Idade da Reforma: Vai aumentar?

Segundo Helena André, ministra do Trabalho, o Governo está a ponderar acerca da idade da reforma, mas para já ainda não se pensa numa subida como Bruxelas incentiva e como aliás já acontece em muitos outros países da Europa.

Idade da Reforma: Vai aumentar?

Apesar de para já, a idade da reforma não ser alterada, esta é uma matéria que ainda está em discussão no Governo.

Mesmo não havendo nenhuma proposta em concreto, e o aumento da idade da reforma não estar, para já, dependente das decisões que forem tomadas pela União Europeia, sabe-se que a Comissão Europeia pretende uniformizar a idade da reforma de todos os Estados-membros para os 67 anos.

Para tal, Helena André, garante que para isso acontecer ainda será necessário Portugal participar em reuniões para debater esta matéria.

O tema da reforma não é para a ministra o único assunto em cima da mesa. O realmente pretendido é colocar "em prática uma verdadeira solidariedade intergeracional que possa responder às necessidades de fazer entrar os jovens no mercado de trabalho mas de não dispor como descartáveis os trabalhadores mais idosos". Estas reflexões ao nível do envelhecimento demográfico pretendem definir estratégias para que as pessoas possam trabalhar mais anos de forma voluntária e criar uma ligação entre os mais novos que procuram integrar-se no mercado de trabalho e os mais velhos que possam transmitir os seus conhecimentos.

Antes da idade da reforma está o grande flagelo do desemprego, o qual o Governo ainda não conseguiu  contrariar.

Segundo o INE - Instituto Nacional de Estatística, atingiu-se um novo recorde, no último trimestre de 2010. Chegámos à taxa de desemprego de 11,1%.
Perante este número, a CGTP considera a actual situação insustentável e já marcou para 19 de Março uma manifestação.

Assim como já acontece em vários países da União Europeia, o Governo pode vir a definir um alargamento da idade da reforma. Vamos aguardar pelas reflexões internas do Executivo nesta matéria, numa altura em que a ministra do trabalho reconhece que o Governo não foi capaz de inverter a tendência de desemprego.