Roteiro do Rio de Janeiro: 4 dias maravilhosos

Sugestões para 4 dias no Rio, que incluem os melhores alojamentos e restaurantes, bem como os locais e as atrações que nenhum turista deve perder.

Roteiro do Rio de Janeiro: 4 dias maravilhosos
As vistas mais deslumbrantes e os locais que não pode deixar de visitar no Rio

O Rio de Janeiro é um dos destinos mais procurados por turistas de todo o mundo, sendo a cidade mais visitada do Brasil. Em 2014, só o Rio recebeu 1 milhão e 600 mil visitantes. Um número considerável, a juntar aos cerca de 6 milhões e 500 mil residentes. Foi a pensar na sua próxima viagem que elaborámos este roteiro do Rio de Janeiro.

A intensidade da sua beleza natural, a diversidade de paisagens, a boa comida e a alegria contagiante do povo brasileiro, e dos cariocas em particular, fazem desta cidade um palco para experiências inesquecíveis.

Rio de Janeiro

Quando visitar o Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro é um destino apetecível em qualquer altura do ano. A época do Carnaval é especialmente procurada e coincide com o verão do hemisfério sul, sendo fevereiro o mês mais quente do ano. Julho é o mês com temperaturas mais baixas, mas no Rio de Janeiro, e em grande parte das regiões do Brasil, inverno significa que pode continuar a andar de manga curta e calções: a temperatura nunca descerá muito abaixo dos 20º C e é nesta estação que chove menos. E se gosta de dar uns mergulhos no mar, não se preocupe: a temperatura da água mantém-se acima dos 20ºC durante todo o ano!

Temperatura RJ

Como chegar ao Rio de Janeiro

Este é daqueles destinos em que tem mesmo de usar o avião, a não ser que seja uma paragem incluída num cruzeiro. Muitas vezes, sobretudo para os turistas europeus, o Rio de Janeiro é apenas um dos pontos de passagem numa viagem mais longa ao Brasil, mas mesmo que seja esse o caso, devido à enorme extensão do país, o mais certo é ter de fazer a ligação ao Rio por via aérea.

Os principais aeroportos do Rio de Janeiro, são o Aeroporto Santos Dumont e o Aeroporto Internacional Tom Jobim/Rio Galeão

Em termos de localização, estão separados por apenas 14 km, o que não é muito significativo. Em todo o caso, o Santos Dumont, mais usado para voos internos, fica no centro da cidade, muito perto da Zona Sul, onde estão os principais pontos de atração turística. Aterrar neste aeroporto é sinónimo de começar a visita ainda antes de pôr o pé no chão, pois oferece vistas privilegiadas do ‘morro’ Pão de Açúcar, que a par da Estátua de Cristo Redentor é o mais famoso ex-libris paisagístico da cidade carioca.

Ambos os aeroportos disponibilizam ligação a vários pontos da cidade a partir de táxi e autocarro, sendo que o Aeroporto Santos Dumont dista do Metro apenas 1 km.

A partir do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Rio Galeão encontra diversas alternativas de autocarro, desde o ‘frescão’, um autocarro turístico com ar condicionado garantido, ao BRT/Transcarioca: opção rápida e barata, mas que não permite uma panorâmica tão bonita até ao destino.


4 dias maravilhosos no Rio de Janeiro

Copacabana, Rio de Janeiro

Claro que poderá ficar com uma noção da cidade em menos tempo, mas o Rio de Janeiro tem mesmo “encantos mil’, como diz a canção de Caetano Veloso, por isso, aconselhamos a que fique pelo menos 4 dias, até porque muitas vezes as visitas demoram mais do que o previsto, devido à grande afluência de turistas.

Praias, floresta, parques e jardins, cultura, gastronomia: para cada uma destas áreas de interesse, não faltam opções numa cidade tão rica e palpitante como o Rio de Janeiro. Para que esta escolha não seja tão difícil, resolvemos adiantar-lhe trabalho. Uma dica: no Rio, tenha sempre biquíni ou calções de banho consigo: nunca se sabe se o rumo o leva a uma das fabulosas praias cariocas!


Dia 1 no Rio de Janeiro

Porque deve estar cansado da viagem, ou com jet lag, este dia não vai exigir muito esforço e até pode incluir praia. Falamos de subir ao famoso Pão de Açúcar e deparar-se com uma paisagem de cortar a respiração. Na verdade, são dois morros junto à entrada da Baía da Guanabara: o da Urca, com menor altitude e que aconselhamos a visitar primeiro, e o incontornável Pão de Açúcar, de onde se obtém uma vista de 360º sobre a cidade: a enseada de Botafogo salpicada de barcos, o Cristo Redentor, o Morro Dois Irmãos, a Pedra da Gávea, o centro histórico, as famosas praias – Leblon, Ipanema, Copacabana… Enfim, uma autêntica coleção de postais ilustrados que vai querer fotografar e guardar na memória.

