Portugal regressa aos mercados e os bancos investem na dívida

O regresso de Portugal aos mercados portugueses deu-se no primeiro semestre deste ano. Saiba o que diz o Banco de Portugal no relatório publicado esta semana sobre estabilidade financeira.

Portugal regressa aos mercados e os bancos investem na dívida
É preciso ter em atenção os riscos da banca no regresso de Portugal aos mercados
  • Portugal testou os mercados no primeiro semestre deste ano

No primeiro semestre do ano, Portugal avançou com duas operações de venda de dívida a longo prazo, num regresso aos mercados que se fez em Janeiro e em Maio deste ano. Nestes dois meses, o IGCP colocou nos mercados 5,5 mil milhões de euros que tiveram sucesso. No entanto, estas transacções foram anunciadas na altura como um “regresso antecipado aos mercados”.

 

O regresso aos mercados

O sucesso deste teste aos mercados deveu-se principalmente ao comportamento dos consumidores dos investidores no mercado secundário, o que deu origem a uma quebra dos juros da dívida portuguesa. No entanto, este caminho que augurava ser positivo, foi travado com a crise política que resvalou no início do Verão.

 

Consequentemente, o Banco de Portugal publicou esta terça-feira o relatório de estabilidade financeira. Neste documento, o destaque vai para o alerta sobre os riscos da elevada exposição que o sector da banca oferece.

Aquando do regresso de Portugal aos mercados, os bancos a operar em Portugal aumentaram o seu investimento na dívida, reforçando a sua exposição ao estado em 7%. 

 

Estes dados são do primeiro semestre do ano, mas ainda assim este estudo do Banco de Portugal revela que esta exposição pode representar uma subida das taxas de juro aplicáveis aos prazos médios e longos, entre outras coisas.

 

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