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Usar facebook no trabalho: correto ou não?

Sabia que o facto de usar facebook no trabalho pode conduzir a processos disciplinares e até mesmo despedimentos? Como controlar o uso das redes sociais?

Usar facebook no trabalho: correto ou não?
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Será que pode ser demitido por usar facebook no trabalho? Sim, a atividade nas redes sociais pode levar a problemas sérios para um funcionário de uma empresa – seja por utilizar durante o horário laboral, ou por utilizar a rede para comentar sobre a empresa.

Se, por um lado, há quem defenda que, dependendo do contexto, podem até ser úteis para a empresa os contactos estabelecidos e a promoção de bens e serviços, há também quem pense exatamente o contrário. Certo é que os processos disciplinares e os despedimentos por uso indevido do facebook, relacionado ao trabalho, estão a aumentar a olhos vistos.

O que pode acontecer ao usar facebook no trabalho?


usar facebook no trabalho

Despedimentos baseados em comentários depreciativos

Há empresas que, para justificar uma demissão, se têm baseado em comentários depreciativos que os seus funcionários fazem sobre a mesma no facebook. Têm mesmo sido reportados casos em que trabalhadores são despedidos porque criticaram, nas redes sociais, aspetos que consideram negativos na empresa em que trabalham ou porque classificaram a mesma de forma negativa.

Estes despedimentos são considerados por justa causa.

Poderá haver lugar para processos judiciais?

Na verdade, há casos em que as empresas colocam processos judiciais a funcionários por ofensa às mesmas. Cada vez mais, conhecemos situações de empresas que apresentam queixa pela prática de crimes de difamação ou quebra de sigilo profissional no facebook.

A empresa considera que estes funcionários colocam em causa a  sua credibilidade e nome junto dos mercados e público. Contudo, na maior parte dos casos, estas situações costumam ser resolvidas por meio de um acordo, não se chegando ao litigioso.

Existem mesmo retaliações?

Já foram reportados casos em que, depois de descobrirem o que os seus funcionários andavam a comentar nas redes sociais, algumas empresas retaliaram e perseguiram os funcionários no facebook – até os fazerem sentir obrigados a despedir-se, procurando livrar-se de responsabilidades em termos de direitos a pagar.

É ético ser despedido por usar facebook no trabalho?

Cada caso é, obviamente, um universo particular. Poder-se dizer que alguns trabalhadores podem ter a intenção de boicotar efetivamente a sua empresa no facebook. Por outro lado, casos haverá em que este controlo do que os trabalhadores fazem nas redes sociais pode ser considerado abusivo. Cada situação terá, pois, de ser analisada individualmente.

Algumas dicas para usar facebook no trabalho


  • Se tiver dúvidas, converse com o seu superior diretamente e explique as razões pelas quais seria necessário usar o Facebook no trabalho sem causar qualquer problema;
  • Use a hora de almoço para verificar a sua página pessoal;
  • Se pretender aceder à sua página de facebook no trabalho, faça-o de forma discreta, recordando-se de que todos os acessos da empresa são controlados. Uma boa ideia será restringir o acesso das suas publicações, para que só amigos possam vê-las;
  • Evite conversas muitos pessoais no chat e não clique em nenhum link da sua cronologia, pois pode prejudicar os recursos da empresa;
  • Estabeleça um tempo limite para uso do Facebook, pois este pode ser uma grande distração. Coloque, por exemplo, um lembrete, para saber que é hora de voltar ao trabalho.

A verdade é que deverá sempre ter especial cuidado em usar facebook no trabalho, particularmente se essa não for a cultura praticada pela sua empresa. Desta forma, esteja bem informado sobre as regras do local onde trabalha e use o facebook apenas quando e se permitido, e de forma cuidadosa, para evitar problemas que possam advir desse uso.

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Catarina Mesquita Catarina Mesquita

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Ingleses, Pós-Graduada em Linguística Portuguesa e Mestre em Estudos Portugueses Multidisciplinares, possui experiência de mais de quinze anos ao serviço da educação, da tradução e da escrita.