DECO defende limites à taxa do crédito habitação

Tendo em conta a realidade incomportável com que nos deparamos em que em novos créditos habitação, as instituições de crédito cobram spreads que podem chegar aos 7% em alguns casos, a DECO exige que seja estabelecido um limite na taxa do crédito habitação.

DECO defende limites à taxa do crédito habitação

Com spreads que podem chegar aos 7% nos novos contratos de crédito habitação, a DECO aconselha a que ninguém contrate nestas condições, além de exigir que o Governo tome uma atitude.

As condições de crédito impostas pela maioria dos bancos inviabilizam completamente a concessão de empréstimo para a compra de casa. Desde financiamento de apenas 50% a 80% do imóvel, quando antes era comum o financiamento a 100% do valor da avaliação do imóvel, até spreads médios de 5%, atingindo os 7% em muitos casos, ao contrário dos spreads abaixo de 1%, que se praticava bem recentemente.

A exigência de uma intervenção por parte do Governo prende-se com o facto de se estar a privar os consumidores de acederem a um bem essencial que é a habitação, numa altura em que o arrendamento ainda está a sofrer várias alterações e que as condições de crédito podem levar a mais casos de sobreendividamento.

Assim como no crédito ao consumo, está definida a taxa de usura, ou seja, os juros máximos que as instituições podem cobrar por determinado crédito, a associação de defesa dos consumidores também defende que num produto da importância do crédito habitação também tenha uma taxa de usura, ou seja, um tecto aos juros cobrados.