Publicidade:

Síndrome do choque tóxico: causas, sintomas e tratamento

A síndrome do choque tóxico é uma doença rara, mas grave. É importante conhecer as causas e os sintomas, de modo a contornar os seus efeitos colaterais.

Síndrome do choque tóxico: causas, sintomas e tratamento
É uma doença mais comum entre as mulheres

A síndrome do choque tóxico (SCT) pode ser causada por dois tipos de bactérias: Straphylococcus Aureus e Estreptococos do grupo A. À semelhança de muitas outras bactérias, também estas são inofensivas e encontram-se presentes nos organismos mais saudáveis, localizando-se nas axilas, nariz e vagina. A infeção ocorre quando estas mesmas bactérias entram na corrente sanguínea, produzindo toxinas perigosas.

Lauren Wasser é um dos casos mais mediáticos associados a esta infeção bacteriana. Em 2012, a modelo norte-americana começou a sentir-se febril, sem forças, acabando por sofrer um ataque cardíaco. Os sintomas foram-se agravando, levando Lauren a dar entrada no hospital, inconsciente e já com alguns órgãos em falência. Após vários exames, tendo o médico verificado que a modelo estava a usar um tampão, foi diagnosticada com síndrome do choque tóxico.

Como consequência da gravidade dos sintomas, e dado o estado avançado da doença, Lauren teve de amputar uma das pernas. Já no final do ano de 2017, teve de amputar também a outra. Desde então, Lauren Wasser continua a sua carreira de modelo, usando a sua notoriedade para alertar sobre os perigos de usar tampão por um período de tempo exagerado.

Síndrome do choque tóxico: tudo o que precisa de saber


O que é a síndrome do choque tóxico

síndrome do choque tóxico

Um dos riscos associados à síndrome do choque tóxico está relacionado com o uso de tampões, sobretudo durante mais horas do que as recomendadas.

Neste sentido, como forma de evitar esta síndrome, é importante não usar o mesmo tampão por mais de 8 horas seguidas e usar tampões com menor capacidade de absorção, para assim ter de trocar o mesmo com maior frequência. De todos os modos, a síndrome causada pelo uso de tampões é cada vez mais rara, sendo responsável por apenas 50% dos casos.

Apesar de ser mais comum entre o sexo feminino, esta doença também pode manifestar-se em homens e crianças. Nestes casos, a infeção bacteriana pode ocorrer no seguimento de uma intervenção cirúrgica como, por exemplo, operações ao nariz, à garganta, ou mesmo na consequência de queimaduras.

No entanto, esta continua a ser uma doença rara, uma vez que a maior parte das pessoas apresenta anticorpos suficientes para combater este tipo de infeção.

Principais sintomas

É importante realçar que os sintomas da síndrome do choque tóxico são muito semelhantes aos de uma gripe. Contudo, no caso da síndrome, os sintomas evoluem muito rapidamente, podendo ainda manifestar-se vários sintomas simultaneamente. Como tal, é importante conhecer os sintomas, de forma a garantir um diagnóstico atempado.

  • Febre alta;
  • Dores musculares;
  • Pressão arterial baixa;
  • Vómitos;
  • Diarreia;
  • Confusão;
  • Convulsões;
  • Desmaios;
  • Irritações cutâneas, semelhantes às queimaduras solares;
  • Falência hepática e renal.

Tratamento

síndrome do choque tóxico

Assim que desconfie que apresenta sintomas que vão ao encontro da síndrome do choque tóxico, e caso esteja a usar um tampão, a primeira medida de intervenção será substituir o mesmo por um penso higiénico. De seguida, deverá consultar o seu médico e informá-lo de que estava a usar um tampão.

Contudo, dependendo do quadro clínico, um dos possíveis tratamentos será recorrer ao uso de antibióticos. No entanto, uma vez que a infeção pode comprometer o funcionamento de vários órgãos, pode ser necessário complementar o tratamento com outras medidas como, por exemplo, soro, oxigénio ou mesmo hemodiálise.

Veja também:

Ana Araújo Ana Araújo

Natural do Porto, Ana Araújo é apaixonada por viagens e pela cultura espanhola, razão pela qual já viveu em três cidades espanholas. Licenciada em Ciências da Comunicação e Mestre em Marketing, possui experiência profissional de mais de oito anos, tendo estado sempre ligada à área dos conteúdos.