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4 situações em que não deve pedir desculpa

Os pedidos de desculpa podem trazer grandes benefícios emocionais. Mas há situações em que não deve pedir desculpa. Fique a conhecer quais são e porquê.

4 situações em que não deve pedir desculpa
Pedir desculpa pode ser uma ação poderosa

Como seres humanos, é certo que ao longo da nossa vida vamos magoar ou ofender alguém. No entanto, nem sempre é fácil reconhecer os nossos erros e pedir genuinamente desculpa pelos mesmos. Apesar do reconhecimento dos erros ser importante, há situações em que não deve pedir desculpa.

O poder de um pedido de desculpa


Pedir desculpa demostra remorso relativamente a alguma ação que se teve ou a algo que se disse, e geralmente é um bom início para uma conversa mais elaborada, aliviando a tensão inicial. Tem a capacidade de desarmar os outros e evitar mais mal-entendidos.

Pedir desculpa não é apenas uma questão de delicadeza social. É um ritual importante. É uma forma de demonstrar respeito e empatia pela pessoa injustiçada, bem como uma maneira de reconhecer um ato que, se não fosse percebido, poderia comprometer o relacionamento.

Embora um pedido de desculpas não possa desfazer as ações prejudiciais cometidas no passado, quando é feito de forma sincera e eficaz pode desfazer os efeitos negativos das ações menos positivas.

No entanto, nem sempre é fácil pedir desculpa. Perceber que violamos a sensibilidade de outra pessoa pode ser inquietante e é preciso coragem para enfrentar a vergonha, aceitar as nossas limitações e assumir responsabilidades pelas nossas ações.

Não há motivo para sentir vergonha em admitir um erro cometido. Reconhecer as nossas falhas é um sinal de força e não de fraqueza.

o poder de um pedido de desculpa

Pedir desculpa é benéfico?


Sim! O pedido de desculpas abre a porta ao perdão e permite retomar a relação de empatia e confiança entre a pessoa que está magoada e quem infligiu esse dano.

Quando a pessoa que foi prejudicada recebe um pedido de desculpas sente maior bem-estar emocional, supera os sentimentos negativos e não fica presa ao passado. Por outro lado, quem pede desculpa vê os sentimentos de culpa diminuídos.

Contudo, os pedidos de desculpa não trazem sempre benefícios. Exagerar nos pedidos de desculpa pode ser contraproducente, fazendo com que o pedido de perdão soe menos sincero. Para além disso, há situações em que não deve pedir desculpa, nomeadamente quando somos excessivamente críticos connosco mesmos.

4 situações em que não deve pedir desculpa


1) Pedir desculpa devido à sua aparência: todos temos dias de maior cansaço, em que estamos menos produzidos; desde que não estejamos a falar de uma situação de descuido da imagem pessoal recorrente e não interfira com a imagem laboral cuidada que o nosso trabalho exige, todos temos direito a apresentar uma imagem mais relaxada e não faz sentido pedir desculpas por isso;

2) Pedir desculpa pela necessidade de desfrutar de tempo sozinho: todos temos diferentes necessidades de espaço e tempo pessoais; todos temos o direito de gozar tempo a sós e de expressar respeitosamente essa necessidade a quem nos rodeia;

3) Pedir desculpa por levantar questões e colocar dúvidas: ninguém é perfeito e ninguém possui conhecimento total sobre todos os assuntos; colocar questões e tirar dúvidas não deve abalar o nosso ego;

4) Pedir desculpa pelo comportamento de terceiros: não faz sentido pedir desculpa acerca de situações que estão fora do seu controlo; não peça desculpa nem se sinta culpado pelos erros dos outros; se sente culpa perante ações erradas que os outros têm para consigo, talvez seja importante pedir ajuda no sentido de trabalhar a sua autoestima e autoconfiança;

Para além destas circunstâncias, certamente existem outras situações em que não deve pedir desculpa. O critério é pedir desculpa quando claramente magoou alguém, violou alguma regra ou fez algo que sabia ser errado.

Pedir desculpa por algo que não é responsável só irá reforçar sentimentos de baixa autoestima e banalizar o ato de pedir perdão.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!