Bial licencia novo medicamento para a doença de Parkinson

A Bial licenciou o seu novo medicamento para a doença de Parkinson, o opicapona. Contrato com empresa norte-americana é milionário.

Bial licencia novo medicamento para a doença de Parkinson
Confirmada parceria com empresa norte-americana

O maior grupo farmacêutico português, a Bial,  acaba de assinar um contrato de licenciamento exclusivo com a empresa farmacêutica Neurocrine Biosciences, Inc. para o desenvolvimento e comercialização do opicapona nos Estados Unidos da América e no Canadá.

Garantir os direitos de comercialização deste medicamento, o segundo de patente nacional – aprovado em junho pela Comissão Europeia com a marca ONGENTYS®– é um passo de gigante para a empresa portuguesa – que já comercializa o medicamento no Reino Unido e na Alemanha.

150 milhões

Este medicamento inovador para doenças relacionadas com desordens motoras é, de acordo com o presidente executivo da Neurocrine, não só uma forma de “impulsionar a estrutura comercial”, mas sobretudo ”proporcionar alívio a cerca de um milhão de pessoas que sofrem de Parkinson nos EUA.

Também o presidente-executivo da Bial diz estar muito satisfeito com esta parceria e afirma que a empresa norte-americana “tem uma vasta experiência no desenvolvimento de terapêuticas para desordens motoras e partilha a nossa visão de longo prazo para este nosso medicamento. Estamos empenhados em levar este novo e importante tratamento a todos os doentes de Parkinson nos EUA”.

O medicamento propriamente dito, a opicapona, “vem dar resposta, a duas importantes necessidades dos doentes de Parkinson; aumenta o horizonte temporal em que os sintomas motores estão controlados de forma adequada e simplifica o regime de tratamento por ser um medicamento de uma única toma diária” – afirma o responsável do Departamento Médico da Neurocrine.

O valor total do licenciamento rondará os 150 milhões de dólares aos quais se somarão as royalties sobre as vendas do medicamento nos EUA.

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