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Trabalhadores independentes: erros frequentes

É comum que os trabalhadores independentes cometam alguns erros que podem ser evitados. Para tal, é preciso que se informem bem sobre o seu regime.

Trabalhadores independentes: erros frequentes
Evite estes erros que lhe podem custar muito dinheiro

Se é trabalhador independente, convém ter em atenção vários factores que podem ajudá-lo à organização da sua contabilidade. Parecendo que não, o regime de trabalhador independente tem regras específicas que é fundamental que perceba. Quando chega a altura de entregar o IRS, é tempo de reunir toda a informação e perceber se está tudo pronto para correr da melhor forma. Infelizmente, em alguns dos casos, há erros que podem deitar a perder muito dinheiro quando fechadas as contas. 
Saiba quais os erros mais frequentes que os trabalhadores independentes cometem.
 

5 erros que não pode cometer:

 

1. Não sabe se está isento da cobrança de IVA? Não fique na dúvida

O facto de se ser trabalhador independente, não faz com que deixe de ser obrigatório cobrar IVA aos clientes, antes pelo contrário! Uma das principais obrigações é precisamente a cobrança de IVA às empresas para as quais trabalha pela prestação do serviço. No entanto, há algumas excepções.
 
Quando é que estou isento da cobrança de IVA?
Um trabalhador independente está isento da cobrança de IVA se tiver registado no ano anterior um volume de negócios igual ou inferior a 10 mil euros.
 

2. Mau preenchimento do recibo electrónico

Outro dos erros mais frequentes  é o mau preenchimento do recibo electrónico. Os trabalhadores independentes que estão isentos de cobrar IVA, quando preenchem o recibo electrónico devem indicar qual é o artigo do código do IVA referente à sua isenção. O mau preenchimento deste ponto é frequente porque além da isenção de cobrança prevista no artigo nº 53, pode existir também isenção para os trabalhadores cuja profissão também os faz estar isentos, como é o caso dos médicos ou enfermeiros. Informe-se sobre as profissões isentas no Portal das Finanças.
 

3. Falta de informação sobre o enquadramento na segurança social

Grande parte das pessoas que trabalha a recibos verdes não está bem informada sobre esta matéria, mas a verdade é que podem solicitar junto da segurança social uma redução do seu enquadramento. Isto significa que podem pedir para reduzir o escalão de base de incidência contributiva, o que faz com que diminua a factura dos descontos para a segurança social. Informe-se bem sobre esta questão e recupere algum dinheiro.
 

4. Juntar faturas ao longo do ano desnecessariamente

Este é um erro muito comum entre os trabalhadores que têm o regime simplificado. O erro passa precisamente por irem recolhendo facturas ao longo do ano que estão ligadas à sua actividade e que supostamente pensam que podem ser abatidas na declaração de IRS. É importante saber que só os trabalhadores independentes que estão abrangidos pelo regime da contabilidade organizada é que podem deduzir as despesas consequentemente da sua actividade.
 

5. Não envio da declaração periódica de IVA

Não caia neste erro, mesmo que não tenha passado qualquer recibo. Qualquer trabalhador independente tem de enviar a declaração periódica de IVA, documento este que permite dar conhecimento à Autoridade Tributária dos valores cobrados aos clientes na prestação de serviços. Mesmo quando não passa recibos, se mantiver a actividade aberta deverá continuar a enviar a declaração periódica de IVA.
 
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