Banca - determinante para pedido de ajuda externa

A falta de liquidez da banca foi o principal factor para o pedido de ajuda externa e segundo alguns economistas as medidas de austeridade tomadas até agora não são nada à beira do que o FMI irá fazer depois de injectar capital para Portugal.

Banca - determinante para pedido de ajuda externa

Apesar de peremptório na sua decisão de não recorrer à ajuda externa, o primeiro-ministro depois de se ver perante o fim do crédito da Banca ao Estado, não teve opção senão recorrer ao apoio financeiro externo.

Foi a falta de liquidez dos bancos, aliado ao risco de fuga de depósitos que determinou a necessidade de aceitar a assistência financeira.

Segundo vários economistas as medidas de austeridade até agora tomadas não foram nada perto do que o FMI irá fazer.

De acordo com Pedro Videla, economista, com a entrada do FMI em Portugal, não serão os portugueses que serão resgatados mas sim os bancos, para os cidadãos vai-se agravar a penúria.

Acredita também que o FMI irá decidir reduzir despesas no sector público, cortar nos salários, aumentar a idade de reforma e despedir mais pessoas, provocando o aumento do desemprego, reduzir as reformas antecipadas, etc.

De acordo com os presidentes de alguns bancos, Portugal precisava urgentemente desta ajuda, sendo que esta vem ao encontro do compromisso existente de auxiliar países com problemas financeiros e assim assegurar a estabilidade europeia.