Sintomas de escarlatina: saiba como identificar esta doença

A escarlatina afeta mais crianças e adolescentes, com idades entre os 5 e os 15 anos. Aprenda a detetar esta doença e conheça o tratamento adequado.

Sintomas de escarlatina: saiba como identificar esta doença
Saiba como evitar a propagação desta doença altamente contagiosa

Conheças os sintomas de escarlatina, uma doença altamente contagiosa provocada por uma bactéria que afeta mais crianças e adolescentes entre os 5 e os 15 anos, ao causar-lhes uma infeção na garganta e manchas vermelho escarlate na pele.

A partir da adolescência, mais de 80% dos seres humanos já possuem anticorpos contra esta bactéria, o que faz com que a escarlatina seja pouco comum nos adultos.

Causas e sintomas de escarlatina

Causas

A bactéria que causa esta patologia chama-se Streptococcus pyogenes, e liberta uma toxina responsável pelo surgimento das manchas na pele e pela língua muito vermelha.

A escarlatina é muito contagiosa, pois apenas 12 horas após o indivíduo ter sido contaminado, este já pode transmitir a doença a outras pessoas, mesmo que ainda não sejam visíveis quaisquer sintomas no doente.

A infeção pode ser propagada de pessoa para pessoa através da tosse, do espirro e da saliva, pois são estas secreções expelidas pelo doente que contaminam quem o rodeia.

Se possível, deve evitar o contato com o indivíduo infetado e não deve partilhar o uso de copos ou talheres com o mesmo, além de toalhas, roupa de cama e roupa interior.

No entanto, a escarlatina nem sempre afeta todas as pessoas, pois só ocorre em cerca de 10 por cento das faringites causadas pela bactéria Streptococcus pyogenes. Nem todos os indivíduos são sensíveis às toxinas produzidas por essa bactéria, uma vez que tudo depende da maneira como cada sistema imunológico reage a essas toxinas.

Isto significa que é possível existir numa casa um irmão que desenvolva escarlatina, e outro que tenha apenas um quadro normal de amigdalite.

dor de garganta

Sintomas

Os sintomas da escarlatina surgem entre dois a quatro dias após o contágio, e começam por manifestar-se através de inflamação na garganta, febre alta e dores no corpo.

Depois aparecem as manchas de tom vermelho vivo, que costumam começar pelas zonas do pescoço e do peito até se espalharem pelo corpo todo. Estas tendem a durar mais de uma semana e, quando desaparecem, pode ocorrer uma descamação, principalmente nos dedos das mãos e dos pés, e também nas virilhas e axilas.

Conheça outros sintomas de escarlatina:

  • Dor de cabeça;
  • Febre alta;
  • Arrepios;
  • Náuseas e vómito;
  • Dor e infeção na garganta;
  • Língua inchada e avermelhada, com muitos pontinhos vermelhos;
  • Rosto e boca avermelhados;
  • Palidez em torno dos lábios;
  • Cor vermelha brilhante nas dobras da axila e virilha;
  • Inchaço nas mãos, nas pernas e nos pés;
  • Dor abdominal;
  • Dor muscular;
  • Mal-estar geral.

No caso das crianças, procure ajuda médica se o seu filho apresentar estes sintomas:

  • Glândulas inchadas, vermelhas e sensíveis na zona do pescoço;
  • Dificuldade em engolir saliva e alimentos;
  • Perda de apetite;
  • Febre alta (acima dos 38ºC);
  • Arrepios;
  • Vómitos;
  • Urina escura;
  • Manchas vermelho escarlate no corpo.

A criança poderá também ter os brônquios inflamados ou dificuldade em respirar, além de sentir dores nos ouvidos e fortes dores de cabeça, o que é por vezes confundido com sinusite.

A criança ou o adolescente não devem ir à escola caso venha a ser confirmado o diagnóstico de escarlatina, pois a possibilidade de contágio é elevada. O regresso só pode ocorrer cerca de três dias após o início do tratamento com antibiótico.

Tratamento da escarlatina

antibioticos

Para que seja feito o diagnóstico, o médico poderá pedir ao doente um exame físico e também que lhe descreva os sintomas que o mesmo tem tido.

Além de poder ser pedida a recolha de uma amostra de saliva para ser analisada em laboratório, também é comum a realização de um exame de sangue para que possa ser verificada a quantidade de glóbulos brancos existentes no plasma. Esta é uma forma de identificar se existe ou não uma infeção no organismo.

Se se comprovar que o seu filho sofre de escarlatina, o médico irá prescrever um antibiótico para tratar a infeção. Basta que este seja tomado para acabar com a doença e evitar outras complicações de saúde.

Recomendações para reduzir o desconforto da escarlatina

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Existem algumas medidas caseiras que podem ajudar a diminuir o desconforto desta doença, apesar de não a curarem, pois só o antibiótico indicado pelo médico o poderá fazer. Fique a par de algumas delas:

  • Beber muita água e outros líquidos como sumo de limão, laranja e toranja;
  • Comer alimentos moles ou líquidos quentes como sopa, chá, puré, fruta cozida, iogurtes, ovos mexidos e gelatinas, por serem fáceis de engolir e não piorarem a dor de garganta;
  • Usar alho nas refeições, pois é um alimento com propriedades anti-inflamatórias;
  • Beber chá de romã ou de cravo-da-índia, pois estes têm propriedades antibióticas e anti-inflamatórias;
  • Beber também chá de gengibre, que alivia náuseas e vómitos;
  • Colocar compressas frias ou uma toalha molhada com água fria na testa e nas axilas para ajudar a baixar a febre;
  • Passar chá de camomila ou de eucalipto na pele para aliviar o desconforto das manchas;
  • Passar também cremes hidratantes ou óleos na pele para a hidratar, de forma a evitar a sua descamação e reduzir a vermelhidão das manchas;
  • O ar deve ser humidificado para evitar irritações na garganta;
  • Não deve haver fumo de cigarro na casa, nem o cheiro de produtos de limpeza que possam causar irritação à garganta.

Possíveis complicações da escarlatina

É muito raro esta doença causar complicações mais sérias quando o tratamento é feito de forma adequada. No entanto, se isso acontecer, são estes os problemas que podem surgir:

  • Artrite;
  • Pneumonia;
  • Meningite;
  • Sinusite;
  • Febre reumática aguda;
  • Danos renais;
  • Osteomielite;
  • Hepatite;
  • Infeção no ouvido (otite média);
  • Inflamação de uma glândula ou abcesso na garganta;

Siga à risca as indicações dadas pelo médico para evitar estas complicações.

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Cátia Tocha Cátia Tocha

Formada em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, onde concluiu Licenciatura e Mestrado, começou o seu percurso como jornalista na Rádio. Hoje, escreve sobre diferentes áreas e tem já alguns anos de experiência na escrita para meios online.