torre Eiffel, para depois apanhar o barco e partir em direção do Marais e da Bastilha.



Saint Germain-des-Prés

Saint Germain

Comece o dia por Saint Germain, explorando as suas pequenas artérias, antes de avançar pela Rive Gauche espreitando a Ponte das Artes, caminhando sem pressas até ao Museu D’Orsay. Pelo caminho perca-se nos encantos deste bairro, sinónimo de boémia e que no pós-guerra era “o palco” da intelectualidade francesa. Escritores, filósofos, cineastas, músicos, poetas, viviam no bairro e reuniam-se nos pequenos cafés, que se tornaram verdadeiras lendas, como o Café de Flore, a Brasserie Lipp e o Les Deux Magots.

Era em volta destas mesas que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir reuniam a sua corte, sempre em ambientes com muito fumo e com jazz como banda sonora. Saint-Germain-des-Prés era a casa de Juliette Gréco, Jean-Luc Godard, François Truffaut ou Boris Vian. Não longe dali, ainda a caminho do D’Orsay, encontrará na Rue de Verneuil, a infame “casa da besta”, o famoso número 5, com a fachada coberta de graffitis, a lendária morada de Sérge Gainsbourg, que hoje permanece como um memorial à sua música. 



Museu D’Orsay

Um dos mais belos museus do Mundo, o D’Orsay alberga uma das mais impressionantes coleções de pintura do mundo. A “casa dos impressionistas”, como também é conhecido, o D’Orsay é local de visita obrigatória. De Van Gogh a Monet, de Seurat a Courbet, passando por Manet, Degas, Gauguin, Renoir, Toulouse-Lautrec, todos os grandes nomes que fizeram de Paris a Meca da pintura no fim do século XIX estão representados neste apaixonante museu, que em tempos era uma estação ferroviária, a Gare d’Orsay, a última paragem da linha que ligava Orleães à capital.



Inválidos

Saciada a sede por pintura impressionista, é tempo de voltar à margem esquerda do Sena e tomar o caminho dos Inválidos. O antigo hospital, onde repousam os restos mortais de Napoleão Bonaparte, é também hoje o Museu do Exército. A sua famosa cúpula dourada é um dos monumentos mais fotografados da cidade. Nas proximidades poderá descobrir o encantador Museu Rodin, que como no nome indica, é dedicado à escultura do grande mestre francês Auguste Rodin.



Campo de Marte, Torre Eiffel e Trocadéro

Et voilá, depois de tanto tempo a vê-la à distância, é chegado o grande momento de ver a Torre Eiffel de perto. Se quiser subir, aconselha-se vivamente que adquira os bilhetes com antecedência. Poderá fazê-lo online. Caso contrário, corre o risco de esperar muito tempo em duas filas: uma para comprar bilhete e outra para entrar. Pode optar entre usar o elevador e subir a pé, mas depois de um grande passeio, talvez seja melhor poupar as suas pernas para outras caminhadas.

Terminada a visita e depois de fotografar a cidade a 360º, aconselhamos que desça para o Campo de Marte, o belo jardim que repousa aos pés da torre, depois passe por baixo da torre, atravesse o rio e descubra o Trocadéro, local perfeito para as últimas selfies com a Torre Eiffel como fundo.



Passeio no Sena

Se quem vai a Roma tem de ver o Papa, quem vai a Paris tem de experimentar o Bateau-Mouche. Um cruzeiro no Sena é uma das mais belas experiências que pode viver na Cidade Luz. Há bilhetes para viagem única, bilhete diário, para meio dia ou só para os passeios noturnos. Apanhar o barco na Torre Eiffel e sair numa das treze paragens é uma excelente forma de descobrir a cidade.



Les Halles e Centro Pompidou

Centre Pompidou

Desça do barco na Pont Neuf e enquanto deixa a Ilha da Cidade para trás, admire a elegância da fachada da Conciergerie, a velha prisão, onde Maria Antonieta aguardou o seu destino. Siga pela Place de Châtelet e o Boulevard Sébastopol, espreite a Torre de Saint Jacques e vire na concorrida Rue du Rivoli, antes de tomar a Rue des Halles rumo ao Fórum des Halles.

Depois vá sem pressas em direção ao Centro Pompidou, onde poderá admirar uma das mais belas coleções de pintura moderna. Se tiver tempo e ainda quiser visitar mais um museu, continue o passeio cultural, rumando ao Museu Picasso, onde além das pinturas do mestre espanhol, poderá encontrar um delicioso jardim nas traseiras, que convida a uma pausa acompanhada por um chá. 



