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Quer deixar de fumar? O Estado ajuda

O Governo vai avaliar a comparticipação de remédios para deixar de fumar e quer mais consultas nos centros de saúde. 

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Em 2014 foi feito o anúncio e a medida arrancou logo em 2015, com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) a comparticipar 40% dos medicamentos necessários para ajudar um fumador a deixar de fumar.

A medida não gerou consenso, tendo mesmo sido alvo de duras críticas por parte, essencialmente, dos não fumadores, mas parece ter vindo para ficar. É que o Governo está já a avaliar a comparticipação dos medicamentos para a cessação tabágica e pretende que todos os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) disponibilizem mais consultas para ajudar os utentes a deixarem de fumar.



Novas medidas ainda em 2016

Quem o disse foi o secretário de Estado e adjunto da Saúde, Fernando Araújo, no final da apresentação do relatório "Portugal – Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015", em Lisboa. A propósito de uma eventual comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nos medicamentos de cessação tabágica, Fernando Araújo disse que "por vezes, as pessoas têm vontade e não têm capacidade (de deixar de fumar) e nós temos a obrigação de ajudar”. 
Para já não se conhecem medidas concretas, mas o governante adiantou ainda que o Governo está "a fazer um estudo, uma avaliação do ponto de vista clínico do impacto, bem como do ponto de vista económico, para saber o custo destas medidas, mas é expectável que durante este ano possamos tomar decisões que se possam traduzir em resultados concretos em 2017".

Fernando Araújo defende que o SNS tem que aumentar a acessibilidade e responder de forma mais eficaz aos apelos de quem pretende deixar de fumar, neste sentido, o objetivo passa por que "disponibilizar em todos os ACeS (agrupamentos de centros de saúde) pelo menos uma agenda de apoio intensivo à cessação tabágica", devendo a medida ser alargada até ao final do ano a grande parte dos ACeS. Segundo Fernando Araújo, até ao final do ano, o governo pretende diminuir para metade a percentagem (30 por cento) de ACeS que ainda não disponibilizam este serviço.

A medida pode vir a não ser consensual, mas é importante relembrar que o tabaco ainda está por detrás de muitas mortes em Portugal. Aliás, segundo os dados do relatório "Portugal – Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015", o consumo de tabaco matou mais de 32 pessoas por dia em 2013 e foi mesmo a primeira causa de morte em Portugal. Ainda assim há boas notícias. Os dados do relatório avançam ainda que o número de fumadores tem vindo a diminuir.
 

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