Júlia Rocha
Júlia Rocha
26 Mar, 2018 - 09:44

Co-fundador do WhatsApp aconselha a apagar o Facebook

Júlia Rocha

Brian Acton, co-fundador do WhatsApp, defende que os utilizadores devem apagar o Facebook. Uma reação face ao escândalo que envolve a Cambridge Analytica.

Co-fundador do WhatsApp aconselha a apagar o Facebook

As recentes notícias sobre o acesso fornecido a determinadas entidades aos dados dos utilizadores do Facebook têm originado várias reações. Uma das mais polémicas vem de Brian Acton, um dos fundadores da aplicação WhatsApp, comprada pela empresa de Mark Zuckerberg em 2014. O norte-americano defendeu, no Twitter, que as pessoas devem mesmo apagar o Facebook e as suas contas dos dispositivos.

O super popular WhatsApp foi comprado pelo Facebook por 16 mil milhões de dólares (cerca de 17 mil milhões de euros). Dos dois fundadores, Brian Acton e Jan Koum, apenas o segundo continua a liderar a empresa. Acton saiu no início deste ano para começar a sua própria fundação, uma ONG.

Movimento #DeleteFacebook: porquê?

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O WhatsApp é, neste momento, uma das aplicações mais usadas em todo o mundo, e permite o contacto direto e aparentemente privado entre utilizadores. Apesar de nenhum representante do serviço de mensagens instantâneas ter ainda reagido a estas declarações, Brian Acton já não é o primeiro antigo executivo do Facebook a reagir negativamente às notícias recentes.

O escândalo, divulgado pelo The New York Times e pelo The Observer, liga o gigante Facebook à agência Cambridge Analytica. Em causa estão as acusações da empresa de Mark Zuckerberg ter facilitado o acesso não permitido a dados de 50 milhões de utilizadores durante o ano 2016.

O objetivo seria influenciar a opinião pública, tendo em conta, sobretudo, o referendo para o Brexit e as eleições presidenciais norte-americanas do mesmo ano, que acabaram por dar a vitória a Donald Trump.

Mark Zuckerberg lida agora com a queda na bolsa já sofrida pela empresa que gere a rede social mais usada do mundo, assim como com inúmeras e severas críticas pelo silêncio inicial, quando surgiu o escândalo. Depois de quatro dias, o criador da rede social veio dizer que assume os erros da sua empresa e que está a trabalhar para apurar o que se passou.

O WhatsApp pertence ao Facebook há já quatro anos. Apesar de já não trabalhar na app que lançou, Brian Acton é mais uma das vozes do movimento #deletefacebook.

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