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Tudo sobre a saúde mental em Portugal

Fazemos um retrato da saúde mental no nosso País, que não é animador. Conheça ainda a lei que regula este setor da saúde.

Tudo sobre a saúde mental em Portugal
Cuide da sua mente!

O que é a saúde mental?

Em geral, entende-se por saúde mental o oposto de doença mental ou a ausência de psicopatologia, ou seja, um estado de saúde normal.

No entanto, para ter saúde mental não basta que haja ausência de sintomas psiquiátricos... É necessária a presença de capacidades e recursos para enfrentar as dificuldades da vida, e viver em bem estar psíquico, ou seja, com robustez mental.

Eis algumas das capacidades indicadoras de saúde mental:

  • fácil adaptação ao trabalho 
  • fácil estabelecimento de relações afectivas, estáveis e duradouras
  • resiliência
  • inteligência emocional
  • maturidade
  • autonomia

Uma pessoa com saúde mental sente-se bem, feliz, com alegria. Estes sentimentos subjetivos advêm do bem-estar conseguido através de mecanismos internos do organismo de autocontrolo.

 

Retrato da saúde mental em Portugal

O retrato da saúde mental em Portugal, traçado no mais recente relatório da Direção-Geral da Saúde, não é o mais animador. Assistimos ao aumento considerável do consumo de antidepressivos e a taxa de suicídios, sobretudo nas pessoas em idade ativa, está a crescer.

Portugal é, aliás, um dos países com maior prevalência de doença mental.

Numa entrevista ao jornal Expresso, o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro de Carvalho, sugere que os portugueses são mais vulneráveis ao sofrimento psicológico e afirma que a crise económica vivida nos últimos anos fez aumentar o desespero.

Desde 2012 que o consumo de psicofármacos como ansiolíticos, antidepressivos e antipsicóticos tem vindo a aumentar. Álvaro de Carvalho justifica estes números com especial atenção para a ineficácia dos medicamentos em algumas situações: “no caso das depressões por falta de dinheiro, de emprego, de capacidade de alimentar a família e os filhos, não há antidepressivo que resulte. Ou se deteta a tempo essas situações de depressão e as pessoas são internadas e têm um apoio efetivo que lhes permita ficar mais confortáveis na vida, ou então é muito difícil reverter esses processos de desespero”.

Uma das conclusões do estudo epidemiológico levado a curso no nosso país é a de que Portugal é dos países onde a depressão assume maior gravidade e em que o intervalo de tempo entre o aparecimento dos sintomas e o início do tratamento é mais elevado. Só 37% das pessoas com depressão maior, que é o que mais leva ao suicídio, tiveram uma consulta médica no primeiro ano da doença.

Estes e outros resultados estão disponíveis no relatório da Saúde Mental em números.


Lei da saúde mental

Existe uma lei, promulgada pela Assembleia da República, que estabelece os princípios gerais da política de saúde mental e regula o internamento compulsivo dos portadores de anomalia psíquica, designadamente das pessoas com doença mental.

Pode aceder à Lei aqui, de forma a informar-se sobre variadíssimos temas como os direitos e deveres do utente, condições para o internamento compulsivo e direitos e deveres do internado, condições de avaliação clínico‐psiquiátrica, entre outros.  


Procure ajuda!

Quando identificar algum sintoma de desiquilíbrio, menor controlo ou de um estado de espírito constantemente negativo, procure ajuda! Não há vergonha nenhuma nisso e existem imensos mecanismos e organismos que o podem ajudar a rapidamente encontrar uma solução para o seu caso. Quanto mais tempo deixar arrastar a situação, mais difícil é a resolução do problema.

A Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares é uma IPSS de utilidade pública com fins de saúde que visa desenvolver a sua atividade em todo o território nacional, por via da criação de Delegações ou Núcleos Distritais ou de estabelecimento de acordos de cooperação com entidades terceiras. Pretende abranger pessoas com o diagnóstico de Depressão (Unipolar), perturbação Bipolar e outras comorbilidades associadas, familiares, cuidadores, médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos de serviço social e outros profissionais da área da saúde mental.

Também a Encontrar.se é uma também uma Instituição Particular de Solidariedade Social, de utilidade pública, sem fins lucrativos, que surge da necessidade de desenvolver soluções para as dificuldades encontradas no desenvolvimento, implementação, avaliação e investigação de respostas adequadas às exigências próprias da reabilitação psicossocial das pessoas com doença mental grave. Dispõe de unidades de atendimento e tem sede no Porto.

No site Feliz Mente, encontra toda a informação sobre os vários distúrbios mentais existentes, dando-lhe conta das principais instituições de apoio a este tipo de doenças. A sua missão passa pela promoção da saúde e prevenção das perturbações mentais e do comportamento em adolescentes e jovens, através da melhoria da literacia em saúde mental.

Agora já sabe: não se feche em copas, partilhe o seu problema, a solução torna-se mais fácil!

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