PPR com quebra de 60%

O fim dos beneficios fiscais veio mesmo abalar os PPR's que registaram uma quebra de 60%. As aplicações neste produto financeiro passou de 3,4 mil milhões em 2010 para 1,3 mil milhões em 2011. Além disso, apesar de as poupanças dos portugueses terem aumentado nos últimos meses, a tendência já se está a inverter.

PPR com quebra de 60%

Segundo Fernando Nogueira, presidente do ISP - Instituto de Seguros de Portugal, a redução dos beneficios fiscais penalizou as subscrições dos tão populares PPR.

Tendo em conta o perfil de risco português, ou seja, conservador e avesso ao risco, os Planos Poupança Reforma sempre tiveram uma evolução bastante positiva.

No entanto, com o fim dos beneficios fiscais, registou-se uma redução brusca da subscrição deste tipo de produtos financeiros. O facto da banca estar concentrada em captar depósitos, a crise e a necessidade de liquidez levou a que os portugueses começassem a abandonar os PPR.

Recorde-se que os PPR registavam no final do ano passado um investimento de 1,3 mil milhões de euros, um valor que compara com os 3,4 mil milhões captados em 2010, o que se traduz numa quebra de 60%.

Registou-se nos últimos meses um aumento nos niveis de poupança, no entanto, como os portugueses ainda vão ter que apertar ainda mais o cinto, tal vai reduzir ainda mais o rendimento disponível das famílias e poderá mesmo inviabilizar a sua capacidade de poupar.