ZeroPhone: a base para fazer o seu próprio telemóvel

O ZeroPhone é um telefone móvel que (quase) qualquer pessoa pode fazer em casa. Basta ter os matérias certos. Saiba como.

ZeroPhone: a base para fazer o seu próprio telemóvel
Tem como base o Raspberry Pi Zero e custa 50 euros

O ZeroPhone é um desafio aliciante tanto para aquelas pessoas que gostam de criar “coisas” pelas próprias mãos como para os curiosos que querem fazer algo verdadeiramente inovador pela primeira vez. Fazer um telefone móvel em casa deixou de ser algo muito complicado. E só custa 50 euros. Quer experimentar?

ZeroPhone tem como base o Raspberry Pi Zero

O projeto nasceu das mãos de um grupo de programadores e tem como base o Raspberry Pi Zero – daí o nome de ZeroPhone. A versão “zero” do famoso “mini computador” custa apenas 5 dólares e, por isso, é natural que o telefone móvel também fique bastante em conta para muitas carteiras.

componentes zero phoneFonte da imagem: Raspberry Pi

O grande problema é que as diversas placas e componentes têm vindo a escassear no mercado devido à intensa procura de que tem vindo a ser alvo nos últimos tempos para projetos que têm por base o open source.

No que é que o ZeroPhone e vários projetos similares se destacam? Há, essencialmente, várias vantagens associadas à sua construção. Em primeiro lugar, são smartphones construídos inteiramente pelo utilizador. Aumentam a privacidade e não obrigam o utilizador a qualquer fidelização a operadoras ou fabricantes. Por outro lado – e este é o aspeto menos positivo – tendem a ser smartphones esteticamente pouco atraentes e que dificilmente se poderão ver pelas ruas.

Outra das grandes vantagens reside no facto de o utilizador poder escolher o hardware e o software que pretende utilizar e, consequentemente, as apps que gostava de correr no smartphone. O que é que isto permite? Que um utilizador bem mais experimente possa criar apps só para usufruto pessoal.

Como se constrói o ZeroPhone?

O ZeroPhone permite que o utilizador adicione um modem 2G (que se pode substituir por um 3G), um módulo Wi-Fi, saída HDMI e de áudio, uma porta USB, um teclado numérico e um pequeno ecrã de 1,3 polegadas.

É este o hardware com que o Zero Phone é construído. Claro que o utilizador pode sempre melhorar alguns dos componentes, pese o facto de haver algumas limitações óbvias da própria placa que está na base de tudo, mas a imaginação poderá fazer deste equipamento muito mais que o ponto de partida. O modem pode ser melhor, o ecrã também pode ser mais moderno, tudo depende da vontade e das intenções de quem o constrói.

Após a construção, o ZeroPhone poderá servir para fazer e receber chamadas, trocar mensagens e ainda executar pequenas aplicações escritas em Python (outras línguas podem ser adicionados no futuro).

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Nuno Margarido Nuno Margarido

Jornalista formado pela Universidade de Coimbra, assume-se uma pessoa curiosa e até a mais simples engrenagem ou linha de código o fascina. Os seus interesses dividem-se por vários mundos, com destaque para a tecnologia, o gaming, o vídeo, a fotografia e o cinema.