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Seguro contra todos os riscos: o que cobre e para que serve

Apesar de ser menos usado do que o seguro obrigatório de responsabilidade civil, o seguro contra todos os riscos pode trazer vários benefícios. Saiba quais.

Seguro contra todos os riscos: o que cobre e para que serve
Este seguro é opcional, ao contrário do seguro de responsabilidade civil
  • Existe uma grande diferença entre o seguro contra todos os riscos e o seguro de responsabilidade civil.

seguro contra todos os riscos, conhecido também por seguro de danos próprios, dá ao cliente a possibilidade de ter uma cobertura mais completa do que o seguro normal de responsabilidade civil.

No entanto, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões refere que, apesar de ouvirmos falar em “seguros contra todos os riscos”, a verdade é que nenhum contrato de seguro cobre todos os riscos. Esta designação serve para quando alguém se refere ao seguro que também cobre os danos próprios, e consegue cobri-los quando os danos são sofridos pelo veículo seguro, mesmo nas situações em que o condutor seja o responsável pelo acidente.

O Instituto de Seguros de Portugal chegou mesmo a considerar a expressão “seguro contra todos os riscos” uma publicidade enganosa, pois nenhum seguro garante um cobertura total ao segurado.

Cobertura do seguro contra todos os riscos

As coberturas deste seguro variam de seguradora para seguradora, podendo incluir:

  • Danos à própria viatura (como riscos ou mossas);
  • Responsabilidade civil que cobre danos a terceiros;
  • Greves, tumultos e alterações de ordem pública;
  • Atos de vandalismo e terrorismo;
  • Colisão;
  • Choque;
  • Quebra isolada de vidros;
  • Roubo;
  • Furto;
  • Incêndio;
  • Raio;
  • Catástrofes naturais;
  • Capotamento;
  • Explosão;
  • Privação temporária do uso do veículo;
  • Veículo de substituição;
  • Assistência médica;
  • Assistência em viagem.

Preço do seguro contra todos os riscos

Cada segurador pode fixar os seus próprios preços, inclusive o do seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel. Existem alguns fatores que podem influenciar o preço do seguro, entre eles:

  • Idade do condutor;
  • Idade do veículo;
  • Número de anos da carta de condução.

Variação do preço do seguro

O preço do seguro contra todos os riscos pode ser atualizado uma vez por ano, na renovação do contrato, e costuma aumentar em função da ocorrência de sinistros que sejam da responsabilidade do segurado. Este também diminui por cada um ou mais anos sem sinistros.

Quando o preço aumenta, é referida uma penalização ou agravamento do prémio. Quando diminui, fala-se em bonificação ou bónus. No entanto, antes de alterar o preço, o segurador tem sempre de avisar o tomador do seguro.

Ter um seguro contra todos os riscos é um investimento que deve ser bem pensado. Uma das recomendações feitas ao interessado é que este realize simulações para saber que seguradora tem um preço mais em conta para a aquisição deste serviço. Existem ainda outros fatores a ter em conta, como por exemplo a zona onde o condutor ou dono do carro vive. Se viver num bairro problemático, poderá ser necessário proteger-se contra vandalismo e furto ou roubo.

Para que serve um seguro automóvel

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Apesar de poder ser considerado algo dispendioso para algumas pessoas, ter um seguro é sempre uma forma de garantir que o proprietário ou o condutor de um veículo não paguem indemnizações elevadas se ocorrerem prejuízos que envolvam a viatura, como no caso de ocorrer um acidente, por exemplo.

Esta é uma forma de proteger os interesses dos lesados, que têm direito a que os seus prejuízos sejam pagos quer o responsável pelo acidente tenha ou não condições financeiras para o fazer. É por isso que é obrigatório ter pelo menos seguro de responsabilidade civil dos veículos terrestres a motor e seus reboques.

O condutor ou proprietário que não tiver um seguro de responsabilidade civil encontra-se numa situação ilegal e corre o risco de ver o seu veículo apreendido e de pagar uma coima entre 500€ e 2.500€, sendo a falta do seguro considerada uma contra-ordenação grave. Se sofrer um acidente sem o referido seguro, pode ainda ser responsabilizado pelo pagamento das indemnizações devidas aos lesados.

Seguro contra todos os riscos ou de responsabilidade civil: qual escolher

Ter um seguro de responsabilidade civil é obrigatório e mais barato, ao contrário de um seguro contra todos os riscos, que é opcional, pode ser mais dispendioso e é mais indicado para quem tem uma viatura nova e quer uma cobertura extensiva. No entanto, este último seguro permite que se escolham coberturas adicionais às do seguro obrigatório e que normalmente não vêm incluídas neste.

De forma resumida, ter o seguro de responsabilidade civil é o mais comum e o mínimo exigido por lei, tornando-se assim imprescindível para conduzir na estrada. Este garante o pagamento das indemnizações por danos corporais e materiais causados a terceiros e também às pessoas transportadas, à excepção do condutor do carro, uma vez que é um seguro pensado para cobrir terceiros e não o condutor.

Já o seguro contra todos os riscos é mais completo, pois inclui as garantias e coberturas já referidas anteriormente, além de juntar ainda os danos que o carro possa vir a sofrer num acidente onde a pessoa possa ser culpada. No entanto, como é um seguro mais caro e opcional não existe ainda tanta adesão ao mesmo quando comparado com o seguro de responsabilidade civil.

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Cátia Tocha Cátia Tocha

Formada em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, onde concluiu Licenciatura e Mestrado, começou o seu percurso como jornalista na Rádio. Hoje, escreve sobre diferentes áreas e tem já alguns anos de experiência na escrita para meios online.

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