Economia paralela cresce em Portugal

Chama-se economia paralela a toda a economia que não é contabilizada. Em Portugal, este mundo paralela tem vindo a crescer, principalmente no último ano.

Economia paralela cresce em Portugal
A economia paralela tem vindo a crescer em Portugal
  • A economia paralela registou, no ano de 2012, um valor de 44 milhões de euros, o que corresponde a 27% do PIB

A economia paralela é uma problemática que existe desde sempre e que traz muitas dores de cabeça a qualquer executivo. Segundo notícia avançada, a economia paralela em Portugal tem vindo a crescer e representou, só no ano de 2012, cerca de 26,74% do PIB, o que equivale a um montante de 44 milhões.

 

Segundo o índice da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEUP), a economia paralela assenta precisamente na circulação de numerário, o que não deixa qualquer rasto para o fisco. A solução poderá passar por incentivar aos pagamentos electrónicos e penalizações dos levantamentos de dinheiro. 

Estas medidas ajudam a combater a economia paralela, uma vez que contribuem para que exista uma economia mais contabilizada. Na opinião de alguns especialistas, o êxito do combate à economia paralela também poderá passar pela limitação ou penalização de levantamentos de dinheiro, principalmente em caixas automáticas. Este tema tem gerado muita polémica em Portugal, mas por outro lado tem vindo a ganhar forma.

 

A consultora A.T. Kearney realizou um estudo para a Visa e concluiu que em Portugal “há muito potencial para aumentar o número de pagamentos electrónicos”.

 

Notícia recente é também o facto do fisco ter detectado 16 mil empresas que declararam volumes de negócios inferiores aos valores que foram efectivamente recebidos só através de pagamentos electrónicos ou com cartões. O levantamento destes dados foi possível através do cruzamento de dados com as empresas emissoras.

 

De forma a tentar diminuir a economia paralela, as soluções propostas pela consultora em epígrafe, passam por criar incentivos fiscais para pagamentos com meios electrónicos, diminuir custos nos terminais de pagamento e introduzi-los em sectores com baixa utilização, como táxis ou pequeno comércio.

 

A A.T. Kearney vai mais longe e adverte ainda que deveria ser obrigatório a utilização de pagamentos electrónicos nas instituições públicas. À luz da lei, de pagamento por via electrónica de valores acima de mil euros também devia ser cumprido.