Punições pelos défices excessivos foram adiadas

Ainda não há fumo branco relativamente ao possível castigo que irá ser aplicado a Portugal e  Espanha pelo não cumprimento do défice proposto por Bruxelas. 

Punições pelos défices excessivos foram adiadas
Portugal e Espanha aguardam pela decisão da Comissão Europeia

A Comissão Europeia esteve reunida esta terça feira em Estrasburgo onde abordou o tema em conferência de imprensa.
Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos, adianta que a decisão de Bruxelas ainda não está tomada, mas que os países ibéricos terão conhecimento da mesma muito em breve.
 
Pierre Moscovici avisa que as regras comunitárias são inteligentes e explica a importância da utilização dessas mesmas normas de forma igualmente inteligente. 
Estas foram as únicas informações que a Comissão Europeia disponibilizou aos dois países interessados na questão. Duas nações que esperavam ver o seu futuro clarificado no que diz respeito a esta matéria, mas ainda não conseguiram.

Até porque este foi um dia dedicado a outra temática. Esta reunião teve como foco maior a evasão fiscal. Um desvio de atenções que impediu uma abordagem mais aprofundada à questão do incumprimento do défice. 
Pierre Moscovici adiantou ainda que só se pronunciou sobre este assunto naquele momento porque tinha prometido em maio novos desenvolvimentos a partir de julho.
Por isso, não resta nada mais a portugueses e a espanhóis do que esperar que os seus respetivos atrasos no incumprimento das metas traçadas passem ao lado da mão pesada de Bruxelas.

Em caso de castigo, Portugal tem 10 dias para tentar inverter o rumo dos acontecimentos. Por sua vez, a Comissão, após dar a conhecer o seu veredito final, tem 20 dias para decidir junto do Ministério das Finanças, quais as medidas certas a serem aplicadas. Um impasse que deve ficar resolvido ainda no decorrer desta semana.


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