Place des Vosges

A Place des Vosges é o ponto de partida para descobrir o Marais, o bairro mais in de Paris. Esta praça, uma das mais belas da cidade, foi construida durante o reinado de Henrique IV, na primeira metade do século XVI. Por albergar o Pavilhão do Rei e o da Rainha, a Praça era conhecida como a Praça Real, tendo mais tarde ganho a atual denominação. Na praça pode também visitar a casa de Victor Hugo, que aí morou no número 6.



Marais

Marais

Tendo sido poupado pelo plano de Haussmann para a transformação da cidade, o Marais tem uma atmosfera bem diferente do resto da cidade, tendo recuperado nas últimas décadas a aura que tivera em séculos passados. O bairro desenvolveu-se depois da construção da belíssima Place des Vosges, que se tornou no epicentro da vida cultural da cidade de então. A aristocracia mudou-se para o Marais e por todo lodo foram surgindo novas mansões, os hôtels particuliers, que rivalizavam em beleza e ostentação entre si.

Depois de anos de degradação Le Marais começou a ser recuperado e é hoje em dia um dos bairros mais na moda em Paris. Dividindo-se entre o 3.º e o 4.º arrondissements, o Marais acolhe algumas das lojas mais trendy e hipster da cidade, mas também o centro da cultura gay da capital.



Hôtel de Ville e Bastilha

Para terminar mais um dia em cheio, explore o Marais em direção à praça do Hôtel de Ville, a Câmara Municipal de Paris. Aí encontrará o edifício que alberga os serviços camarários, um dos mais imponentes e belos da cidade. Siga depois rumo à Bastilha, a praça onde até 1789 se localizava a infame prisão, que foi tomada e destruída pelo povo de Paris, a 14 de Julho, iniciando assim a revolução.

Hoje, no local onde se encontrava a fortaleza-prisão ergue-se a Coluna de Julho, que ao contrário do que muitos turistas pensam, invoca os acontecimentos de 1830 e não de 1789. Na praça, desde então centro de manifestações políticas, encontra-se a Ópera da Bastilha e o canal de Saint Martin. Nas ruas envolventes, no bairro conhecido como Bastilha, encontra-se uma zona animada de bares, clubes e restaurantes.


Alojamento e refeições


Les Jardins du Marais

Les Jardins du Marais

Este quatro estrelas está muito bem localizado no coração do Marais. Moderno e requintado, o hotel tem uma aura romântica que muito encanta os casais apaixonados. 

Para almoçar nada como experimentar as iguarias do Le Jules Verne, o maravilhoso restaurante na Torre Eiffel, onde além de degustar os prazeres da gastronomia francesa, poderá saborear a refeição com uma vista sem par. 

À hora de jantar, dado que estará entre a Bastilha e o Marais, aconselhamos o Bistrot L’Oulette, na Rua des Tournelles, 38, muito próximo da Place des Vosges.


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Deslocações: a pé ou de metro?

Andar, andar, andar... Eis a receita para o segundo dia. Em Saint-Germain-des-Prés poderá apanhar o 63 que tem uma paragem em frente dos Inválidos. Para seguir para a Torre Eiffell, a linha 69 é a melhor opção. Para voltar para o centro, caso não queira apanhar o barco, o metro é a melhor opção. Apanhe o comboio na estação Champ de Mars/Tour Eiffel e saia em St Michel/Notre Dame, numa viagem que demorará apenas 12 minutos.

Para o resto do dia, voltamos a aconselhar o passeio a pé, sem pressas, entre Les Halles e a Bastilha, é a melhor forma de conhecer o Marais e os seus encantos.
 

Roteiro de Paris: dia 3
 

O último dia é para explorar “as pontas soltas” que não estavam incluídas nos dois primeiros dias do roteiro. Tendo em conta as distâncias será um dia perfeito para utilizar mais os transportes públicos e perder menos tempo no caminho entre os locais que quer visitar.



Madelaine e Opéra 

Partindo da Praça da Concórdia pela Rue Royale encontrará a extraordinária igreja de La Madelaine. Este templo que começou a ser construído em 1807 para honrar o Grand Armée de Napoleão, tornou-se um templo católico depois da restauração dos Bourbons. A sua fachada, com as suas colunas, a lembrarem um templo romano, é inspirada na Maison Carrée em Nîmes.

Visitado o templo siga pela Boulevard des Capucines em direção à Opéra, encontrando pelo caminho o Olympia, a mais celebrada casa de espetáculos de Paris. No topo da boulevard encontrará o Palais Garnier, a casa da ópera parisiense, uma das mais belas salas de espetáculo de todo o mundo, que talvez só tenha rival na extraordinária Ópera de Viena. 



