Negócio da construção cresce nos mercados externos

Os negócios da construção nos mercados externos quase triplicou na última década. Isto deve-se essencialmente à falta de mercado interno.

Negócio da construção cresce nos mercados externos
Negócio da construção cresce nos mercados externos
  • Quando internamente os mercados perdem força, a aposta recai sobre os mercados externos

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A última década foi marcada pelo forte aumento da actividade internacional das empresas portuguesas de construção. O investimento dos empresários nacionais nos mercados externos cresceu a uma taxa média de 20%.

 

Todos os negócios realizados fora de Portugal na área da construção representaram cerca de cinco mil milhões de euros em 2012, contra 1,699 milhões em 2006. Este aumento exponencial deve-se sobretudo à queda da actividade no mercado interno.

 

Segundo notícia avançada recentemente, os Cadernos da Internacionalização da AECOPS revelam que as empresas do sector da construção estão presentes em mais de 30 países e têm actualmente uma carteira de encomendas no valor de 4,3 mil milhões de euros, para um universo de 5560 empresas.

 

Pesa nas exportações

De ressalvar que o peso da construção nas exportações atingiu o ano passado os 8%, novo máximo histórico do sector. Em 2006, o peso nas exportações ficava-se pelos 3%. O peso dos negócios no exterior face ao produto interno bruto foi de 3%.

 

Os principais mercados externos onde o volume de negócios tem sido mais visível são: 

 

  • Angola com 53%;
  • Polónia com 10%;
  • Moçambique com 8%. 

 

Restam ainda o Malawi e o Perú, empatados com 5%.

 

Na Europa e devido ao clima económico que se faz sentir, a captação de novos contratos sofreu uma diminuição face aos dois últimos anos, que foram particularmente positivos na captação de novos mercados.