CO2 poupado pode pagar-lhe o café. Saiba como

CO2 poupado pode pagar-lhe o café. Esta é a proposta de um projeto-piloto que visa aliar a mobilidade ao desenvolvimento sustentado.

CO2 poupado pode pagar-lhe o café. Saiba como
Porto, Gaia e Matosinhos vão criar projeto-piloto

O CO2 poupado pode pagar-lhe o café e quem diz café, diz também outras compras possíveis de pagar com a poupança das emissões de CO2 nos transportes utilizados na deslocação diária entre a casa e o trabalho.

Esta foi a proposta do Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (CEiiA) apresentada e aceite pelo movimento Global Compact das Nações Unidas, instituição dedicada à realização de projetos de desenvolvimento sustentável.

No âmbito deste projeto, Porto, Gaia e Matosinhos vão constituir um projeto-piloto onde serão testadas soluções para integrar a mobilidade do futuro.

A CEiiA pretende que cada pessoa possua uma conta única de mobilidade, onde será registado o dinheiro gasto nas deslocações feitas dentro da zona-piloto e onde também vão ser incluídas métricas como a da poupança de emissões de CO2 para determinar o nível de sustentabilidade da sua mobilidade.

E é aqui que CO2 poupado pode pagar-lhe o café ou outras compras, tal como explica uma fonte do CEiiA, “poderão ser efetuadas algumas transações quotidianas, se essa pegada ecológica for convertida em créditos ou pontos por uma empresa que opere a plataforma tecnológica do blockchain”, explica uma fonte do CEiiA.

A pergunta que se segue é: que empresa? A mesma fonte responde que “será certamente uma das maiores empresas que valorizam esses ativos digitais a nível internacional, mas ainda é cedo para identificar questões que são prévias à escolha de uma empresa que faça isso, porque a própria metodologia que vai ser utilizada para fins transacionais ainda está a ser afinada”.

O CO2 poupado pode pagar-lhe o café, mas este projeto-piloto de mobilidade sustentável vai para além disso. Fonte do CEiiA afirma que este projeto “testará muitas soluções tecnológicas que vão tornar a mobilidade futura mais sustentável e que implicará a concretização de investimentos totais elevados, eventualmente superiores a 400 milhões de euros, realizados por grandes empresas, durante períodos dilatados, que podem ir dos três aos sete anos”.

Além das empresas que desenvolvem tecnologia utilizada nos projetos de mobilidade sustentável, como a Siemens e Bosch, fala-se também numa participação específica do grupo automóvel francês, Peugeot-Citroën.

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