Finlândia testa rendimento base de 560 euros para desempregados

A Finlândia quer cortar a burocracia, reduzir a pobreza e fomentar o emprego, atribuindo um rendimento básico a desempregados.

Finlândia testa rendimento base de 560 euros para desempregados
É o primeiro país da Europa a avançar com esta experiência social

A experiência arrancou este mês, com dois mil desempregados e vai durar dois anos.

A Finlândia é o primeiro país da Europa que vai pagar aos desempregados um rendimento básico mensal. O valor será de 560 euros e não será preciso justificar onde gastam o dinheiro. O apoio vai-se manter mesmo depois de as pessoas encontrarem um novo emprego.

O objetivo é perceber como as pessoas se vão comportar, se vão aproveitar para experimentar diferentes tipos de emprego ou se vão deixar-se estar paradas por saberem que têm um rendimento básico.

Recorde-se que, na Finlândia, o salário médio no setor privado é de 3.500 euros.  E muitas vezes, os desempregados acabam por recusar um trabalho temporário ou sazonal porque perdem benefícios.

A taxa de desemprego era de 8,1 em novembro, com 213 mil pessoas (dos 5,5 habitantes do país) a estarem desempregadas.

Esta é uma das medidas do Governo de centro-direita para combater o desemprego, sendo que a experiência do rendimento básico pode ser expandida a outros grupos com baixos rendimentos, como freelancers, micro ou pequenos empresários e trabalhadores em tempo parcial. 

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