Lisboa está pouco preparada para os idosos viverem

As cidades fazem-se de e para pessoas, mas infelizmente Lisboa foi considerada uma das cidades que está menos preparada para os idosos.

Lisboa está pouco preparada para os idosos viverem
Há algumas falhas que dificultam a vida aos idosos
  • O espaço urbano deve responder às necessidades de todos

Lisboa é considerada uma das cidades mais bonitas do mundo e também uma das melhores para se visitar, mas a verdade é que nem tudo é cor-de-rosa. Segundo notícia avançada, Lisboa assume-se como uma cidade pouco pensada para acolher pessoas idosas, demonstrando por isso falhas nas infraestruturas, como por exemplo na “ausência de pavimentos razoáveis, alguma proteção em relação aos automóveis ou nas passadeiras e zonas com limite de velocidade”.

Em declarações à agência Lusa, o arquiteto António Batista Coelho defende que “as pessoas mais idosas precisam de condições ideais para se deslocarem e o ideal não é nada do outro mundo. São pavimentos razoáveis, alguma proteção em relação ao automóvel, com continuidades, passadeiras bem pintadas, zonas com limite de velocidade de 30 ou 20 em certos sítios”.

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Desta forma, o arquiteto defende que “a cidade de Lisboa não está pensada ou preparada para as pessoas mais idosas, sendo essencial que a cidade fosse estruturada ou reestruturada com base no peão, o que significa criar vizinhanças em que o peão se sinta melhor ou o melhor possível e em que haja continuidades nessas vizinhas para que, se quiser, possa deslocar-se com alguma segurança, com alguma comodidade”.

Sendo Lisboa uma cidade europeia e cada vez mais reputada a nível internacional, é urgente que se adeque o espaço público, de forma a que o mesmo “seja utilizado por todos de uma forma mais estimulante e encarado como um prolongamento da casa”, conclui.
 
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