Alterações de custos nas contas CGD a partir de setembro

Alterações nas contas CGD: novos critérios para isenção de comissões nas contas à ordem. Saiba quais são as novas condições para particulares.

Alterações de custos nas contas CGD a partir de setembro
Conta-ordenado deixa de isentar manutenção de conta

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai alterar o preçário e as condições de isenção de manutenção de conta de clientes particulares ligados a contas à ordem com caderneta e à ordem com extrato e ter conta-ordenado já não é suficiente para evitar o pagamento destes custos. As alterações às contas CGD entram em vigor a partir de setembro.

As alterações assentam na eliminação de dois critérios de isenção da comissão de manutenção. Um está ligado às contas com contrato Caixaordenado – limite de crédito negociado, “desde que um dos titulares seja Cliente Mais”, e o outro que diz respeito às contas com contrato de Mesada Certa – limite de crédito negociado.

O banco público fez saber da alteração ao preçário, através do site CGD, que só os clientes que domiciliarem o rendimento e mantiverem cartões de débito e crédito associados à conta, ambos com utilização nos últimos três meses, é que ficam isentos de pagar esta comissão a partir do dia 1 de setembro.

Ainda de acordo com as informações da CGD, sobre as alterações contas CGD, ficam também isentas de manutenção as contas à ordem “em que o primeiro titular tenha mais de 65 anos e crédito de pensão/reforma inferior a uma vez e meia o salário mínimo nacional, em vigor no início do ano”.

O banco do Estado refere ainda que estas novas alterações surgem num contexto de subida das comissões, à semelhança de outros bancos, para tentar recuperar margem financeira.

Já em abril passado, a CGD subiu os preços, afetando a utilização de cheques, cartões e transferências interbancárias. Numa altura que está a fechar agências e a apostar mais na banca online, o banco passou a cobrar um euro para atualizar a caderneta da CGD ao balcão.

O presidente executivo do banco público, Paulo Macedo, na apresentação dos resultados trimestrais em maio, salientou que a CGD tem de aumentar as comissões em 100 milhões de euros, até 2020, para cumprir o plano acordado com a Comissão Europeia. Também afirmou, na mesma altura, que não seria o banco do Estado a praticar o preçário mais caro do mercado.

Em 2016, a CGD encaixou 349,5 milhões de euros com comissões líquidas, valor que representou uma subida marginal face ao ano anterior.

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