Vendôme e Palais-Royal

Terminada a visita ao Palais Garnier siga pela Rue de la Paix em direção à deslumbrante Place Vendôme. No centro do “coração” do 1ere arrondissement encontra-se a Coluna Vendôme, coroada com uma estátua de Napoleão e que foi erigida pelo Imperador para comemorar a vitória de Austerlitz. Seria mais tarde demolida durante a Comuna de 1871, para ser reconstruida três anos mais tarde.
A praça conta com um conjunto extraordinário de 28 hôtels particuliers e tem no Hotel Ritz o seu mais famoso inquilino.

Continuando pela Rue de Saint Honoré chegará ao Palais-Royal, maravilhoso palácio que merece prolongada visita. Guarde também algum tempo para visitar os jardins, conhecer as galerias e o Teatro do Palais-Royal, ou ainda a La Comédie Française. 



Montmartre

Montmartre

Para o último dia está guardada a subida a Montmartre, para a mais deslumbrante vista de Paris. No cimo da colina de Montmartre, o ponto mais alto da cidade, está localizado o Sacré Coeur, a basílica que, com a sua cúpula, parece reinar sobre a cidade. Montmartre era o bairro da boémia no fim do século XIX, aqui viveram e pintaram van Gogh, Toulouse-Lautrec e Picasso entre outros. 
Apesar dos muitos turistas que aqui chegam todos os dias, o bairro ainda guarda alguma da aura de outros tempos. 

Se evitar as “armadilhas para turistas” como as da Place du Tertre poderá encontrar preços mais em conta que no centro, e muitos bares e restaurantes com aquela atmosfera parisiense entre a Rue de Abbesses e a Rue Lepic. No bairro famoso pelos seus moinhos não pode deixar de visitar o Moulin de la Galette, imortalizado por Renoir, ou o Café des 2 Moulins, famoso por ser cenário do «Fabuloso Destino de Amélie Poulain». Depois é começar a descer rumo ao moinho mais famoso de Paris...



Pigalle  

Quem desce de Montmartre não demora muito tempo a encontrar o bairro de má fama de Paris, o Pigalle, famoso pelas suas sex-shops, bares de reputação duvidosa, saunas e clubes de massagens. É na Boulevard Clichy, entre a Place Clichy e a Place du Pigalle, que todas as tentações parisienses se condensam. 

Vermelho vivo, iluminado e constantemente fotografado, o moinho que encima a entrada do Moulin Rouge é como uma cúpula de um templo de prazer. Bem perto pode encontrar o Museu do Erotismo, ou o espaço Dali. Em Paris o prazer e a arte sempre andaram lado-a-lado...



Para terminar...

Com o último dia a chegar ao fim deixamos em aberto o último capítulo da viagem... Paris tem muito para oferecer, já o dissemos, e neste guia muito fica ainda por dar a conhecer como o Cemitério de Pére Lachaise, sempre repleto de turistas e fãs de Jim Morrison. Para os amantes da natureza há sempre uma visita aos dois maiores bosques da cidade, o de Boulogne e o de Vincennes, mas há também o interessantíssimo Parc de la Villette que combina ciência, arte e natureza. 

Uma visita a Paris nunca fica completa sem subir à torre de Montparnasse para observar a famosa silhueta da cidade. Outro ponto de destaque é o Museu de História Natural, de onde se destaca a extraordinária Grand Galerie de l’Évolution. 

Mais longe do centro poderá visitar a Porta de Saint-Denis, uma das entradas históricas da cidade, ou La Défense, a Paris do Futuro, centro financeiro de França, palco da arquitetura futurista e onde se destaca o seu famoso Grande Arco, que está alinhado com o Arco do Triunfo. Ou então pode regressar ao seu local preferido para um jantar de despedida, na sua última noite na Cidade Luz.


Alojamento e refeições


Hotel des Arts

Hotel des Arts

Para quem quer sentir o vibrar de Montmartre esta é escolha ideal de alojamento. A uma curta distância a pé da estação de metro de Blanche, este pequeno hotel de 3 estrelas é uma escolha em conta para quem tem um orçamento mais limitado. Um edifício antigo, mas renovado, com quartos bem equipados, o Hotel des Arts é uma escolha em conta para quem preferir ficar mais longe do centro. 

O Sacrée Fleur, na Rue de Clignancourt é a nossa sugestão para o almoço. Aqui poderá provar algumas das mais famosas iguarias locais, como os escargots, o bife tártaro, as pernas de rã ou o confit de pato. 

