Contratos sem fidelização podem sair caros

Contratos sem fidelização podem sair caros

DECO alerta para este tipo de contratos

Os contratos sem fidelização tem gerado alguma polémica por trazerem tantos custos associados. Saiba o que diz um estudo da DECO.

Durante muitos anos a guerra dos consumidores com o sector das telecomunicações passava por uma questão fulcral: os contratos de fidelização. 

As operadoras tinham uma política de fidelização, normalmente de 24 meses, que não permitia qualquer rescisão a não ser em casos muito específicos. A alteração da lei surgiu há cerca de um mês, permitindo a existência de contratos sem fidelização, mas agora a polémica é outra. Quase um mês depois a DECO analisou os contratos sem fidelização e apercebeu-se que a suposta liberdade cedida ao consumidor pode sair muito cara. 

A Associação de Defesa do Consumidor revela que “além dos contratos sem fidelização serem demasiado caros, os custos de instalação também passaram a estar mais inflacionados com a nova Lei das Comunicações Eletrónicas”.

Os custos que foram lançados pelas operadoras e que estão associados aos tarifários sem fidelização não são, de todo, atrativos. Por outro lado, no seu estudo, a DECO revela que verificou que “os contratos sem fidelização custam o dobro face à opção que impõe 24 meses e que os custos de instalação aumentaram na maioria das operadoras”. Na Vodafone, por exemplo, o que antes ficava no máximo de 300 euros, passou para um máximo de 400 euros. 

Por outro lado, as mensalidades associadas aos contratos sem fidelização estão entre os 20 e os 35 por cento mais elevadas para o consumidor o que, segundo a DECO, condiciona na totalidade a suposta liberdade de escolha dos consumidores.

Para não deixar passar esta situação incólume, a DECO avança que vai denunciar estas situações às respetivas entidades reguladoras.


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