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Trabalhar a recibos verdes: compensa?

Mas afinal de contas, trabalhar a recibos verdes compensa ou não? Apresentamos algumas vantagens e desvantagens.

Trabalhar a recibos verdes: compensa?
São muitas as pessoas que trabalham a recibos verdes, seja por opção ou por falta dela.

São muitas as pessoas que se encontram a trabalhar a recibos verdes. Os recibos verdes não são um tema novo no E-Konomista.pt. Já por diversas vezes aqui falamos sobre as características deste “vínculo” entre trabalhador e empregador e até sobre o perfil do chamado trabalhador independente.
 
A crise económica em muito contribuiu para que esta forma de colaboração acabasse por ganhar maior destaque no mundo laboral.
 
Em Portugal, só no início de 2014 contavam-se mais de 800.000 portugueses a trabalhar a recibos verdes, onde a relação entre os direitos e deveres do trabalhador e do empregador nem sempre é a mais equilibrada. Por isso quando se questiona se compensa ou não trabalhar a recibos verdes, isso pode levantar várias questões.
 

Trabalhar a recibos verdes: sim ou não?

Bem, a resposta é a esta questão depende muito da profissão ou área de atividade de cada profissional, ou até dos tipo de vínculo que o profissional pretenda estabelecer com a entidade empregadora.
 
Senão vejamos, um trabalhador a recibos verdes (em teoria) deve deter apenas um acordo para prestação de serviços para uma ou várias entidades, emitindo um recibo a cada uma dessas entidades.
 
Se deve ou não trabalhar a recibos verdes isso depende obviamente de si. Para quem pretenda, por exemplo, ter liberdade total em termos profissionais e/ou exercer atividade em regime de freelance, os recibos verdes são a opção viável; para quem, pelo contrário, procura uma relação mais segura com a entidade empregadora, não será de todo o caso.
 

Compensam quando...

Ainda que não sejam (de longe!) a forma mais aconselhável de ligação laboral, nem tudo é mau nos recibos verdes. Para quem agora se inicia “nestas andanças” até pode ter as suas vantagens, mas apenas durante o primeiro ano. Ou seja, os chamados trabalhadores independentes que “abram atividade” pela primeira vez ficam isentos de fazer os descontos para a Segurança Social no primeiro ano, permitindo-lhe auferir uma parte considerável do seu salário.
 
Além destes casos, pode também ser “vantajoso” se falarmos de uma forma de colaboração extraordinária ou suplementar ao seu trabalho habitual. Um freelance, na verdadeira aceção da palavra.
 
E finalmente, compensa se os pressupostos estabelecidos para este tipo de vínculo forem efetivamente respeitados. A título de exemplo, um trabalhador independente caracteriza-se por não estar obrigado ao cumprimento de horários e pela ausência de posto de trabalho, ou ainda por não responder hierarquicamente ou não ter vencimento fixo. O problema é quando o perfil é invertido e “corrompido”.
 

Não compensa quando…

Pegando já no ponto anterior, não compensa se pensarmos que ao trabalhar a recibos verdes os trabalhadores lhes veem negados vários direitos, nomeadamente, a de trabalharem segundo os princípios legais estabelecidos. 
 
E esta situação agrava-se quando ao invés de trabalhar a recibos verdes e preencher os requisitos de trabalhador independente, falamos dos “falsos recibos verdes”
 
Infelizmente, esta é a realidade mais comum quando se fala de trabalhar a recibos verdes. São muitas as empresas que optam por recrutar novos colaboradores – a tempo inteiro – mas que se refugiam nos recibos verdes para negligenciarem os seus deveres para com os trabalhadores. Senão repare, para quem trabalha apenas para uma entidade, a tempo inteiro e obedece às mesmas regras internas de um funcionário contratado, as vantagens ficam apenas do lado de quem emprega; já que ao trabalhador são negados direitos como por exemplo os subsídios de férias ou refeição.
 

Informe-se e tome uma decisão ponderada

Apesar da situação atual do mercado de trabalho, isso não deve ser desculpa para lhe serem negados os seus direitos básicos enquanto trabalhador. 
 
Antes de aceitar trabalhar a recibos verdes informe-se devidamente sobre os seus direitos e deveres e, claro, questione a sua entidade empregadora para saber exatamente o que pretendem de si enquanto prestador de serviços.
 
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