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Trabalho para desempregados: algumas possibilidades

Procura ativa de emprego, voluntariado, estágios e trabalho socialmente necessário: algumas realidades que ocupam muitos desempregados.

Trabalho para desempregados: algumas possibilidades
Opções para quem se encontra atualmente desempregado

Estar desempregado, principalmente durante um longo período de tempo, pode motivar sentimentos de culpa, frustração, ansiedade, insegurança, diminuição na autoestima ou até mesmo depressão. Diante de cada uma destas realidades, nem sempre é fácil gerir as emoções, planear o orçamento familiar ou, ainda, estabelecer metas a médio e longo prazo. Por isso lhe apresentamos algumas soluções de trabalho para desempregados.

Algumas estratégias podem contribuir para se manter pró-ativo, motivado e confiante: evite isolar-se dos seus familiares, mantenha ativa a sua rede de contactos profissionais, tente estabelecer novos contactos, realize atividades físicas com regularidade ou outras atividades lúdicas para permanecer dinâmico e bem-disposto, mantenha-se informado acerca do mercado de trabalho e promova momentos de convívio com os seus amigos.

Perante uma situação de desemprego, há obviamente múltiplos cenários possíveis para continuar a manter-se ativo. Neste artigo, apresentamos algumas ocupações e opções de trabalho para desempregados.


4 soluções de trabalho para desempregados


Procura ativa de emprego

Para um desempregado, procurar emprego revela-se frequentemente uma ocupação a tempo inteiro, com características semelhantes, em muitos aspetos, a um emprego no sentido tradicional. De facto, muitos desempregados atribuem um horário de trabalho fixo para todas as tarefas relacionadas com a procura ativa de emprego (por exemplo, oito horas diárias de segunda a sexta-feira) e definem objetivos específicos para cada dia ou para cada semana.

De entre as tarefas comuns a tantos desempregados, destacam-se as seguintes: a inscrição no Centro de Emprego e a obtenção de um subsídio (quando for aplicável); a redação ou atualização do Curriculum Vitae (em Português e, muitas vezes, em Inglês ou noutra língua estrangeira) e a organização de todos os documentos anexados ao CV; a elaboração de uma ou várias Cartas de Apresentação, assim como a organização de referências e recomendações.

Inclui-se, além destas tarefas: a pesquisa regular de ofertas de trabalho (divulgadas em diversos portais); candidaturas espontâneas, formais ou informais a anúncios de emprego; a inscrição em empresas de recrutamento; a preparação para entrevistas de emprego (pesquisa prévia, deslocações, antecipação de perguntas) ou a pesquisa sobre a criação do próprio emprego.
 


Atividades de voluntariado

Ser voluntário pode ser uma experiência enriquecedora, independentemente de se está empregado, desempregado, a atravessar um processo de reconversão profissional ou reformado.

O espírito do voluntariado apoia-se na solidariedade, na entreajuda, na gratuidade e na disponibilidade para colaborar. É uma oportunidade para conviver, combater o isolamento, ajudar outras pessoas e contribuir para o seu bem-estar. Ganhar experiência numa determinada área ou aumentar a sua rede de contactos.

O voluntariado não é, evidentemente, uma atividade remunerada, mas antes um compromisso desinteressado. No entanto, alguns projetos de voluntariado atribuem ajudas de custo aos elementos que integram as suas equipas (como, por exemplo, ajudas relativas ao alojamento, ao transporte e às refeições).
 


Trabalho socialmente necessário

O trabalho socialmente necessário abrange atividades realizadas por desempregados que estejam, obrigatoriamente, inscritos nos Centros de Emprego. São atividades de caráter temporário que visam satisfazer necessidades sociais ou coletivas e que podem ser prestadas em entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos. Desta forma, os contratos não podem ter uma duração superior a 12 meses.

Estas atividades procuram promover o contacto de desempregados com outros trabalhadores, evitar o seu isolamento, mas também combater a desmotivação e a marginalização que frequentemente os afeta. Ao mesmo tempo, procuram apoiar atividades que sejam socialmente úteis e relevantes, nomeadamente a nível local ou regional.

Foram criadas duas possibilidades de trabalho para desempregados: o Contrato Emprego-Inserção, para desempregados subsidiados, e o Contrato Emprego-Inserção+, para desempregados beneficiários do RSI (Rendimento Social de Inserção).

Os beneficiários prioritários são: pessoas com deficiência e incapacidades; desempregados (quer de longa duração, quer com idade igual ou superior a 55 anos); ex-reclusos ou pessoas que cumpram pena em regime aberto. Têm direito a uma bolsa mensal complementar ou uma bolsa de ocupação mensal.
 


Estágios IEFP

Existem ainda três modalidades de estágio IEFP, para desempregados, que pretendem proporcionar experiências de formação prática em contexto de trabalho e facilitar a inserção profissional.
 
  • Estágios Emprego: destinam-se, maioritariamente, a jovens entre os 18 e os 30 anos (ou com idade superior a 30 anos, caso tenham obtido uma qualificação há menos de três anos e não tenham exercido qualquer atividade profissional nos últimos 12 meses);
  • Estágios Reativar: destinam-se a desempregados com idade mínima de 31 anos. Não podem ter sido abrangidos por alguma medida de estágios financiada pelo IEFP nos últimos 3 anos;
  • Estágios não-financiados: organizados e promovidos por entidades empregadoras, sem recurso a qualquer financiamento público.

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