Teste-drive Hyundai Tucson: pronto para fazer frente à concorrência

O novo Hyundai Tucson tem tudo para fazer frente aos concorrentes Nissan Qashqai e Volkswagen Tiguan. Descubra porquê.

Teste-drive Hyundai Tucson: pronto para fazer frente à concorrência
SUV compacto da marca sul-coreana

O novo Hyundai Tucson, que chegou a Portugal no final do ano passado, já é o modelo da marca sul-coreana com mais peso nas vendas. Depois de termos passado alguns dias ao volante deste SUV médio da Hyundai, podemos afirmar com segurança, que é uma proposta forte e bem estruturada da marca para o segmento dos SUV compactos.

O que faz então do Hyundai Tucson um SUV compacto de sucesso? Em termos estéticos, está elegante ao mesmo tempo que mantém o aspeto de todo-o-terreno, razão que o levou a receber alguns prémios atribuídos pela indústria automóvel.

À primeira vista destaca-se uma linha de cintura elevada, uma grelha hexagonal na dianteira e os faróis esguios que retratam a nova identidade adotada pela Hyundai. Reparámos que por onde passamos, o Tucson deu nas vistas, até porque os SUV estão na moda. Já em termos de eficiência, a marca sul-coreana não se poupou e fez uma revisão geral.

Materiais de qualidade no interior do Hyundai Tucson

Interior do Tucson

A Hyundai apostou em grande na qualidade e tecnologia. A disposição dos comandos está mais ergonómica e o espaço interior melhorou. No global, o Hyundai Tucson é maior que o antecessor IX35: mais 65 milímetros de comprimento, mais 30 milímetros de largura e, uma maior distância entre eixos (30 milímetros). Só para ter uma ideia, o Tucson tem mais espaço no banco traseiro que o concorrente crossover Nissan Qashqai.

No habitáculo notámos a abundância de materiais suaves ao toque, poucos plásticos e um design de muito bom gosto, o que cria um ambiente elegante bem agradável. Em termos de conforto, o Tucson recebe com muito espaço três adultos nos bancos traseiros ou mesmo dois adultos e uma cadeira de bebé (como foi o nosso caso). Neste parâmetro não houve queixas, muito pelo contrário. Espaço e conforto são itens que não faltam no Hyundai Tucson.

Condução ágil

Tucson em estrada

Durante os dias em que decorreu o ensaio, o comportamento do Tucson foi sempre seguro, conseguindo manter um bom controlo dos movimentos da carroçaria, e até em curvas feitas com alguma velocidade este SUV compacto esteve à altura. Mas tal como os seus concorrentes, o Tucson está mais adequado para estrada do que para o todo-terreno.

É um modelo claramente familiar e com todas as facilidades necessárias para que as tarefas diárias sejam realizadas sem que nos apercebamos que estamos ao volante de um SUV.

No que diz respeito à segurança, a marca sul-coreana não olhou a gastos. A marca avança que a estrutura do Tucson está mais rígida, devido aos aços de ultra-elevada resistência que, apesar de fazerem parte do anterior IX35, no Tucson foram reforçados.

O Tucson vem equipado com a maior parte dos mais inovadores sistemas de segurança e apoio à condução, que funcionam na perfeição e permitiram sempre que o ensaio decorresse sem problemas. Para estacionar o Hyundai Tucson, além da boa visibilidade para o exterior, contámos ainda com a câmara traseira.

Motor eficiente

Motor do Tucson

A versão de base do Hyundai Tucson conta com o motor de 141 cavalos do 1.7 CRDi, associado a uma caixa manual de seis velocidades. Pelas nossas mãos passou a mesma versão 1.7 CRDi Executive DCT, com 5 portas (diesel) mas com caixa de velocidades automática.

O motor do Tucson não desiludiu, apesar de demorar 13,7 segundos dos 0 aos 100 km/h, o que até parece muito, mas não nos podemos esquecer que estamos a falar de um SUV compacto. No global, o Hyundai Tucson mostrou sempre vigor e baixas rotações.

Em termos de consumos, ficámos bem satisfeitos. O Hyundai Tucson que conduzimos fez uma média de 6 l/100 km, em percursos combinados que incluíam cidade, autoestradas e vias rápidas a velocidades constantes.

Se prefere motores a gasolina, a marca sul-coreana disponibiliza o motor 1.6 GDi Creative Plus, 5 portas com caixa manual ou automática, e a motorização 2.0 CRDi, com 136 cavalos ou 186 cavalos, havendo a opção de 4X2 e 4×4.

Existem três tipos de versões de equipamentos específicos. A versão Executive – aquela que conduzimos – tinha teto panorâmico, sistema de navegação com ecrã tátil de 8 polegadas, iluminação interior LED, sensores de estacionamento, de chuva e de luminosidade e jantes de liga leve de 17 polegadas.

No pack de segurança – um extra que fica por 600 euros – destacam-se alguns sistemas de segurança como o assistente de ângulo morto, assistente de manutenção na faixa de rodagem (com intervenção na direção), travagem de emergência e cruise control adaptativo.

Frente do Tucson

Esta é a terceira geração deste modelo, depois da Hyundai ter deixado cair o nome IX35. Na nossa opinião o Hyundai Tucson tem bons argumentos para se tornar num dos principais SUV compactos da indústria automóvel na Europa.

Uma última nota para alertar que, devido à altura dianteira do novo Hyundai Tucson, este SUV  paga classe 2 nas portagens portuguesas. Portanto, se este modelo faz parte da sua lista de possíveis carros a comprar adquira o serviço de Via Verde para pagar Classe 1.

FICHA TÉCNICA Hyundai Tucson 1.7 CRDi 115 CM6 Executive

    • Motor: 4 cilindros em linha, posição transversal, injeção direta, turbo, intercooler
    • Combustível: Diesel
    • Cilindrada (cc): 1685
    • Potência máxima (cv (kW)/rpm): 141 (104)/4.000
    • Binário máximo (Kg.m (Nm)/rpm): 340 / 1,250~2,750
    • Transmissão: 7 velocidades automática
    • Consumo urbano (ℓ/100km): 5.4
    • Consumo extra Urbano (ℓ/100km): 4.7
    • Consumo combinado (ℓ/100km): 4.9
    • Emissões CO2 – combinado (g/km): 129
    • Velocidade máxima (km/h): 185
    • Volume da bagageira (ℓ): 488/513 (bancos na posição normal – com pneu de socorro/com kit de reparação); 1478/1503 (bancos rebatidos – com pneu de socorro/com kit de reparação)
    • PVP versão base (gasolina): 28.755,10€
    • PVP versão ensaiada (diesel): 37.842,11€

 

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