Pão de Açúcar

Para lá chegar, apanhe o ‘bondinho’ (o nome que os brasileiros dão ao teleférico), podendo fazê-lo logo a partir da Avenida Pasteur, ou então subir a pé pela trilha da Urca, a partir da praia Vermelha, o que demorará cerca de 30 minutos, até ao primeiro miradouro, e só aí apanhar o ‘bondinho’ para o Pão de Açúcar.

No final, dê um salto – e quem sabe um mergulho – à praia de Joatinga, uma das mais exclusivas do Rio de Janeiro, mas de livre acesso. Só tem de ter sorte com a maré, pois como o areal é pouco extenso, só está acessível na maré baixa. E por falar em maré, se a sua for de sorte, pode ser que por ali encontre alguma celebridade.

Os programas de viagem TopAtlântico para o Rio de Janeiro já incluem algumas destas visitas. Consulte os pacotes disponíveis e vá ao Brasil sem preocupações


Dia 2 no Rio

Ir ao Rio e não visitar o Cristo Redentor é deixar uma página do livro destas férias em branco. Ainda que o tenha visto de longe, a partir do Pão de Açúcar ou quando aterrou no avião, sentir de perto a imponência dos seus 30 metros de altura, sem contar com o pedestal, e dos seus braços abertos, que formam uma transversal de 28 metros de comprimento, é algo completamente diferente.

Situado no topo do morro Corcovado, que por sua vez está integrado na Floresta da Tijuca, este monumento foi inaugurado em 1931 e é hoje reconhecido pela UNESCO como parte da paisagem do Rio de Janeiro inscrita na lista do Património da Humanidade (sendo ainda uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno).

Antes ou depois de subir ao topo do Corcovado, dê uma volta pelo Parque Nacional da Tijuca, sem deixar de ir até à Vista Chinesa, um miradouro privilegiado, desde o qual se obtém uma panorâmica incrível da cidade. E já que falamos de vistas, sugerimos mais uma: a que se obtém a partir do Mirante Dona Marta, a caminho do Cristo Redentor.

Quando lá chegar, é quase certo que irá identificar a paisagem, pois é das mais fotografadas e captadas em filmes e telenovelas. Se no primeiro dia avistou o Redentor do Pão de Açúcar, daqui vai ver ao longe o Pão de Açúcar e o morro da Urca, a Baía de Guanabara e mais uma série de referências da cidade, mas de um novo ponto de vista.

Cristo Redentor

Pode deslocar-se até ao Cristo Redentor numa bonita viagem de comboio pelo Trem do Corcovado, mas para fazer as visitas extra que referimos, o ideal é ir de carro, táxi, ou carrinha turística credenciada. Informe-se bem sobre as condições do transporte antes de fazer negócio.

Sobrou energia? Então propomos uma visita extra: subir o Morro Dois Irmãos e visitar a Favela do Vidigal, que passou por um processo de pacificação e hoje atrai um sem-número de visitantes: desde turistas anónimos a celebridades e a artistas que ali querem empreender projetos. Muitos consideram que é neste morro que está a melhor trilha do Rio, mas para fazer o roteiro completo, são precisas cerca de 4h30, idealmente com guia, apesar de em extensão se tratar apenas de 1,5 km.

A alternativa é ir direto à Favela e contactar com esta comunidade tão genuína, conhecer as suas ruas periclitantes, os seus bares, murais e lojinhas, e apreciar a vista do Mirante do Arvrão, onde poderá almoçar ou jantar (ver Onde comer no Rio de Janeiro).

O Corcovado e o Cristo Rei são alguns dos ex-libris que poderá visitar na excursão de 1 dia incluída no programa Circuito Rio de Janeiro – Buenos Aires – Cataratas de Iguaçu da TopAtlântico. Saber mais aqui 


Dia 3 no Rio

Passear no calçadão, beber água de coco diretamente do fruto, dar um mergulho e presenciar a sensualidade carioca, é a principal proposta para o terceiro dia. Alugar uma bicicleta pode ser a melhor escolha, há boas ciclovias e muitos pontos de levantamento/entrega de bicicletas. No entanto, lembre-se que do Leme ao Leblon são cerca de sete quilómetros.

