Poupança das famílias portuguesas regista queda

A poupança das famílias portuguesas atingiu o máximo histórico em Julho, tendo no entanto sofrido uma queda nos últimos três meses.

Poupança das famílias portuguesas regista queda
As famílias estão a apostar menos na poupança
  • A poupança das famílias portuguesas cai pelo terceiro mês consecutivo

O primeiro semestre do ano foi extramamente favorável aos números de poupança das famílias portuguesas. Nesta altura, registou-se uma forte aposta dos portugueses na poupança, embora a conjuntura indicasse alguns obstáculos nesse sentido.

 

Esta semana, segundo o indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica, os números da poupança baixaram de 125,9 pontos em Setembro para 123,9 pontos em Outubro, vericando-se por isso a terceira quebra mensal. É premente recordar que o máximo histórico foi registado em Julho, com um valor de 131,3.

 

Tendência de Poupança

Mesmo com o registo desta quebra, o indicador nos últimos três meses não afecta a tendência de poupança das famílias que ainda assim continuam preocupadas com o seu futuro. Apesar de actualmente o rendimento médio das famílias ter baixado, a verdade é que existe uma desconfiança em relação ao futuro que incentiva à poupança.

 

No documento ontem divulgado pela Universidade Católica, pode ler-se que, "em termos agregados, as famílias têm aumentado a sua taxa de poupança em 0,10-0,15 pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto) em cada trimestre desde Dezembro de 2009". Este estudo é fruto de uma análise de tendências ao comportamento de um conjunto de fontes estatísticas.

 

O estudo da Universidade Católica vai mais longe e indica ainda que cada 12,5 pontos do indicador representam aproximadamente 1% do PIB. Fazendo as contas, quando o indicador atinge o valor de 125, isto significa que a poupança das famílias é perto de 10% do produto interno bruto, o que são valores consideráveis face às dificuldades actuais.

 

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