32% dos jovens com qualificações a mais

Um estudo sobre jovens no mercado de trabalho mostra que mais de um terço diz ter mais qualificações do que as pedidas pela posição que ocupa.

32% dos jovens com qualificações a mais
Mas mais de metade dos inquiridos considera ter qualificações adequadas às funções

O Instituto Nacional de Estatística apresentou, recentemente, um estudo sobre “Jovens no Mercado de Trabalho”.

Segundo o documento, no 2.º trimestre de 2016 a população jovem, ou seja, com idade dos 15 aos 34 anos, representava 22,2% da população residente, quase 2,3 milhões de pessoas. Desses, 51,8% estavam empregados; 9,9% eram desempregados e 38,5% eram inativos. E a taxa de emprego cresce de acordo com a idade, mostra o INE: 5,8% para os jovens dos 15 aos 19 anos (sendo que a esmagadora maioria dos jovens – 93,9% – estava a estudar ou em formação); 42,0% para os jovens dos 20 aos 24 anos; 72,1% para aqueles com idade dos 25 aos 29 anos; e 83,1% para os jovens dos 30 aos 34 anos.

Aos cerca de 1,1 milhões de jovens que estão a trabalhar foram colocadas questões para perceber se as suas qualificações são ou não adequadas às funções profissionais que desempenham.

49,7% dos jovens empregados respondeu que o seu nível de escolaridade era totalmente ou bastante adequado para o trabalho exercido. De resto, o grau de adequação aumenta com a idade e com a escolaridade, sendo mais elevado entre os jovens adultos dos 25 aos 34 anos (51,5%) e entre os jovens com ensino superior (59,9%).

Por outro lado, 32,0% disseram ter qualificações superiores às necessárias para o trabalho que desempenham, situação que é mais frequente entre as mulheres (33,5%).

Estudos europeus, refere o INE, mostram que trabalhadores com qualificações mais elevadas do que as exigidas acabam por ser menos produtivos do que aqueles com as qualificações consideradas adequadas. Esses funcionários mostram, normalmente, menor satisfação com o salário e com a profissão, maior taxa de absentismo e maior rotatividade de emprego.

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