Comece então pela praia do Leme e siga em direção ao Leblon, pela Avenida Atlântica, sem pressas (ou faça o percurso contrário, caso o seu hotel esteja mais perto da outra ponta). Pare frequentemente para se hidratar com água de coco ou com outros sumos naturais que são já uma instituição do Rio de Janeiro: nas zonas de praia, há imensas ‘lojas de sucos’ onde escolhe a fruta e fazem o sumo na hora. Em muitos destes locais pode acompanhar o sumo com sanduíches saudáveis, feitas de ingredientes frescos – comida ‘natureba’ – como se diz na gíria brasileira.

Arpoador

Nas praias do Rio, a lista de atividades possíveis é grande: surfar, fazer mergulho, jogar futebol, voleibol, tomar banhos de sol, relaxar. Quem sabe não encontra o “leãozinho”? Conhece a música de Caetano Veloso, que começa com “Gosto muito de te ver, leãozinho, Caminhando sob o sol…”? Pois é, este leãozinho era uma tatuagem de um surfista do Rio. De facto, não faltam referências às praias do Rio de Janeiro e à cidade na música popular brasileira, por isso sugerimos que, antes de viajar, renove a sua playlist com muita bossa nova!

No final da Av. Atlântica, surge a praia do Arpoador (há quem diga que é daqui que se assiste ao melhor pôr do sol da cidade), seguindo-se Ipanema e Leblon.

Como os encantos do Rio são imensos, se ainda houver tempo, sugerimos que quando chegue à zona de Ipanema ou ao Leblon, faça um desvio e inverta para o interior em direção à Lagoa Rodrigo de Freitas, onde poderá andar de ‘pedalinho’ (‘gaivota’), ou simplesmente apreciar a paisagem. Não muito longe ficam o Jardim Botânico e o Parque Lage: dois locais bastante agradáveis, repletos de natureza e motivos de atração: se optar pelo Jardim Botânico, não deixe de fazer uma pausa no La Bicyclette – um café acolhedor com uma esplanada bastante convidativa. Já no Parque Lage, sinta o ambiente artístico efervescente, fomentado pela Escola de Artes Visuais que aí funciona, em plena comunhão com a natureza.


Dia 4 no Rio

Todas as cidades têm uma zona onde se pode sentir de perto o lado mais tradicional e histórico da urbe e o Rio de Janeiro não é exceção, ainda que no caso da cidade carioca, estes pontos de visita não sejam os mais badalados. No entanto, não vão faltar maravilhas para apreciar neste itinerário que foge às praias, e que aconselhamos a explorar com um Guia local. Há vários grupos a operar e a oferecer divertidas free walking tours na zona, e em muitos casos nem é preciso marcar, basta aparecer à hora nos Pontos de Encontro.

Museu de Belas Artes, Biblioteca Municipal, Praça Floriano/Cinelândia, Palácio Tiradentes, Teatro Municipal, Biblioteca, Arcos da Lapa (ou Aqueduto do Carioca) e a polémica – pela sua arquitetura – Catedral Metropolitana, são algumas das paragens obrigatórias. Uma lista rica e extensa em que destacamos dois locais: a Confeitaria Colombo e a Escadaria Selarón.

Confeitaria Colombo: fundada em 1894 por imigrantes portugueses é hoje considerado um dos 10 cafés mais bonitos do mundo! Entre e aprecie a decoração Arte Nova e delicie-se com as infindáveis vitrines repletas de bolos e pastéis delicados. Uma verdadeira tentação.

Escadaria Selarón: a fazer lembrar as obras de Gaudí em Barcelona, esta escadaria forrada a azulejos foi batizada com o nome do seu artista impulsionador, o chileno Jorge Selarón. Une o Bairro da Lapa ao Bairro de Santa Teresa – já agora, este Bairro, por muitos considerado o ‘Montmartre’ do Rio, merece também ser visitado: é aqui que se encontra o Parque das Ruínas, um espaço dedicado às artes com uma bela vista sobre a cidade.

Escadaria Selarón

Mas voltando à escadaria: vai ser um dos locais onde vai querer tirar mais fotografias, pela sua profusão de cor, pelo caráter popular da obra e porque se irá divertir a procurar os azulejos alusivos a Portugal. O artista, falecido em 2013, iniciou o restauro e a colocação dos azulejos de uma forma algo solitária, de forma a homenagear a cidade que o recebeu, mas com o tempo a obra foi ganhando fãs e começaram a chegar azulejos de todo o mundo.

A vistosa e tortuosa escadaria, que no mapa pode ser encontrada pelo nome de Rua Manuel Carneiro, serviu de cenários a diversos videoclipes (Snoop Dog, U2, etc.) e anúncios publicitários, como o de divulgação dos Jogos Olímpicos de 2016.


