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Ensino superior continua com vagas congeladas

O Governo mantém as vagas congeladas. E cursos com pouca procura e taxas de desemprego acima da média também não vão receber novos alunos.

Ensino superior continua com vagas congeladas
Número total de lugares do concurso nacional vai manter-se inalterado

No próximo ano letivo, o número de vagas existentes nos cursos superiores das universidades e institutos politécnicos vai manter-se inalterado, à semelhança do que aconteceu nos últimos quatro anos.

O despacho do Ministério da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior já foi enviado às instituições de ensino superior e mantém as vagas congeladas nos cerca de 50 mil lugares que existiam no último concurso nacional. Recorde-se que as regras introduzidas pelo anterior governo fizeram com que, anualmente, houvesse menos cinco mil lugares para novos alunos nas universidades do país.

Mas as decisões do Ministério não passam só pelas vagas congeladas. Os cursos com pouca procura – licenciaturas e mestrados que nos últimos dois anos tenham tido menos de 10 estudantes colocados - não vão poder abrir novos lugares. Por outro lado, cursos com taxa de desemprego superior à média nacional ou superior à taxa média de desemprego registada pela universidade ou politécnico em que está inserido também não vão poder aceitar novos alunos.

As vagas congeladas vigoram ainda nos cursos que, no ano letivo passado, não abriram vagas. Este ano também não vão poder fazê-lo se, na mesma região, existir um curso semelhante em funcionamento.

O objetivo é não aumentar o número de vagas, mas as instituições de ensino superior podem usar as vagas retiradas a estes cursos para abrir noutros, com mais saídas profissionais. O Governo recomenda que isso aconteça em cursos das ciências da vida, física, matemática, informática e engenharia.
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