Crédito Habitação - Guerra dos 'spreads'

Bancos estrangeiros lançam a guerra dos 'spreads' pois são estes bancos que conseguem praticar as taxas mais baixas

Crédito Habitação - Guerra dos 'spreads'

Longe vão os tempos em que a Banca nacional conseguia praticar 'spreads' de 0,4% e 0,6%. Já que Portugal atravessa uma crise financeira, esta é uma fraqueza bem aproveitada pela concorrência estrangeira, que tem uma maior capacidade de financiamento e assim promover os seus empréstimos.

 

O crédito habitação revela-se o produto perfeito a promover e os cinco bancos estrangeiros a operar no mercado português - BBVA, Deutsche Bank, Banco Popular, Caixa Galicia e Barclays Bank - oferecem os spreads mais baixos.

 

Além das taxas baixas praticadas, estes bancos também se apoiam em fortes campanhas de marketing de forma a captar mais clientes.

 

No entanto, nem tudo é facilidade e existe uma série de requisitos a cumprir se quiser contrair um empréstimo junto de uma destas instituições bancárias.

 

A condição mais difícil de satisfazer é a relação financiamento/garantia. Isto é, em 3 dos bancos acima citados, o crédito não pode exceder 50% a 60% do valor do imóvel o que implica que o cliente tenha uma grande capacidade de autofinanciamento, a qual não é muito comum nos dias que correm.

 

Além disso, não poderá ter mais do que 30 anos e também existe a obrigatoriedade de subscrever alguns serviços do banco, além de ter seguros e aplicações de poupança.

 

Damos o exemplo do BBVA que apresenta como requisito para obter uma taxa de 0,4%, a obrigação de fazer um PPR - Plano Poupança Reforma com entregas anuais de 600 Euros.

 

Cerca de dois milhões de portugueses têm a seu cargo um empréstimo habitação, o qual representa a despesa mais pesada no orçamento familiar. Ora, o spread é uma das componentes para o cálculo da taxa de juro e representa, por isso mesmo, um factor importante a pensar para quem quer comprar casa. Especialmente, se pensarmos que nos últimos dois anos o spread minimo quadriplicou, passando de uma média de 0,35% para 1,4%, o que causa um impacto significativo no bolso das famílias portuguesas.