Para o jantar o Maxim’s é um clássico da nouvelle cuisine. Se a carteira “protestar”, há sempre a possibilidade de visitar o irmão mais “em conta” do Maxim’s, o Minim’s, mas que mesmo assim não é um restaurante barato. Contudo, em Paris, bons restaurantes é coisa que não falta e não será difícil encontrar um que combine um custo acessível com qualidade. 
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Deslocações: a pé ou de metro?

Para começar o dia pode apanhar o metro para a Madelaine ou então, como sugerimos, para a Praça da Concórdia (estação Concorde) e iniciar o seu passeio pela Rue Royale.

Entre a Madelaine e o Palais Royal terá de percorrer cerca de um quilómetro e meio. Para se deslocar para Montmartre será melhor apanhar o metro na estação Palais Royal - Musée du Louvre e seguir para Châtelet, onde deverá trocar para a linha 4 no sentido Porte de Clignancourt e sair em Barbès Rochechouart, seguindo depois a pé até ao fundo da escadaria do Sacré Coeur. O resto do passeio por Montmartre e pelo Pigalle aconselha-se que seja feito a pé.
 

Eventos ao longo do ano

Paris é uma cidade que tem sempre algo para oferecer ao longo do ano:
  • Janeiro: Semaine du prêt-à-porter, que como o nome indica é dedicada ao pronto a vestir, ótima oportunidade para conhecer as novas tendências.
  • Março: A Feira do Livro de Paris, oportunidade de conhecer as novas revelações do mercado livreiro francês.
  • Abril: A Maratona de Paris atrai todos os anos grandes nomes da modalidade, contando com mais de 30 mil participantes provenientes de mais de 70 países, é um dos grandes acontecimentos desportivos do ano na cidade.
  • Maio: A noite longa dos museus é o evento cultural em que todos os anos as principais instituições culturais da cidade unem esforços para oferecer uma noite inesquecível aos amantes da arte.
  • Maio: Todos os anos em maio a cidade recebe o torneio de ténis de Roland Garros, um dos quatro torneios que compõem o Grand Slam e uma oportunidade única para ver em ação alguns dos melhores tenistas do planeta.
  • Junho: Junho é o mês da Fête de la Musique, a festa da música que junta todos os estilos musicais desde a música clássica ao rock, passando pelo jazz, techno, música do mundo ou música popular. Aberta a todos, a festa espalha-se pela cidade, com palcos improvisados e atuações de rua.
  • Junho: No aeroporto de le Bourget realiza-se o Paris Air Show, um must para os apaixonados da aeronáutica. 
  • Junho: Na última semana de junho a comunidade lésbica, gay, bi e transexual de Paris tem a sua grande parada, com uma festa que atrai milhares de visitantes.
  • Julho: No dia 14 festeja-se a Tomada da Bastilha, o feriado nacional de França. Paradas militares, concertos e um espetacular fogo de artifício são o ponto alto das comemorações. 
  • Julho: Todos os anos em julho os Campos Elísios recebem a última etapa da Volta à França, uma etapa de glorificação do vencedor da competição, que atrai milhares de pessoas ao circuito que os ciclistas percorrem no centro da cidade.
  • Julho e Agosto: A praia de Paris é um dos locais mais concorridos da cidade. Situada junto ao rio Sena é palco de concertos e festas que atraem um público jovem e eclético. 
  • Setembro: Os apaixonados do mundo automóvel têm no The Paris Motor Show um dos momentos altos do ano. Este evento bienal oferece aos visitantes as últimas novidades da indústria automóvel.
  • Setembro: Outro ponto alto do calendário parisisense, a Paris Fashion Week é um evento que decorre todos os anos na capital mundial da moda, servindo como apresentação das coleções que vão brilhar na Primavera e Verão do ano seguinte. 
  • Setembro: Em meados de setembro as ruas de Paris enchem-se com a grande Techno Parade. Há décadas que a França é um dos maiores produtores mundiais de música de dança e na Techno Parade, os grandes nomes das pistas de dança de todo o mundo vêm mostrar as novas tendências. 
  • Setembro: Na segunda quinzena de Setembro, a Tous au Restaurant convida todos ao restaurante, para conhecer e explorar as maravilhas gastronómicas que a cidade tem para oferecer. Uma oportunidade única para experimentar alguns dos melhores restaurantes do mundo, com preços mais simpáticos...
  • Outubro: O primeiro mês do Outono recebe a FIAC Foire Internationale d'Art Contemporain, a Feira de Arte Contemporânea, um hub do comércio internacional de arte contemporânea que reúne galerias, museus, curadores, colecionadores e simples amantes da arte.
  • Dezembro: Há muito que a cidade é um destino de eleição na época natalícia. Mercados de natal, decorações de encantar, iluminações por toda a Paris, pistas de gelo, a cidade ganha todo um novo encanto durante a quadra. 

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