Onde comer no Rio de Janeiro

Feijoada à brasileira

Há tantas, mas tantas e tão boas opções na área da restauração carioca, que é impossível enumerá-las todas! Aqui ficam algumas sugestões espalhadas pela cidade:

Braseiro da Gávea

Praça Santos Dumont, 116 – nas proximidades da Lagoa Rodrigo de Freitas e do Jardim Botânico. Comida brasileira ‘gostosa’, o que é o mesmo que dizer ‘carne de qualidade grelhada no ponto e farofa deliciosa’.

Hachiko

Travessa do Paço, 10 – Centro da cidade. Comer sushi no Rio é quase obrigatório: o Brasil é talvez o país com mais restaurantes japoneses e sushimen, logo a seguir ao Japão. No Hachiko, o sushi de fusão é o que atrai a farta clientela, a par do serviço simpático.

Comuna

Rua Sorocaba, 585 – Botafogo. O Rio não escapou à febre revivalista do hambúrguer e este restaurante é uma escolha segura, situado numa casa antiga em pedra, numa zona de bares. Esta localização é perfeita, pois pode ir tomar ‘um drink’ a um dos bares da vizinhança, até que alguém do Comuna lhe ligue para o telemóvel a dizer que chegou a sua vez: devido à popularidade do restaurante, é inevitável um certo tempo de espera.

Pavão Azul

Rua Hilario de Gouveia – Copacabana. Para que não se vá embora do Rio sem tomar um “chopp”, sugerimos este restaurante, onde poderá acompanhar a cerveja gelada com petiscos de influência portuguesa, como as pataniscas – o nome que os cariocas dão aos nossos bolinhos de bacalhau.

Bar da Lage – Favela do Vidigal

Para um ambiente mais hipster e uma vista fantástica, recomendamos o Bar da Lage, na Favela do Vidigal, com ótimos petiscos e boa música. Como já dissemos aqui, não se assuste com o termo ‘favela’, este é um local agora tranquilo e para lá chegar aconselhamos o ‘mototáxi’ – uma experiência, no mínimo, diferente. Não se esqueça de regatear o preço da viagem dizendo, por exemplo, que já lá foi e lhe levaram menos dinheiro.

Muitas das refeições já estão incluídas nos programas de férias no Brasil da TopAtlântico. Saber mais aqui


Informações úteis para uma boa visita

Moeda

A moeda oficial do Brasil é o Real. À data deste artigo, o câmbio era de R$1 = €0,28

Fuso Horário

No Rio de Janeiro são 4 horas a menos do que em Lisboa.

Compras

Não faltam banquinhas de souvenirs, biquínis e acessórios de praia espalhadas pela cidade, mas se estiver a pensar em algo mais exclusivo, saiba que é em Ipanema que vai encontrar as lojas mais caras e prestigiadas, ainda que também seja nesta zona que se realiza, todos os domingos desde 1968, uma colorida e descontraída Feira Hippie.

Mas se há país que entende de shoppings é o Brasil. Pioneiro dos centros comerciais fechados (os primeiros datam da década de 60), no Rio de Janeiro os mais conhecidos são o Rio Sul, em Botafogo, ou o antiguinho Barra Shopping, na Barra da Tijuca, que continua a ser um dos maiores da América do Sul, com mais de 600 lojas.

Segurança

É verdade que o Rio de Janeiro não é a cidade mais pacata do mundo, e é fácil deparar-se com mestres em truques ‘pega-turistas’, mas não deve ser por isso que deve deixar de visitá-la ou fazê-lo de forma preocupada. Há que estar atento e seguir algumas regras:

  • não transporte consigo ou exiba objetos de valor
  • não abra a carteira no meio da rua e mantenha-a junto a si; quanto mais discreta melhor; evite mochilas e privilegie as pequenas bolsas de viagem, para guardar o dinheiro
  • ainda relativamente ao dinheiro, nunca ande com todo o dinheiro de uma vez e distribua-o por vários bolsos/bolsas
  • os telemóveis devem ser usados com parcimónia; sabemos que vai querer tirar fotografias com ele, o que até apresenta vantagens face a uma câmara fotográfica, pois é mais discreto e pequeno, mas não fique com ele na mão mais tempo do que o necessário
  • tente agir como um local, usando vestuário simples e informal;
  • durante a estadia, tenha consigo cópias dos documentos/passaporte e não os originais
  • Copacabana, sobretudo à noite, é menos seguro do que os Bairros de Ipanema e Leblon
  • evite o Centro Histórico aos sábados e domingos, pois como alberga o coração financeiro e os serviços da cidade, fica deserto ao fim de semana
  • tenha atenção aos preços cobrados por vendedores de praia e prefira os taxistas recomendados pelos hotéis ou restaurantes da cidade.

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