CGD vai encerrar 61 agências: veja a lista

A lista foi "revista e atualizada", indicando o fecho de agências por todo o país, sobretudo na Grande Lisboa. Veja a lista completa.

CGD vai encerrar 61 agências: veja a lista
CGD apresentou prejuízos históricos de 1.859 ME em 2016

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) encerrará 61 agências, a maior parte das quais na região da Grande Lisboa, segundo a “lista atualizada e revista” enviada à comissão parlamentar de recapitalização e gestão do banco público. Datado de 22 de março, o documento enviado pelo presidente do conselho de administração da CGD, Rui Vilar, indica que deverão encerrar “nesta fase” 18 agências na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro.

Anteriormente, o plano apontado passava pelo encerramento de 70 balcões, cerca de 50 no final deste mês e os restantes até final do ano. A reavaliação da lista de agências a fechar foi negociada com Bruxelas pela anterior administração do banco público, liderada por António Domingues, e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

A lista

A lista mostra que a Norte serão encerradas as agências de

  • Gualtar (Braga)
  • São Lázaro (Porto)
  • Campo (Valongo)
  • Ponte da Pedra (Maia)
  • Pinhais da Foz (Porto)
  • Termas S. Vicente (Penafiel)
  • Santa Quitéria (Felgueiras)
  • Fontainhas (Póvoa de Varzim)
  • Senhora da Agonia (Viana do Castelo)
  • Merelim (Braga)
  • Lordelo (Paredes)
  • Pedras Rubras (Maia)
  • Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia)
  • Pádua Correia (Vila Nova de Gaia)
  • Portas Fronhas (Vila do Conde).

No Centro, a previsão é de fecharem as agências da CGD em:

  • São Bernardo (Aveiro)
  • Cucujães (Oliveira de Azeméis)
  • Atouguia da Baleia (Peniche)
  • Silvares (Fundão)
  • Febres (Cantanhede)
  • Caranguejeira (Leiria)
  • Pousos (Leiria)
  • Aida (Aveiro)
  • Souselas (Coimbra)
  • Branca (Albergaria-a-Velha)
  • Almeida, Universidade de Coimbra – Pólo II
  • Instituto Politécnico de Viseu.

Os 18 locais da Grande Lisboa na lista para fechar são:

  • Quinta das Conchas (Lisboa)
  • Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa
  • Cascais Avenida
  • Colares (Cascais)
  • Instituto Superior de Engenharia de Lisboa,
  • Universidade Nova de Lisboa
  • Palácio da Justiça (Lisboa)
  • Fontes Pereira de Melo (Lisboa)
  • Torres Vedras Sul, Sobreiro Curvo (Torres Vedras)
  • Abrigada (Alenquer)
  • Merceana (Alenquer)
  • Brandoa (Amadora)
  • Polo da Ajuda (Lisboa)
  • Tagus Park (Oeiras)
  • Caneças (Odivelas)
  • Colinas do Cruzeiro (Odivelas)
  • 5 de Outubro em Lisboa (já encerrado)

No Sul do país e nos Açores e na Madeira, as agências são:

  • Angra – Avenidas (Angra do Heroísmo, Açores)
  • Fajã de Cima (Ponta Delgada, Açores)
  • Sobreda da Caparica (Almada)
  • Cacilhas (Almada)
  • Fórum Almada
  • Quinta do Amparo (Portimão)
  • Ameijeira (Lagos)
  • Lavradio (Barreiro)
  • Fórum Madeira (Funchal, Madeira)
  • Alexandre Herculano (Portalegre)
  • Pedro de Santarém
  • Canha (Montijo)
  • Monte Gordo (Vila Real de Santo António)
  • Gambelas (Faro)
  • Santa Margarida (Constância)

Desde há semanas que os encerramentos têm provocado contestação do poder político local, como são os casos de Almeida, no distrito da Guarda, Marvão, no Alto Alentejo, freguesia do Teixoso, na Covilhã, Santa Margarida, concelho de Constância, e Golegã, ambas no distrito de Santarém.

Funcionários preocupados

Fonte do Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa já tinha dito à Lusa que estão preocupados com encerramento de balcões, sobretudo nos casos de sedes de concelho e também adiantou que está previsto o fecho do balcão das Lajes do Pico, nos Açores. O PS pediu hoje ao Governo para esclarecer se a reorganização da rede de balcões garante a “salvaguarda mínima de cobertura” territorial por concelho e questionou quais os critérios para a redução de efetivos, num requerimento enviado ao executivo.

A CGD apresentou prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros no ano passado, dez vezes mais do que os resultados negativos de 171 milhões de euros de 2015, o que foi justificado pela constituição de novas imparidades (perdas potenciais, sobretudo para crédito) num montante superior a 3.000 milhões de euros.

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