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Trabalhar no fim de semana: sim ou não?

Se está com dúvidas sobre se deve ou não aceitar trabalhar no fim de semana, veja o que ter em conta na hora da decisão.

Trabalhar no fim de semana: sim ou não?
Deve ou não aceitar?

Deve ou não trabalhar no fim de semana? Se há para quem a questão nem tão pouco se coloque, há também quem “enfrente” este dilema.  Se há quem trabalhe durante os fins de semana e não veja problema nisso, há quem opte por não o fazer. E depois há também quem não tenha outra opção.

A questão, como vê, não tem uma resposta unânime ou 100% correta. De facto, há várias questões a considerar antes de tomar a sua decisão. Aqui ficam algumas.
 

Sim ou não?

Sim e não. Antes de mais convém analisar os parâmetros do trabalho ao fim de semana. Ou seja, se falarmos de um emprego que implique trabalho por turnos, inclusivamente ao fim de semana, esse pressuposto já estará à partida definido.
Já se falarmos de um emprego com horários de trabalho definidos de segunda a sexta, entre – digamos – as nove e as seis, há que pensar bem antes de aceitar trabalho adicional ao fim de semana, apenas porque acha que tem que trabalhar no fim de semana. Senão repare. Neste segundo caso, esses dois dias serão os seus dias de descanso e terá que pensar duas vezes antes de decidir sacrificá-los. Ficar em casa a trabalhar pode não ser a melhor opção, principalmente se esses são os únicos dias de que dispõe para descansar e passar algum tempo de qualidade com a sua família e/ou amigos.

Se apenas trabalha ao fim de semana por ser viciado em trabalho, talvez seja melhor ler as nossas dicas para relaxar e aprender com o exemplo dos profissionais mais produtivos e que não prescindem do fim de semana.

Mas nem sempre é possível recusar. Nesses casos importa conhecer os seus direitos legais.

 

O que diz a lei…

Se o trabalho implica a deslocação ou presença (seja para o local de trabalho habitual ou outras instalações) deve ainda ter em consideração o cumprimento dos requisitos legais.

O Código do Trabalho define os termos do pagamento de trabalho suplementar. Antes de mais importa entender este conceito de trabalho suplementar. São as, usualmente, chamadas horas extras. Estas são apenas permitidas quando a empresa se depara com uma carga de trabalho acrescida. Ainda que o trabalho não possa recusar-se a cumprir as suas funções pode, no entanto, (e de acordo com os termos estabelecidos no contrato de trabalho) ter direito ao pagamento de uma compensação financeira, que segundo o artigo 268º, aos fins de semana deve ser pago a “100 % por cada hora ou fração, em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, ou em feriado”. O mesmo artigo refere ainda que é “exigível o pagamento de trabalho suplementar cuja prestação tenha sido prévia e expressamente determinada, ou realizada de modo a não ser previsível a oposição do empregador”.

A lei estabelece ainda que caso o trabalhador não usufrua do seu dia descanso por motivos de trabalho tem os três dias úteis seguintes para compensar essas horas, podendo ainda – nesses mesmo três dias úteis - gozar de um dia de descanso se trabalhou horas extras a um domingo.

 

Aceitar ou não aceitar?

Como dissemos o tema estará longe de reunir o consenso. Cada profissional terá a sua opinião sobre o assunto. E você o que pensa?


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